BVB Dortmund 2-3 FC Bayern München: “Yellow Wall” cede à eficácia do mais forte

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A CRÓNICA: DER KLASSIKER RECHEADO DE GOLOS SORRI AOS BÁVAROS

O Signal Iduna Park recebeu o segundo clássico da época entre BVB Dortmund e FC Bayern München; segundo e terceiro classificados germânicos protagonizaram um duelo fervilhante na perseguição ao líder provisório RB Leipzig.

O bom momento das duas equipas teve influência nos primeiros minutos da partida, logo com Lewandowski a rematar à malha lateral aos 40 segundos e, na resposta, Haaland e depois Gio Reyna testaram Neuer em contra ataque.

O ritmo manteve-se elevado e aos 14 minutos Boateng insistiu para o interior da área e Goretzka cabeceou para a primeira grande defesa da tarde. A resposta dos da casa surgiu aos 21 minutos, quando Gio Reyna foi lançado no contra ataque e serviu Haaland na profundidade. Com Neuer fora dos postes, o remate do norueguês saiu com pouca força, ao lado.

Aos 25 minutos, Lewandowski abriu o marcador, mas o lance foi revisto e anulado por fora de jogo. Num momento de pressão alta dos borussen, o FC Bayern Munchen saiu longo para o ataque e com processos simples colocou Gnabry a cruzar para o polaco, sem oposição, mas ligeiramente adiantado.

O ritmo baixou à medida que o intervalo se aproximava, mas os da casa não se entregaram ao nulo e depois de pegar e conduzir o jogo a seu bel-prazer, chegaram à vantagem. Na esquerda, Sancho esperou a ajuda de Guerreiro, que subiu pela lateral e cruzou atrasado, para o coração da área, onde apareceu o capitão Reus a disparar de primeira, sem hipótese para Neuer.

A vantagem durou escassos minutos; bola ao centro, ataque bávaro e livre à entrada da área. Num lance estudado, Lewandowski, Gnabry e Muller prepararam o míssil de Alaba, que ainda desviou em Meunier e traiu Burki em cima do intervalo.

Os campeões alemães vinham para a segunda parte com um balão de oxigénio muito importante, mas foram os da casa a entrar melhor. Logo no terceiro minuto, Haaland podia ter servido dois colegas, mas preferiu o remate e errou por centímetros.

Na resposta, Lewandowski carimbou a reviravolta no marcador e desta vez contou mesmo. Na esquerda, Gnabry trabalhou o lance sozinho e serviu Hernández, que cruzou de primeira e milimetricamente para a cabeça do goleador polaco.

A partir de então o perigo foi quase todo pintado de amarelo e preto, com mais bola, mais chegadas à área e mais proximidade ao golo. Haaland rematou à malha lateral, Reyna e Reus à figura e Neuer foi resolvendo vários lances ao sair dos postes e reduzir a profundidade.

Os bávaros foram aguantando o ligeiro ascendente adversário e ameaçando aqui e ali, nomeadamente através de um remate ao poste de Coman e com Burki a afastar alguns cruzamentos chegados à baliza. No entanto, a eficácia dos visitantes voltou a provar-se essencial. Com poucos minutos em campo, Leroy Sané fletiu para o meio e rematou rasteiro para o psote mais distante, fazendo o segundo golo no campeonato.

A vantagem de dois golos, no entanto, durou pouco. Um par de minutos depois, Raphael Guerreiro tirou uma assistência da cartola, a segunda neste jogo. Com um passe picado e na medida certa serviu Haaland. Isolado, o jovem norueguês contornou Neuer e reduziu a desvantagem novamente para um golo.

O BVB Dortmund contiuou por cima e aos 87 minutos podia ter chegado ao empate; na esquerda, Guerreiro tentou a terceira assistência, mas o remate de Reus, sozinho no centro da área, saiu escandalosamente por cima. Aproveitando a investida adversária na procura do empate, o FC Bayern Munchen tentou ferir no contra ataque e antes do fim do jogo Lewandowski voltou a encontrar o caminho do golo, mas foi novamente invalidado.

Num jogo frenético, com constantes mudanças no marcador e dois golos invalidados, os campeões em título voltam à liderança da Liga alemã. Os borussen deram muita luta, ameaçaram a vitória dos de Munique, mas caem agora para o terceiro posto.

A FIGURA


Robert Lewandowski – “Avançado polaco”, “Lewandowski” e “golo” são sinónimos e sempre que forem usados na mesma frase estaremos a cair numa tremenda redundância. Por centímetros poderíamos estar aqui a falar de um hat trick frente à sua antiga equipa. Faltam adejtivos para qualificar o avançado de 32 anos, que já vai isolado na lista de melhores marcadores no campeonato germânico e não perde uma ponte de letalidade. No entanto, importa mencionar também a exibição brilhante de Raphael Guerreiro, com duas assistências.

O FORA DE JOGO


Thomas Delaney – O dinamarquês passou ao lado do jogo. Bastante discreto e na sombra de Witsel, foi substituído à passagem da hora de jogo para que a equipa se pudesse transformar e chegar ao empate. Num jogo com um ritmo de loucos, Delaney perdeu demasiadas vezes a posse de bola (9) e perdeu quase todos os duelos que disputou (5 de 8).

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

O BVB Dortmund apresentou-se bastante diferente do jogo da Liga dos Campeões; Hummels, Sancho e Reus substituíram Dahoud, Hazard e Brandt. O esquema habitual (4-2-3-1) viu Witsel e Delaney como duplo pivô na frente dos centrais. Numa clara procura de conter o poderio do adversário, o belga e o dinamarquês anularam-se mutuamente e obrigaram a uma mudança; o tampão defensivo não funcionou e o sacrificado foi Delaney, bastante apagado no jogo.

Reyna e Sancho nas alas, com total liberdade para procurar espaços interiores e permitir a subida dos laterais, funcionaram a meio gás; do lado esquerdo, Giovanni brilhou, apoiado por Guerreiro, mas Sancho esteve cinzento e Meunier não se aventurou em apoios ofensivos.

Na frente, Haaland deu trabalho de sobra a Boateng e só por algum desacerto e desinspiração não fez mais de um golo. As entradas de Bellingham e Hazard pecaram por tardias e pouco acrescentaram ao jogo dos da casa, mas o destaque vai para a entrada de Brandt. Desiquilibrador, decidido e com vontade e frescura para slaloms infinitos, o alemão agitou a partida na altura em que a equipa subiu no terreno na busca da igualdade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roman Burki (7)

Thomas Meunier (6)

Manuel Akanji (6)

Mats Hummels (6)

Raphael Guerreiro (8)

Axel Witsel (6)

Thomas Delaney (6)

Jadon Sancho (6)

Marco Reus (7)

Giovanni Reyna (7)

Erling Braut Haaland (7)

SUBS UTILIZADOS

Jude Bellingham (6)

Julian Brandt (7)

Thorgen Hazard (5)

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN

Pavard e Tolisso saíram do onze de Salzburgo e deram lugar a Bouna Sarr e Goretzka, respetivamente. Também num 4-2-3-1, embora numa variante diferente, Goretzka e Kimmich apareceram como os médios de ligação entre a defesa e os homens do ataque. Muller no apoio a Lewandowski esteve longe dos seus melhores dias, mas cumpriu.

Nas alas, Gnabry e Coman apresentaram um nível muito bom e destacaram-se na velocidade e constante procura de golo, evitando que esse trabalho fosse exclusivamente de Lewandowski. A saída permatura de Kimmich por lesão afetou os bávaros e Tolisso, que entrou para o seu lugar, demorou a entrar no jogo, não tendo conseguido compeltamente acompanhar o ritmo que a partida levava. Javi Martínez rendoeu Boateng na altura de maior assédio à área de Neuer, mas o destaque vai totalmente para Sané; o alemão beneficiou do adiantar da partida e, fresco, varreu a ala direita como um verdadeiro furacão. O golo, que se revelou essencial, foi fruto do seu trabalho individual, já dentro da área.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (6)

Lucas Hernández (6)

David Alaba (7)

Jérôme Boateng (6)

Bouna Sarr (6)

Leon Goretzka (7)

Joshua Kimmich (5)

Serge Gnabry (7)

Thomas Muller (6)

Kingsley Coman (7)

Robert Lewandowski (8)

SUBS UTILIZADOS

Corentin Tolisso (6)

Leroy Sané (7)

Javi Martínez (6)

Diogo Pires Gonçalves
Diogo Pires Gonçalveshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo ama futebol. Desde criança que se interessa por este mundo e ouve as clássicas reclamações de mãe: «Até parece que o futebol te alimenta!». Já chegou atrasado a todo o lado mas nunca a um treino. O seu interesse prolonga-se até ao ténis mas é o FC Porto que prende toda a sua atenção. Adepto incondicional, crítico quando necessário mas sempre lado a lado.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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