Última horaEntre a ‘segurança’ e a ‘juventude’: Rui Borges com decisão importante a tomar nas próximas horas no Sporting
Publicidade

Bom Senso F.C.

Daniel Melo · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

brasileirao

Este poderia ser o nome de um clube de futebol de intelectuais, gente das artes ou outros produtores culturais. Alguém de extrema inteligência e que fosse o pináculo da criação. Dificilmente um clube poderia ter este nome. A não ser que houvesse um bairro chamado Bom Senso, ou houvesse uma cidade com este índice onomástico.

Nada disso. Foram os próprios jogadores do Campeonato Brasileiro que se uniram e deram a cara por esta causa. Medidas concretas? Lutar por um futebol de Vera Cruz mais justo e mais solidário. Aspetos contra? Desde logo, o número excessivo de jogos que as equipas se veem obrigadas a fazer, o curto período de transição do campeonato nacional para os estaduais (começam agora nos finais de janeiro) e vice-versa, a exaustão de jogos a que os jogadores estão submetidos, salários em atraso e ainda o preço dos bilhetes para os adeptos. Assim, foi possível observar em alguns jogos do Brasileirão 2013 cenas caricatas. Por exemplo, os jogos começavam e havia cinco ou dez minutos de inatividade pura. Inércia total. Jogadores a trocar simplesmente a bola amigavelmente entre si, como numa rabia. Isto para provar que eles são os titãs mais importantes do espetáculo.

Vénia. Aplausos. Completamente de acordo. É deste tipo de movimento que a sociedade precisa. Encontrar formas de associativismo. Se se associa, algo está mal. Mas, ao associar-se, algo poderá melhorar. É absurdo o número de partidas disputadas por um “bom” clube brasileiro. Coloco bom entre aspas não por desdém a outros, menos tradicionais. Mas caracterizo um bom clube como estando na Série A, disputando a Copa do Brasil e ainda jogar a Libertadores. Ora, os encontros do campeonato são ao sábado ou domingo e à terça ou quarta-feira. Ou seja, duas vezes por semana. Quem diria que no Brasil o futebol é lento? É um ritmo alucinante. Com Copa do Brasil a meio da semana e mais Libertadores, quando é que os atletas descansam? E treinam?

Este exemplo, simples, poderá ser copiado por outros quadros da sociedade. A união faz a força, já diz o lugar-comum. Mas é bonito ver jogadores de clubes que, desculpem, mas é verdade, se odeiam abraçados. Para grandes males, grandes remédios. A greve ainda não foi uma dessas curas. Porém, se a CBF persistir no erro de ignorar as chamadas de atenção, só um poderoso antídoto poderá parar um mal tão severo.

Daniel Melo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando os outsiders deixam de pedir licença | Premier League

Há uma altura em todas as épocas em que olhamos para a classificação da Premier League e procuramos os intrusos. Aqueles clubes que, por alguma razão, decidiram não respeitar a hierarquia habitual e instalaram-se em lugares que, à partida, pareciam reservados aos mesmos de sempre. Este ano, apenas cinco jornadas decorreram para dois nomes já começarem a desviar a atenção, o Brighton e o Leeds. O primeiro está em terceiro. O segundo, em quinto. Ambos invictos e separados por apenas um ponto. Mas talvez mais interessante do que a posição que ocupam seja a sensação de que nenhum dos dois parece estar ali por acaso... Mas analisemos com factos. O Brighton já marcou 16 golos em cinco jornadas, mais do que qualquer outra equipa do campeonato, e só perdeu um jogo. O Leeds sofreu apenas três golos e ainda não conheceu a derrota.

Francisca Marafona Graça · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Cristiano Ronaldo: Obviamente, Finish

Existem momentos em que no espaço futebolístico e mediático não se fala noutro tema. Sendo esses momentos absolutamente inevitáveis, em muitos deve haver consciência por parte dos protagonistas, ações algo dignas e a capacidade de seguir em frente. Assim deve ser, não só pelo respeito por quem está a ver (o país e até o mundo), mas sobretudo pelo respeito por si próprios. Assim foi, tem sido e devia ser o recente escândalo em torno da seleção nacional, envolvendo Pedro Proença, Jorge Jesus e maioritariamente Cristiano Ronaldo.   Em vez de ir cronologicamente e ao pormenor a cada um dos acontecimentos que fizeram parte desta polémica, que já foram repetidos várias vezes pelos média ou tentar perceber, ponto por ponto, quem teve razão e quem não teve, que seria muito aborrecido e sinceramente já é algo enjoativo (pois há teorias e boatos sobre o que qualquer uma das partes terá dito ou feito), é mais necessário colocar um ponto final em todo este embaraço. Todo este imbróglio deixa fragilizado o prestígio da Federação Portuguesa de Futebol (mais que a do seu Presidente), a figura do Selecionador Nacional e ainda mais, o legado e a imagem de Cristiano Ronaldo.

Jorge Afonso · 12 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.