FC Bayern München 2-1 Borussia VfL Mönchengladbach: Vitória “ao cair do pano” e o título cada vez mais perto

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A CRÓNICA: EQUILÍBRIO DESFEITO PERTO DO FIM

Num fim de tarde solarengo na Baviera, primeiro e quarto classificados da Liga Alemã defrontaram-se num encontro que em muito podia influenciar a reta final da corrida pelo título.

A primeira parte mostrou uma partida muito equilibrado, com as duas equipas a jogarem mais tática do que tecnicamente. Quem causou o primeiro susto ao adversário foi mesmo o Borussia Mönchengladbach. Ao minuto 16, Jonas Hofmann chegou a introduzir a bola na baliza de Manuel Neuer, mas o golo foi anulado por posição irregular. A resposta dos “bávaros” foi pronta, com Lucas Hernández a obrigar Yann Sommer a uma grande defesa, após um remate à “queima-roupa”, igualando o número de grandes chances.

O fim do nulo chegou, ao minuto 26, por intermédio do jovem Joshua Zirkzee, substituto do castigado Robert Lewandowski no jogo dessa tarde. Após uma verdadeira oferta de Yann Sommer, que havia estado excelente minutos antes, o avançado holandês não desperdiçou a oportunidade de “faturar” o seu quarto golo na Liga Alemã. Ora, quem quis igualar a oferta de Sommer foi Benjamin Pavard, que, pouco mais de dez minutos depois, reestabeleceu a igualdade com um auto-golo na sequência de um cruzamento rasteiro de Patrick Herrmann.

Depois dos golos, as balizas só voltaram a “entrar em jogo” no início da segunda parte, quando Jonas Hofmann rematou muito forte e obrigou Neuer a uma defesa apertada com os punhos. A resposta do Bayern foi ao minuto 66, com Serge Gnabry a obrigar Sommer a uma boa intervenção junto ao canto inferior esquerdo.

A partir deste remate de Gnabry, os homens de Hansi Flick assumiram em definitivo o comando do jogo, pressionando alto o Borussia, recuperando rápido a bola e pautando o jogo ofensivo ao seu ritmo. Com isto, já dentro dos últimos cinco minutos, Leon Goretzka aproveitou um cruzamento de Pavard, marcou o seu sexto golo da temporada (todos em 2020) e deu a vitória ao Bayern.

O Bayern de Munique está agora muito perto da consagração como campeão, bastando-lhe, na próxima jornada, fazer o mesmo resultado do que o Borussia Dortmund. Já o Borussia Mönchengladbach irá discutir o último lugar de acesso à Liga dos Campeões com o Bayer 04 Leverkusen, numa luta que promete ser até à última jornada.

A FIGURA

Joshua Zirkzee – Numa partida sem grandes destaques, o jovem avançado holandês destacou-se ao marcar o seu quarto golo na Liga Alemã. Para quem gosta de curiosidades, Zirkzee conseguiu todos os seus golos na primeira vez que finalizou em cada partida. Um diamante por lapidar!

O FORA DE JOGO

Lucas Hernández – Durante os 62 minutos que esteve em campo, o defesa francês protagonizou mais uma exibição fraca com a camisola do Bayern. Com agressividade a mais a defender, ao que juntou pouca participação no ataque, tarda em justificar os 80 milhões de euros que o colosso alemão pagou pelo seu passe, em 2019.

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN

Dispostos em 4-2-3-1, os homens de Hansi Flick tiveram um “homem-golo” diferente, mas igualmente eficaz. No início do processo ofensivo, os laterais projetavam-se para o ataque, e Joshua Kimmich colocava-se junto dos dois centrais, possibilitando uma construção a três. Com Leon Goretzka e Mickael Cuisance mais soltos, estes juntavam-se a Joshua Zirkzee na parte da finalização, assim como o extremo do lado contrário ao que era utilizado para canalizar o ataque. Contudo, no processo defensivo, a formação de Munique demonstrou algumas fragilidades, sobretudo nos momentos em que o adversário saía rápido para o contra-ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (7)

Benjamin Pavard (6)

Jérôme Boateng (6)

David Alaba (6)

Lucas Hernández (5)

Joshua Kimmich (6)

Leon Goretzka (6)

Serge Gnabry (6)

Mickael Cuisance (5)

Ivan Perisic (5)

Joshua Zirkzee (7)

SUBS UTILIZADOS

Alphonso Davies (6)

Kingsley Coman (5)

Kwasi Wriedt (5)

Javi Martínez (-)

ANÁLISE TÁTICA – BORUSSIA VfL MONCHENGLADBACH

Alternando entre 4-4-2 e 4-2-3-1, os comandados de Marco Rose sentiram falta de Alassane Pléa e Marcus Thuram (substituído cedo por lesão) nos momentos em que tiveram oportunidade de finalizar. A atacar, a ala esquerda carburou mais do que a direita, devido à presença de Ramy Bensebaini e das suas boas incursões ofensivas. A defender, a equipa manteve bem os seus posicionamentos e não se deixou baralhar pelo poderio e pela rapidez ofensiva dos homens de Munique.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Yann Sommer (5)

Stefan Lainer (5)

Matthias Ginter (6)

Nico Elvedi (6)

Ramy Bensebaini (6)

Cristoph Kramer (6)

Florian Neuhaus (6)

Jonas Hofmann (6)

Patrick Herrmann (6)

Lars Stindl (6)

Marcus Thuram (-)

SUBS UTILIZADOS

Breel Embolo (5)

Tony Jantschke (6)

Oscar Wendt (5)

László Benes (5)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Alexandre Candeias
Alexandre Candeiashttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde sempre, tem o hábito de escrever sobre o desporto rei desde os tempos da escola primária, onde o tema das composições de Português nunca fugia da bola.

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