Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Olheiro BnR: Max Aarons

Filipe Carvalho · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Na rubrica que dá lugar à exposição sobre os novos talentos do panorama internacional, desta vez, o destaque vai para Max Aarons. O lateral direito do Norwich City FC tem vindo a progredir assinalavelmente a nível exibicional na Liga Inglesa, impressionando pela regularidade que consegue manter a médio/longo prazo.

Com apenas 20 anos, assumiu a titularidade nos canaries, contabilizando 30 partidas esta temporada, que se juntam às 43 da época transata – onde foi peça fundamental na promoção do clube ao mais alto escalão do futebol inglês.

Aarons é um defesa à imagem de César Azpilicueta. Rápido, tecnicista e agressivo. Capaz de fazer “piscinas” durante quase 90 minutos. Faz da agilidade, um dos seus atributos-chave. Apesar de não ser um jogador de elevada estatura, é bastante combativo. Em tão tenra idade, é já um atleta praticamente completo. Certinho a defender, eficaz a atacar. Mais um protótipo do lateral moderno, mas melhor a defender que os demais. Talvez por vir de uma divisão inferior, mas tão ou mais exigente.

Já começa a ser algo estranho, as escolas de formação do Norwich não receberem o devido reconhecimento. São vários os jogadores de formados no clube, que fazem parte do plantel principal, e até costumam ser titulares. A par de Aarons, Todd Cantwell (médio ofensivo) e Jamal Lewis (lateral esquerdo) são exemplo do certificado de qualidade da academia.

Já para não falar que, hoje em dia, é mais fácil vangloriar homens de ataque, do que propriamente defesas. Não será seguramente pela falta de quantidade ou de valor dos mesmos, mas sim, pelo mediatismo dado aos atacantes, ao contrário dos defensores. Mais ainda, reparo que os jovens defesas mais completos surgem normalmente de clubes ditos, ” pequenos”.

Com o valor de mercado avaliado em 20 milhões de euros, parece-me quantia acessível para potenciais interessados. Porém, nos pós-pandemia, ninguém sabe que futebol iremos encontrar. Ainda assim, prevejo que Max Aarons dê o salto brevemente, sobretudo se o Norwich descer de divisão (cenário mais provável). À primeira vista, conseguiria a titularidade em clubes como o Everton FC, Tottenham Hotspur FC, ou Arsenal FC.

Filipe Carvalho

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.