Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli e Pablo Rosario lançam o duelo da Champions League entre FC Porto e PSV
Publicidade

Super Mario: solução para este Milan?

João Folgado · 4 min

Super Mario: solução para este Milan?

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Balotelli é sem sombra de dúvida a estrela maior da equipa do Milan. Kaká já não joga metade do que jogava, El Shaarawy tem bastante potencial mas tem tido a sua curta carreira assombrada por várias lesões e Montolivo, apesar da sua enorme qualidade, não consegue influenciar tanto o jogo da sua equipa como Balotelli.

Quando Balotelli joga mal o Milan consequentemente joga mal e quase não consegue criar perigo durante um jogo inteiro. Basta relembrar o clássico de sexta-feira contra a Roma, em que Balotelli esteve em dia não e a sua equipa foi completamente dominada, não conseguindo fabricar jogadas perigosas. Com um Pazzini envelhecido, um El Shaarawy lesionado e um Robinho que já deu o que tinha a dar na Europa, o ataque do Milan depende demasiado de um jogador tão inconstante e temperamental como Balotelli. Mas quando Balotelli está inspirado faz maravilhas – como a obra de arte que assinou contra o Bolonha esta época – e resolve jogos com momentos mágicos. O problema é que este Balotelli só tem aparecido de vez em quando, o que ajuda também a explicar a péssima classificação do Milan na Serie A deste ano.

A questão que coloco é se vale a pena uma grande equipa como o Milan entregar “as chaves” da sua equipa a um jogador como Balotelli, se vale a pena depositar as suas esperanças num jogador tão volúvel como Balotelli, se vale a pena fazer dele a pedra central do seu processo de reconstrução. O talento é inegável: aos 23 anos, Balotelli já passou por clubes como o Inter e Manchester City e está agora no Milan, é o avançado titular da squadra azzurra e no seu palmarés possui já três Series A, uma Premier League e uma Liga dos Campeões, entre outros troféus menores. Foi votado para a equipa do ano da Serie A de 2012/2013, para a equipa do Euro 2012 e ganhou o Golden Boy Award em 2010.

Balotelli é o símbolo da irreverência e um dos principais jogadores da squardra azurra  Fonte: Getty Images
Balotelli é o símbolo da irreverência da squardra azurra e um dos seus principais jogadores
Fonte: Getty Images

Com a saída de José Mourinho do Inter para o Real Madrid, Benítez acabou por se “livrar” do problema Balotelli vendendo-o por 21,8 milhões de euros ao Manchester City treinado por um ex-técnico de Balotelli, Roberto Mancini. Apesar do campeonato conquistado em 2011/2012, época em que apontou 13 golos na Premier League, um máximo pessoal para Balotelli que foi apenas superado este ano (já leva 14 golos na Serie A), o tempo de Balotelli em Inglaterra ficou marcado por quezílias com o treinador e com os companheiros que o levaram a jogar cada vez menos tempo até que o clube decidiu “lavar as mãos” do problema e recambiá-lo para Itália. O Milan despendeu 20 milhões pelo passe do avançado italiano – Balotelli, dois anos e meio depois de se transferir para o City e sendo ainda um jovem cheio de potencial, conseguiu ser vendido por menos dois milhões do que tinha custado, o por si explica logo muito.

Cumpre dizer que o momento mais alto da passagem de Balotelli por terras de Sua Majestade ocorreu no último jogo da época em que se sagrou campeão, ao assistir Sergio Agüero para o golo do título, aos 94 minutos, contra o QPR.

Balotelli e AC Milan: nenhum deles cumpriu as expectativas este ano  Fonte: sport.panorama.it/
Balotelli e AC Milan: nenhum deles cumpriu as expectativas este ano
Fonte: sport.panorama.it

No regresso ao seu país-natal, Balotelli marcou uns fantásticos 12 golos em treze jogos na Liga, ainda sob o comando de Massimiliano Allegri. Foram excelentes números para metade de uma época. Aliás, foi talvez o jogador mais importante do Milan nessa altura, ajudando a equipa a alcançar o terceiro lugar e o apuramento para a Liga dos Campeões.

Este ano, na sua primeira época completa ao serviço do clube, leva para já 27 jogos na Liga e 14 golos apontados. Não é mau, mas mais uma vez a época fica marcada não só pelo futebol que Balotelli pratica mas também pelas suas atitudes dentro e fora de campo, o que contribuiu activamente para o péssimo sétimo lugar em que o Milan se encontra, podendo esta jornada descer ainda para décimo lugar caso o Torino, a Lazio e o Verona ganhem os seus respectivos jogos.

Estando o Milan a atravessar uma das piores épocas da sua história, a equipa tem de decidir se vale a pena manter o grande talento que é Balotelli e se vale a pena tentar construir uma equipa à volta dele. Terão de avaliar os prós e os contras. Será que Balotelli algum dia “crescerá”, passando apenas a concentrar-se no jogo, ignorando o que o rodeia e fazendo uso do seu imenso talento? Está dificil, mas se decidirem ir noutra direcção interesse no jogador não falta, incluindo o do Chelsea de José Mourinho. Na minha modesta opinião, é disso mesmo que Balotelli precisa: de um treinador que tenha mão nele e que o ajude a tornar-se no jogador que ele tem potencial para ser. Não me parece que isso possa acontecer no Milan e muito menos sob o comando de Seedorf.

João Folgado

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.