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Há decisões difíceis

Tomás da Cunha · 2 min

Há decisões difíceis

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No Westfalenstadion, a catedral do Dortmund, ganhar ou perder costuma ser igual. Para as 80 mil vozes que esgotam o estádio jogo após jogo, o resultado importa pouco. É assim quando se tem adeptos tão especiais e com tanto amor ao clube. Mas ontem, após mais uma derrota, os adeptos não estavam lá para apoiar e bater palmas. Estiveram, durante o tempo de jogo. No final, as palmas deram lugar aos assobios, e os cânticos de apoio tornaram-se num pedido desesperado: “Queremos ver-vos a lutar!”, gritavam eles. Klopp, o treinador que recolocou o clube no lugar onde merece, não conteve as lágrimas. Os jogadores não tiveram medo e deram a cara; Weidenfeller e Hummels, os capitães, foram à bancada pedir calma e prometer que tudo se vai resolver. Mas vai mesmo?

“Hoje podem dizer o que quiserem de nós. Acusar-nos de tudo. Merecemo-lo, mas não vamos desistir”. Klopp deu razão aos adeptos, e os adeptos têm sempre razão. Ver jogar a equipa do Dortmund está a ser confrangedor. O cérebro tem paragens, a bola queima nos pés. Quando o golo não chega cedo, a paciência perde-se rápido. O treinador deixou de ser preciso, o que faz falta é um psicólogo. Hummels, Reus, recuperado da lesão, Gündogan, Sahin ou Aubameyang (todos no 11 que defrontou o Augsburgo) não desaprenderam. Mas as jornadas vão passando e o Borussia está em último. Daqui para a frente o objectivo é só um: assegurar a manutenção, custe o que custar.

A desilusão depois de mais uma derrota
Fonte: Facebook do B.Dortmund

Se os jogadores não desaprenderam, Klopp também não deixou de ser um génio de um momento para o outro. É um treinador com um carisma incrível e tem uma visão do jogo apaixonante e com a qual me identifico. A questão é que o problema deste Dortmund já não é futebolístico, é mental, e o técnico parece sem capacidade de reagir a este cenário negativo. A equipa não consegue ultrapassar a barreira psicológica que a impede de marcar golos, de ganhar jogos. Klopp faz parte da história do clube, mas o clube não pode ficar preso ao passado e arriscar uma descida de divisão depois de tudo o que foi conquistado nos últimos anos. E é por isso que, apesar de ser uma decisão difícil, é preciso tomá-la. Tuchel está sem clube.

Foto de Capa: Facebook do B.Dortmund

Tomás da Cunha

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Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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