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Os primeiros tempos de Mourinho

Diogo Teixeira · 2 min

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De regresso ao ativo, após um longo período de “férias forçadas”, José Mourinho pegou num Tottenham abalado pela derrota na final da Liga dos Campeões da época passada e que este ano ainda não se tinha encontrado, sendo de destacar a pesada derrota frente ao Bayern de Munique, para a Liga dos Campeões, por 7-2.

Desde que está ao leme da equipa, José soma quatro vitórias e duas derrotas (uma frente à ex-equipa, o Manchester United, e outra frente ao Bayern de Munique, num jogo onde fez alinhar segundas linhas e onde nada se decidia), nos seis jogos disputados, quatro para a Premier League e dois para a Liga dos Campeões. Num destes, frente ao Olympiacos, conseguiu uma reviravolta de 0-2 para 4-2, onde garantiu o segundo lugar do grupo e consequente apuramento para os oitavos de final da competição.

Mas, mais que os resultados, convém analisar o perfil que o treinador português tem demonstrado. Mourinho tem adotado um perfil mais “humble one”, mudando radicalmente a sua forma de estar, na generalidade dos casos. No entanto, é possível ver a espaços o “verdadeiro” special one, quando por exemplo respondeu à pergunta de se achava possível que os jogadores do Tottenham se sentiam abalados pela derrota na final da Champions, dizendo que não sabia, pois nunca tinha perdido nenhuma.

Acho que, com o decorrer da época, e da sua (nova) estadia por Londres, os seus famosos “mind games” vão voltar a vir ao de cima – não será esta fase mais humilde, um deles?! – pois é algo que lhe corre nas veias, ele gosta do confronto, da “guerra das palavras”, pois sabe que aí podem se ganhar (e já ganhou!) muitos jogos, mesmo antes de entrar em campo.

 

Mourinho voltou a parecer um Rookie                                                                                                      Fonte: Tottenham Hotspur FC

 

Convém realçar, também, que Mourinho voltou parecendo um Rookie. A forma como festeja e como vibra parece de alguém que nunca ganhou nada e que está a dar os primeiros passos na carreia, não sendo, como é óbvio, o caso. Mourinho já ganhou “tudo” que havia para ganhar, já conquistou duas vezes o troféu internacional mais almejado do Mundo, no entanto esta mentalidade ganhadora, esta vontade, esta garra, este querer é que fazem dele um treinador com tantas conquistas.

Mourinho tem todos os ingredientes para o sucesso: jogadores talentosos, instalações de ponta (como não se cansa de realçar), um clube rico (embora, geralmente, seja contido nos gastos, algo que pode mudar com a chegada do português) e talvez aquilo que o fez conquistar a Europa por duas vezes, uma equipa sem vedetas, que praticamente não conquistou nada, e que está disposta a tudo para atingir o sucesso. Os dados estão lançados, resta agora saber, até onde poderá chegar Mourinho, neste novo – e diferente – desafio…

 

Foto de capa: Tottenham Hotspur FC

Artigo revisto por Joana Mendes

Diogo Teixeira

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