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O meu texto, hoje, será muito curtinho. Enxuto. Mas não desprovido de conteúdo (espero).

O que será do Brasil nesta Copa América? Será que pode voltar a vencer? Uma competição que lhe escapa desde 2007. A Argentina já deu o exemplo de que o favoritismo não é tudo; aliás, mais ainda, vencendo ao intervalo por 2-0, acabou por ceder o empate ao Paraguai – uma seleção que hoje em dia já não está tão cotada mas sonha, porém, voltar à ribalta. Agora que o Brasil continua a ser o favoritíssimo. Disso não tenho dúvidas. Mas do deve ao haver… a distância é grande.

Mesmo que a canarinha levante o caneco no Chile, os exigentes torcedores brasileiros só vão voltar a perdoar a equipa daqui a algum tempo, pois o Mundial da Rússia, em 2018, é só daqui a três anos. Parece que ainda sei fazer contas. Porém, o tempo passa a voar. E sabemos bem que apenas o título de campeão do Universo pode saciar os gulosos egos dos habitantes da terra do pau-brasil. Num país onde crescem talentos como cogumelos e ainda por cima em tão pouco tempo, a equipa que se apresentará no Mundial vindouro poderá ser diferente desta (assumindo que o Brasil participará na próxima Copa). Não esquecendo que haverá Jogos Olímpicos pelo meio (precisamente em Terras de Vera Cruz), mestre Dunga quererá já contar com os pupilos em quem confia. Até porque a equipa do Brasil é muito jovem.

Vencendo a Copa América, o escrete garantirá uma presença na Copa das Confederações, a jogar-se na Rússia um ano antes do Mundial. O tal torneio de teste, para verificar se tudo está em ordem. Mas se não vencer, os brasileiros não precisam de ficar tristes. Afinal de contas, desde que a Taça das Confederações foi criada, nunca o vencedor da mesma saiu triunfante do Mundial do ano seguinte. Os nossos irmãos que o digam: vencendo em 2005, 2009 e 2013. Mas nos respetivos anos consequentes de cada um destes três falharam. Superstições. Assim a vida tem mais piada.

Foto de capa: Facebook da Copa América

Daniel Melo
Daniel Melohttp://www.bolanarede.pt
O Daniel Melo é por vezes leitor, por vezes crítico. Armado em intelectual cinéfilo com laivos artísticos. Jornalista quando quer. O desporto é mais uma das muitas escapatórias para o submundo. A sua lápide terá escrita a seguinte frase: "Aqui jaz um rapaz que tinha jeito para tudo, mas que nunca fez nada".                                                                                                                                                 O Daniel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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