Borussia Dortmund 1-0 Bayern Munique: Oportunismo venceu inefácia

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Cabeçalho Liga Alemã

Encontro entre os dois principais emblemas do futebol alemão, com o Borussia Dortmund a receber e a bater a formação do Bayern Munique por uma bola a zero.

Tuchel, que nunca tinha conseguido levar de vencida a formação bávara, apresentou se com um 5-3-2, alinhado no eixo com Ginter-Papastathopoulos-Bartra, Piszczek e Schmelzer nas alas, apostou num triângulo invertido sobre o meio-campo formado por Weigl, Gotze e Schurle, soltando Aubameyang e Adrian Ramos na frente de ataque.

Já do lado bávaro, Ancelotti não surpreendeu e apostou num 4-3-3 típico, alinhado com Alaba, Hummels, Boateng e Lahm no quarteto defensivo, Xabi Alonso, Kimmich e Thiago Alcantara no meio campo, com Ribery, Lewandowski e Muller na frente de ataque.

Os homens da casa, empoleirados na sempre impressionante Muralha Amarela, entraram com um ritmo de jogo frenético de passe rápido e de jogadas de entendimento, especialmente devido ao envolvimento de Piszczek no momento ofensivo, a procurar transposições no flanco direito e triangulações entre ele, Gotze e Aubameyang, e foi assim que o Dortmund chegou ao golo da vitória, logo aos 11 minutos: insistência de Schurle, que conquista a bola em duelo aéreo com Xabi Alonso, com Aubameyang a devolver a Piszczek, que tocou para a direita para Gotze, que encontrou novamente Aubameyang solto de marcação no coração da pequena-área, com o gabonês a desviar com classe para o seu 12.º golo na presente edição da Bundesliga.

Depois do golo, o ritmo que o Borussia imprimiu no jogo desde o apito inicial foi-se desvanecendo, e a espaços, o Bayern assumiu o comando do jogo, correspondendo sempre ao estilo característico dos bávaros de posse de bola e pressão ofensiva, mas que, infelizmente para os tetracampeões alemães, se provou inócuo até ao descanso.

Na segunda parte, logo no primeiro minuto, o Dortmund voltou a assustar, mas Aubameyang, isolado na cara de Manuel Neuer, não conseguiu transpor o guardião alemão. O domínio do Bayern continuou a mostrar-se avassalador, mas tão avassalador como inofensivo, não tendo o ataque bávaro sido capaz de por à prova os reflexos de Roman Burki, com excepção a um disparo de meia distância de Xabi Alonso, que viu as suas ambições esbarrem na trave da baliza de Burki.

Mérito para Thomas Tuchel, respondeu à entrada do irrequieto Douglas Costa “trancando” o flanco direito (o mais perigoso do Bayern Munique, muito por conta das limitações de Bartra, amarelado desde o minuto 19) fazendo entrar Durm para o lugar de Schurle e Gonzalo Castro para o de Gotze, secando assim a criatividade e perigosidade que Ancelotti tentou imprimir com a entrada de Douglas Costa, com a deslocação de Muller para o lado de Lewandowski e com as deambulações de Ribery para a zona central.

Surpreendentemente, ainda que tivesse sido amplamente dominado durante toda a partida, foi o Dortmund que dispôs das melhores oportunidades de golo, tendo Aubameyang disfrutado de duas situações de um para um com Manuel Neuer, mas nunca conseguiu transpor a enorme mancha do número um dos bávaros.

Tendo concedido a primeira derrota para o campeonato, a segunda da Era Ancelotti, o Bayern Munique é relegado para o segundo posto da Bundesliga, a três do surpreendente líder RB Leipzig, e vê o Dortmund, que ocupa agora o terceiro lugar, encurtar a diferença pontual para apenas três pontos.

Frederico De Távora Pedro
Frederico De Távora Pedrohttp://www.bolanarede.pt
Licenciado em Direito, é a ver e a analisar futebol que se sente como um peixe na água. O Benfica corre-lhe nas veias, e apaixonou-se por futebol no dia em que ainda criança entrou pela primeira vez na Velhinha Luz. O futebol europeu é o que mais o atrai, sendo em Inglaterra que semana a semana segue o seu campeonato de eleição: a Premier League.                                                                                                                                                 O Frederico não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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