Manchester United FC 4-0 Chelsea FC: No dicionário do futebol, justiça diz-se “eficácia”

- Advertisement -

A sorte ditou que o calendário da Premier League presenteasse os amantes do futebol inglês com um clássico logo na primeira jornada do campeonato. No “Teatro dos Sonhos” foi o Manchester United que levou a melhor, vencendo o Chelsea por quatro bolas a zero.

Nos bancos registava-se um embate de antigas glórias (Lampard e Solskjaer). Dentro das quatro linhas faltavam referências de outros tempos. Tanto de um lado como de outro, não há um líder, uma estrela maior, um jogador decisivo…

A partida iniciou-se com ligeiro ascendente do Chelsea, a demonstrar um futebol mais fluído e uma circulação intensa, para primeiro jogo oficial da época. Ao quarto minuto, Tammy Abraham deixou o aviso, com um remate ao poste da baliza do United.

É de relembrar que o Chelsea está impedido de contratar até junho de 2020, e é assim “obrigado” a apostar em alguns regressados de empréstimos e na juventude da formação.

O Manchester United, sem contratar um substituto para Lukaku (transferido para o Inter de Milão no passado defeso), focado principalmente no reforço da defesa, esperava-se falta de golos no ataque, algo que não aconteceu…

Se por um lado, a aposta nos jovens é aplaudida, por outro, é arriscada. Kurt Zouma mostrou que a experiência no Everton não foi suficiente para se assumir no eixo da defesa dos “Blues”. Aos 16’, foi imprudente, cometeu falta dentro de área e o árbitro assinalou penalti a favor do United. Rashford não vacilou e faturou contra a corrente do jogo.

Fonte: Manchester United

A jogar em casa, e já em vantagem no marcador, os comandados de Ole Gunnar Solskjaer estavam demasiado retraídos, de tração a trás, perante um Chelsea que demonstrava um jogo de posse mais envolvente e vertical.

Os “Red Devils” apenas deram o sinal mais a partir da meia hora de jogo, tentavam equilibrar as contas, mas o jogo estava partido, como se diz na gíria, “bola cá, bola lá”. O meio campo do Chelsea superiorizava-se ao do United, que apresentava na sua fase de construção algumas deficiências, sem nenhum organizador definido, ainda que, condicionado pela pressão dos “Blues”.

No segundo tempo, o Chelsea entrou a pressionar alto, certamente com vontade de alterar o resultado. Jogo típico de inicio de época, com muitas indefinições, pouco envolvimento entre jogadores, aliado a inúmeros passes falhados e decisões erradas. Não foi um jogo de futebol vistoso, muito longe disso, pode-se dizer que foi um jogo de muita luta… A maior parte das vezes, jogado mais com o coração do que com cabeça.

De Gea continuava com mais trabalho que o compatriota Kepa Arrizabalaga. O jogo pedia reforços, pedia golos. Aos 65’, Martial finalizou um contra-ataque perfeito após cruzamento de Andreas Pereira, e fez o dois a zero. Logo a seguir, Rashford “matou o jogo”, depois de uma assistência primorosa de Paul Pogba.

As aspirações que o Chelsea ainda teria foram por água a baixo. Eficácia extrema por parte do United. O jovem Daniel James entrou ainda a tempo de confirmar a goleada á passagem do minuto 81’. Quatro golos volvidos, o Manchester United limitou-se a gerir a vantagem até ao apito final.

Perspetiva-se uma época diferente da passada para os dois conjuntos. O United melhorou a defesa, manteve o meio campo e perdeu (a meu ver) no ataque. Hoje não se notou, mas falta, a “olhos vistos”, um ponta de lança. Já o Chelsea, mostra-se limitado, mas tem potencial. Ganhou o meio campo, mas não ganhou no momento de meter a bola na baliza.

Ambas as equipas ainda estão bastante longe dos principais candidatos ao título: o campeão inglês, Manchester City e o campeão europeu, Liverpool. Claro que vão tentar a sua melhor classificação na tabela final, mas não se afigura uma luta fácil. O “top six” é aceitável, o “top three” é o sonho, e a conquista do campeonato, inatingível. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Manchester United: De Gea, Wan-Bissaka, Lindelog, Maguire, Shaw, McTominay, Pogba, Pereira (James, 74’), Lingard (Mata, 86’), Martial e Rashford (Greenwood, 86’).

Chelsea: Kepa, Azpilicueta, Christensen, Zouma, Emerson, Jorginho (Kanté, 73’), Kovacic, Mount, Barkley (Pulisic, 58’), Pedro e Abraham (Giroud, 66’).

Filipe Carvalho
Filipe Carvalhohttp://www.bolanarede.pt
O Filipe é um adepto do futebol positivo, diretamente do Alentejo, deu o salto para a Beira Interior em busca do sonho: a formação em Comunicação que o leve à ribalta do jornalismo desportivo.                                                                                                                                                 O Filipe escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Joan Laporta ao ataque: «Há certos árbitros que, quando nos apitam, nos fod**»

Joan Laporta, ex-presidente do Barcelona, deixou duras críticas às arbitragens nos jogos do clube espanhol.

Manchester United tem definido sucessor de Diogo Dalot em caso de saída do internacional português

O Manchester United prepara o cenário da saída de Diogo Dalot. Julian Ryerson, defesa do Borussia Dortmund, é o nome identificado.

Barcelona tem em cima da mesa proposta de 300 milhões de euros para vender jogador

O Barcelona pode bater todos os recordes de transferências se assim o quiser. Em cima da mesa culé há uma proposta megalómana por Lamine Yamal.

Caso dos emails: FC Porto condenado a pagar indemnização ao Benfica

O Tribunal Constitucional confirmou uma indemnização de 605 mil euros do FC Porto ao Benfica no âmbito do caso dos emails.

PUB

Mais Artigos Populares

Rodrigo Zalazar deixa Braga desconfortável depois de dar entrevista sem autorização e pode sofrer consequências

Rodrigo Zalazar deu a entrevista ao jornal AS à revelia do Braga. Estrutura dos minhotos mostrou-se descontente com as palavras do médio.

José Mourinho criticado em Inglaterra após Benfica x Real Madrid: «Os comentários de José Mourinho são repugnantes e uma desgraça»

José Mourinho foi criticado por Jamie O'Hara na sequência da reação do técnico português ao alegado caso de racismo contra Vinícius Júnior.

Micael Sequeira assinala feito do Sporting apesar da eliminação: «Acabámos por ganhar a uma equipa que já existe desde 1970»

O Sporting perdeu nas grandes penalidades contra o Hammarby e foi eliminado da Europa Cup. Micael Sequeira, técnico leonino, falou no jogo.