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Manchester United FC 0–0 Crystal Palace FC: Vira o disco e toca o mesmo

Gonçalo Miguel Santos · 4 min

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Old Trafford recebeu neste início de tarde o embate entre o Manchester United FC, que ocupa uma má posição na tabela classificativa face aos seus objetivos, e Crystal Palace FC, que, com apenas duas vitórias, se situava pouco acima dos lugares de descida. Nesta partida a contar para a décima terceira jornada da Premier League, Mourinho e Roy Hodgson não procederam a grandes alterações nos onze iniciais, comparativamente à última ronda da prova. A única nota de destaque é a titularidade de Lukaku na frente de ataque dos red devils.

O Manchester United queria mostrar bom futebol para acabar com as dúvidas em torno do rendimento da equipa e finalmente começar a somar boas sequências de resultados, para assim conseguir escalar posições na tabela classificativa. De facto, os primeiros 20 minutos ilustraram esta vontade e foi a equipa da casa quem controlou a partida, jogando quase sempre no meio-campo ofensivo, mas nunca conseguindo materializar este domínio em oportunidades de golo. Fazendo lembrar jogos passados, o United quebra completamente o ritmo de jogo e, com isso, o Crystal Palace ganha confiança e começa a aventurar-se em contra-ataques que, com os seus avançados rápidos, se revelaram bastante perigosos para a equipa de José Mourinho.

Os red devils perderam o poder de fogo e ficaram cada vez mais vulneráveis ao conjunto londrino, que, sobretudo por intermédio do seu melhor jogador, Wilfried Zaha, se aproximava do golo. Destaque para o minuto 26, em que o costa-marfinense, após uma brilhante jogada individual, remata centímetros ao lado da baliza defendida por De Gea. O Manchester United conseguiu aliviar a pressão exercida pelo adversário e respondeu com uma dupla oportunidade, que culminou com um cabeceamento de Martial direitinho às mãos de Hannessey. O United precisava do intervalo para repensar o seu jogo, mas não se livraria antes de um grande susto: golo anulado ao Crystal Palace, por posição irregular de Kouyaté.

Protestos do golo anulado a Kouyaté
Fonte: Manchester United FC

A segunda parte foi uma repetição da primeira, pois o Manchester United torna a entrar bem na partida, mas sem conseguir impor um grande caudal ofensivo, nem criar oportunidades para se adiantar no marcador. A única exceção a esta realidade deu-se aos 57 minutos, com Lukaku, na recarga de um remate de Ashley Young, a colocar a bola dentro da baliza, mas mais uma vez o árbitro anula o golo, deixando muitas dúvidas sobre a decisão. O Crystal Palace reequilibrou a partida, retomou a aposta no contra-ataque e colocou em sentido os red devils, que, mais uma vez, ficaram impotentes perante a velocidade dos adversários. Foram mesmo os londrinos que ficaram, de novo, perto de desbloquear a partida, por intermédio de Townsend, que, sozinho frente a De Gea, atirou ao lado.

Já nos últimos 10 minutos do encontro, numa altura em que se jogava mais com o coração do que com a cabeça, Lukaku e Rashford tiveram a oportunidade de salvar o United de mais um resultado negativo, mas o nulo no marcador permaneceu.

O Manchester United, que continua a tentar procurar a sua melhor versão, segue na sétima posição à condição, vê a distância para o primeiro classificado e rival Manchester City dilatar para 14 pontos e, mais grave, a equipa continua a apresentar o mesmo fraco futebol. Tudo leva a crer que o regresso aos títulos não se verificará esta época. Por outro lado, o Crystal Palace deixou uma bela réplica de si no mítico Old Trafford e com um pouco de eficácia teria certamente levado os três pontos para Londres.

Manchester United FC: David de Gea, Victor Lindelof, Chris Smalling, Ashley Young, Matteo Darmian, Paul Pogba (Sánchez´67), Juan Mata (Fellaini´59), Anthony Martial, Jesse Lingard (Rashford´59), Nemanja Matic, Romelu Lukaku

Crystal Palace FC: Wayne Hennessey, Patrick van Aanholt, James Tomkins, Mamadou Sakho, Aaron Bissaka, Luka Milivojevic, Max Meyer, Cheikhou Kouyaté, James McArthur, Andros Townsend (Schlupp´87), Wilfried Zaha (Ayew ´90)

A FIGURA

Fonte: Premier League

Zaha- É mais que sabido que o costa-marfinense é o mehor jogador do Crystal Palace e hoje, Zaha encarregou-se de o comprovar. Apesar de jogar contra um adversário teoricamente mais forte, Zaha foi um dos principais responsáveis por equilibrar os dois conjuntos e foi uma autêntica dor de cabeça para Lindelof, que até acabou lesionado, tal foi o esforço para acompanhar a velocidade que Zaha incute no seu estilo de jogo. Faltou apenas o golo para imortalizar esta exibição no “teatro dos sonhos”.

O FORA DE JOGO

Fonte: SkySports

Martial- Verdadeira nulidade. Pedia-se mais ao melhor marcador da equipa, mas o francês esteve mesmo em dia não. Absteve-se dos momentos de decisão e escondeu-se do jogo, revelando-se nervoso e sem confiança quando era chamado à ação, o que originou passes falhados e perdas de bola.

Foto de capa: Manchester United FC

Gonçalo Miguel Santos

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