Visão de Mercado

- Advertisement -

A Fiorentina é um clube que está a meio caminho entre os “novos ricos”, dispostos a gastar balúrdios em contratações, e os emblemas com orçamentos menores, sem grandes possibilidades de investir. Ter dinheiro é, obviamente, uma condição muito importante para construir uma equipa capaz de lutar por objectivos ambiciosos; contudo, por vezes não chega. Os italianos são, neste momento, um dos melhores exemplos de como se deve abordar o mercado: contratam jogadores que, na maior parte dos casos, acrescentam qualidade ao plantel (sendo certo que é impossível ter 100% de sucesso) e aproveitam oportunidades de negócio. Os resultados estão à vista.

Na última semana, a formação viola reforçou o seu elenco com Anderson, à procura de um novo rumo para a sua carreira, e Matri, sem espaço em Milão. Já tinha defendido a saída do brasileiro do United e estou bastante curioso para perceber se voltará a jogar como médio ofensivo e, especialmente, se será capaz de confirmar todo o potencial que lhe era reconhecido. Tem até ao final da época para convencer a Fiorentina a desembolsar 6,5 milhões de euros para o adquirir em definitivo, mas para já tem de garantir um lugar no 11, o que pode não acontecer de imediato. Borja Valero é um indiscutível e um médio de grande nivel, Aquilani e Pizarro são bastante utilizados por Montella, Matias Fernández tem sido titular nos últimos jogos e ainda há o experiente Ambrosini (se se pode criticar uma contratação do emblema de Florença, terá de ser a do ex-Milan). No que diz respeito a Matri, é um negócio que beneficia ambas as partes. O avançado, que certamente tem como objectivo ir ao Mundial, estava tapado por Balotelli e a Fiorentina viu-se obrigada a ir ao mercado devido a (mais) uma lesão de Giuseppe Rossi. O substituto do melhor marcador do campeonato teve uma estreia auspiciosa, ao marcar dois golos no triunfo sobre o Catania.

O miserável 13º lugar na época 2011/2012 foi a gota de água para os dirigentes do clube viola, que decidiram investir em grande no reforço do plantel. Chegaram a Florença jogadores como Savic, Gonzalo Rodríguez, Borja Valero, Aquilani, entre outros, e os resultados foram significativamente melhores (4º lugar na Serie A). Para este ano, o investimento que foi feito à partida mostrou claramente que a Fiorentina tinha a intenção de, pelo menos, chegar à Champions. Mario Gómez foi a contratação mais sonante (e inesperada). O panzer alemão era pretendido por meia Europa, mas acabou por rumar ao Artemio Franchi por 16 milhões de euros. Apesar de não estar a ter o impacto que se previa (devido a problemas físicos), quando estiver na melhor forma será titular no ataque. Joaquín, ala experiente que renasceu no Málaga, e Ilicic, espectacular médio ofensivo que se destacou no Palermo, foram outros reforços de enorme qualidade. Ainda assim, o espanhol está bem longe do nível que apresentou na última temporada. Já o esloveno vai começando, finalmente, a ter mais tempo de jogo, actuando surpreendentemente como avançado.

Num ano em que a Roma e o Nápoles também investiram muitos milhões de euros no reforço dos seus plantéis, o quarto lugar provisório da Fiorentina é um indicador claro da capacidade dos jogadores que Montella tem à disposição. O emblema de Florença ainda está em todas as competições e a hipótese de chegar ao terceiro lugar mantém-se em aberto. Caso o apuramento para a Champions se confirme (o que não é fácil, dada a valia dos adversários), o clube viola, onde brilhou Rui Costa, poderá assumir a candidatura ao título já na próxima temporada. Tem, nesta fase, um plantel vasto em quantidade e qualidade, ainda com margem de progressão – jovens como Rebic, potente avançado croata, Wolski e Zohore têm talento para se afirmarem – e que, com alguns reforços cirúrgicos, sobretudo no sector defensivo, pode tornar-se numa equipa capaz de lutar por títulos todos os anos.

Tomás da Cunha
Tomás da Cunha
Para o Tomás, o futebol é sem dúvida a coisa mais importante das menos importantes. Não se fica pelas "Big 5" europeias e tem muito interesse no futebol jovem.                                                                                                                                                 O Tomás não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Saber cair de cabeça erguida, num palco onde se viveu História | Friburgo 3-1 Braga

O Braga caiu aos pés do Friburgo durante a noite de quinta-feira, falhando a final da Europa League, que se realiza em Istambul.

Carlos Vicens responde ao Bola na Rede: «O que tentámos foi manter uma estrutura que nos permitisse estar juntos em tudo o que fizéssemos,...

Carlos Vicens respondeu a uma pergunta do Bola na Rede, depois da eliminação do Braga da Europa League.

Carlos Vicens: «Não podem passar tantos anos para o Braga estar sem lutar por finais europeias»

Carlos Vicens analisou a derrota do Braga contra o Friburgo, num encontro da segunda-mão das meias-finais da Europa League.

Há quatro treinadores espanhóis nas três finais europeias: sabe quem são

As três finais europeias da época registam a presença de quatro técnicos espanhóis: Mikel Arteta e Luis Enrique na Liga dos Campeões; Unai Emery na Liga Europa; e Inigo Pérez na Liga Conferência.

PUB

Mais Artigos Populares

Pau Víctor após eliminação do Braga: «Se conseguíamos o 3-2, tínhamos dado a volta no prolongamento»

Pau Víctor já reagiu ao encontro entre o Braga e o Friburgo, relativo à segunda-mão da meia-final da Europa League.

Champions League, Europa League e Conference League: Há 1 equipa inglesa em cada final

Já estão definidas as três finais das competições europeias. Há, pelo menos, uma equipa inglesa em cada uma das finais.

Hóquei: Barcelona bate Sporting no prolongamento e marca encontro com o Benfica nas meias-finais da Liga dos Campeões

O Sporting foi eliminado da Liga dos Campeões de Hóquei em Patins aos pés do Barcelona, perdendo por 2-0 no prolongamento com um bis de Marc Grau. Os catalães seguem em frente e vão defrontar o Benfica nas meias-finais.