O pior arranque da carreira de Guardiola

- Advertisement -

A derrota do Manchester City FC frente ao Liverpool FC no passado fim-de-semana veio confirmar que este é o pior arranque da carreira de Guardiola enquanto treinador. O City está agora no quarto lugar da classificação com 25 pontos, a nove do líder Liverpool. O registo do treinador espanhol à 12.ª jornada, em todos os clubes por onde passou, é o seguinte:

Equipa Época Pontos
Manchester City FC 2019/2020 25
Manchester City FC* 2018/2019 32
Manchester City FC* 2017/2018 34
Manchester City FC 2016/2017 27
Bayern Munique* 2015/2016 34
Bayern Munique* 2014/2015 30
Bayern Munique* 2013/2014 32
FC Barcelona 2011/2012 28
FC Barcelona* 2010/2011 31
FC Barcelona* 2009/2010 30
FC Barcelona* 2008/2009 29

                     *épocas em que venceu o Campeonato

 

Relativamente ao jogo com os reds, a verdade é que o City não jogou mal, até criou oportunidades claras de golo, mas pecou na finalização e saiu penalizado. A diferença, acima de tudo, esteve na tremenda capacidade finalizadora do ataque do Liverpool, que foi muito mais eficaz do que o ataque do adversário. Nem tudo está mal porque o City perdeu, aparte o ainda maior distanciamento da equipa de Klopp, mas nem tudo está bem só porque a equipa deu uma boa réplica ao campeão europeu e apresentou um nível exibicional que muito agradou a Guardiola. Os factos são claros e o Manchester City não teve um bom arranque na liga inglesa, algo confirmado pela derrota frente ao Liverpool, que aumentou a distância para nove pontos e permitiu a ultrapassagem de Arsenal FC e Leicester City FC, atirando os azuis de Manchester para o quarto posto da geral.

Mas não são só os pontos que atestam o mau arranque da equipa de Guardiola. Desde que o treinador espanhol chegou ao comando do City, esta também é a época em que o clube tem mais golos sofridos à 12.ª jornada: 13, quase o triplo da época passada (5).

O City foi derrotado pelo Liverpool e está agora no quarto lugar da Premier League
Fonte: Manchester City FC

Os meios de comunicação ingleses afirmam que Pep Guardiola tem 115€ milhões para reforços em janeiro e apontam a necessidade do clube colmatar a saída de Vincent Kompany (algo que já devia ter sido feito no defeso, uma vez que o belga saiu no final da época passada), assim como preparar a sucessão de David Silva e Sergio Agüero. Mas a verdade é que é no eixo defensivo que Manchester City tem sido mais irregular, fruto das ausências por lesão, primeiro de Stones, depois de Otamendi, Kyle Walker, Laporte e Zinchenko, que até obrigaram Guardiola a recuar o médio Fernandinho para o eixo defensivo.

Muitos alvitram que a passadeira está estendida para o Liverpool FC seguir para o título. Aquilo que tenho a dizer é que este SuperLiverpool é muito difícil de parar e está embalado, mas se há liga previsivelmente imprevisível é a Premier League. Qualquer equipa, independentemente do lugar que ocupa na tabela classificativa, vai a jogo disputar os três pontos olhos nos olhos com o adversário, pelo que a surpresa pode estar ao virar da esquina. Para além disso, apesar deste início titubeante, o City de Guardiola joga um futebol de topo com jogadores de topo, o que faz com que estejam sempre mais perto de ganhar os jogos.

Os campeonatos nacionais enfrentam agora uma paragem de duas semanas. Klopp já afirmou que não é fã destas paragens e teme que o ímpeto da sua equipa abrande ou termine abruptamente com este interregno. Já Guardiola, só pode estar grato pela pausa para os compromissos das seleções, que lhe permite recuperar jogadores lesionados, como Ederson e Zinchenko, e jogadores que regressaram recentemente de lesão, mas também perceber como é que pode reverter o atual momento e, quem sabe, conseguir o melhor fim de época da sua carreira. Porque, apesar do mau arranque no campeonato, Guardiola soma três vitórias e um empate na Liga dos Campeões, já assegurou a presença nos quartos-de-final da Taça da Liga e conquistou a Supertaça de Inglaterra, em agosto, precisamente frente ao Liverpool.

Foto de Capa: Manchester City FC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Frederico Seruya
Frederico Seruya
"It's not who I am underneath, but what I do, that defines me" - Bruce Wayne/Batman.                                                                                                                                                O O Frederico escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Grupo H do Mundial 2026: Como jogam Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai?

O Grupo H do Mundial 2026 contempla Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai. Conhece melhor as seleções.

Grupo G do Mundial 2026: Como jogam Bélgica, Egito, Irão e Nova Zelândia?

O Grupo G do Mundial 2026 contempla Bélgica, Egito, Irão e Nova Zelândia. Conhece melhor as seleções.

Raúl Asencio mostra-se entusiasmado com José Mourinho e comenta possível chegada de português ao plantel: «É muito bom, seria um salto de qualidade para...

Raúl Asencio elogiou a chegada de José Mourinho ao Real Madrid e aprovou a possível contratação do português Bernardo Silva.

Estreia que bateu recordes dos anos 60: Cabo Verde cometeu apenas uma falta e anulou Mikel Oyarzabal

Cabo Verde tornou-se a primeira seleção desde 1966 a cometer apenas uma falta num jogo completo e a primeira a limitar um adversário a 0 toques na bola nos primeiros 30 minutos.

PUB

Mais Artigos Populares

Nani mostra-se confiante na conquista do Mundial 2026 e destaca papel de Cristiano Ronaldo: «Vai levar os outros jogadores a darem um pouco mais...

Nani acredita que Portugal pode vencer o Mundial 2026 e destaca o papel de Cristiano Ronaldo nessa missão.

Vítor Martins orgulhoso por ver Vozinha e Stopira no Mundial 2026: «Quero pôr na caderneta e poder dizer aos meus filhos que treinei aqueles...

Depois da exibição histórica de Vozinha na estreia de Cabo Verde no Mundial, relembramos as palavras de Vítor Martins em entrevista ao Bola na Rede.

Didier Deschamps alivia pressão antes da estreia de França no Mundial 2026: «Se há uma nação favorita, essa é sem dúvida a Espanha»

O selecionador da França, Didier Deschamps, considera que a Espanha é a principal favorita a vencer o Mundial 2026.