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Começar do zero

Daniel Melo · 2 min

Começar do zero

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É complicado voltar depois de uma longa ausência. Há coisas que não se explicam. Falta de rotina não explicará tudo, com certeza. Mas a dor da recordação é do mais amargo que se pode ter. Sobretudo para quem tem de falar sobre o futebol brasileiro. Como diz o sábio ditado popular: “Hei, amigo, alguém tem de o fazer!”. E aqui estou eu. A começar uma nova etapa.

Quem deveria, igualmente, iniciar do zero era a Seleção Brasileira de futebol. É preciso uma reflexão profunda. Os treinadores brasileiros, outrora os mais atualizados e avançados, estão agora totalmente ultrapassados. O campeonato brasileiro está a entrar num marasmo. Os estádios estão às moscas (salvo raras exceções) e quando se pensava que este ia ser o ano da revolução no escrete, eis que a CBF, numa atitude infantil incrível, veio apostar no erro de voltar a contratar Dunga. Nada contra o antigo capitão e campeão do mundo, mas penso que a prestação de 2010 está bem fresca e patente na memória de todos nós.

Sem querer também entrar no campo já mais do que pisado Europa versus América do Sul, que, diga-se, leva a discussões tão disparatadas, esta seria a altura ideal para, pela primeira vez na história, o Brasil ter nos seus quadros um selecionador estrangeiro. Não viria mal ao mundo por isso. A equipa é jovem e de certeza que novos jogadores irão ser revelados nos próximos quatro anos. O fechamento do Brasil em torno de si próprio, tal como o os portugueses, um dia, também se fecharam no mare clausum, não está a resultar. A humilhante derrota para a Alemanha foi o culminar de uma série de erros crassos durante o Mundial, mas principalmente antes dele. E – aqui para nós – perder dois Mundiais em casa é duro.

Vamos ver o que o futuro reserva para a seleção com mais títulos de Campeã do mundo. O Brasil precisa urgentemente de seguir a marcha do progresso ao nível do treino e ao nível tático… ou então a insígnia de maior campeão do universo desaparecerá rapidamente; inexorável e sem deixar rasto.

Daniel Melo

Redação Bola na Rede · ver artigos

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O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
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