Borussia Dortmund 4–0 Club Atlético Madrid: Goleada vale liderança

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O Signal Iduna Park foi palco de um dos jogos grandes desta terceira jornada da Liga dos Campeões e colocou frente a frente os alemães do Borussia Dortmund contra os espanhóis do Atlético de Madrid. Ambos os conjuntos ganharam triunfaram nas duas rondas anteriores e somavam seis pontos, disputando-se então hoje a liderança do grupo A.

O Dortmund entrou com vontade de marcar golos e rapidamente se percebeu quem iria assumir “as rédeas da partida”. Os alemães apropriaram-se da posse de bola e controlaram toda a primeira parte, colecionando algumas oportunidades que lhes valeria a vantagem no marcador na hora de recolher aos balneários.

Ao quarto de hora de jogo, Axel Wisel mostrou-se ao executar um remate de longa distância, mas Oblak estava atento e defendeu com segurança. Esta fase do jogo marcou precisamente o início do domínio do Dortmund, visto que os colchoneros limitaram-se a manter a linha defensiva coesa, retirando claramente a aposta num jogo ofensivo. Apesar do controlo do jogo, os auri-negros durante a maior parte do tempo não ameaçaram mais a baliza adversária, pois os seus ataques eram invariavelmente interrompidos pela defesa sólida do Atlético de Madrid comandada por Godin.

Não propriamente para colocar alguma justiça no marcador, mas sim por ser a única equipa a procurar o golo, o Dortmund chega à vantagem ao minuto 38 por intermédio de Witsel, que novamente a disparar de fora da área conseguiu a fazer golo, mas com muita felicidade fruto do ressalto do remate em Saúl, que traiu Oblak deixando-o pregado ao relvado.

Fonte: Borussia Dortmund

Chegavam então ao fim 45 minutos de futebol atrativo com a equipa da casa em liderança, contrastando com um Atlético Madrid que pareceu só preocupado com a vertente defensiva.

As equipas regressaram dos balneários e sentiram-se diferenças em campo, particularmente no que diz respeito ao conjunto de Diego Simeone, que numa primeira instância conseguiu desde logo equilibrar finalmente a partida e de seguida durante um período de 15 minutos atravessou o seu melhor momento no encontro com um homem em evidência. Saúl teve nos seus pés a igualdade do resultado em três ocasiões, mas não conseguiu concretizar devidamente.

O Dortmund resistiu a estes minutos em que esteve sob pressão e tornou-se mais agressivo na hora de defender, conseguindo aumentar o rendimento coletivo, o que se traduziu na recuperação da posse de bola. Ameaçou o 2-0 num lance em que Hakimi rouba literalmente o golo ao seu colega de equipa Marco Reus , mas depois viria mesmo a dilatar a vantagem numa jogada de excelente entendimento coletivo que culminou no golo do português de Raphaël Guerreiro, a passe de Hakimi  que se redimiu assim da intervenção anterior.

O Atlético de Madrid respondeu de imediato, mas Correa rematou ao poste não conseguindo assim relançar a partida. Esta falha marcaria a rendição dos colchoneros, que baixaram os braços e sofreram inclusivamente o terceiro golo. Com uma perda de bola a meio-campo, os alemães desdobraram-se para o contra-ataque e na cara do guarda-redes Hakimi toca ao lado para o golo fácil do recém-entrado Sancho.

O pesadelo madrileno não ficava por aqui e numa altura em que os jogadores espanhóis já tinham uma postura pouco correta envolvendo-se em conflitos constantes, o Dortmund respondeu com futebol e novamente pelo português Raphaël Guerreiro, que ao aproveitar um erro clamoroso de Filipe Luís, fixou o resultado final em 4-0.

Uma vitória inteiramente justa por parte dos anfitriões, num jogo em que sempre se assumiram como equipa de Champions com desejo de vitória. Em contraste com esta realidade, assistimos a um Atlético Madrid bastante longe do estilo de jogo ofensivo e agressivo, que lhe é característico. Nas contas pelo apuramento, o Dortmund com o pleno de vitórias ocupa a primeira posição, já o Atlético Madrid, além da exibição de hoje, não tem motivos de alarme visto que está isolado no segundo posto com cinco pontos de distância sobre o Mónaco.

Borussia Dortmund: Roman Bürki, Dan-Axel Zagadou, Abdou Diallo, Achraf Hakimi, Lukasz Piszczek, Thomas Delaney (Dahoud´35), Mario Götze, Christian Pulisic (Sancho´79), Axel Witsel, Brunn Larsen (Guerreiro´63), Marco Reus

Club Atlético Madrid: Jan Oblak, Diego Godín, Filipe Luís, Juanfran, Lucas Hernández, Thomas Partey (Rodri´46), Koke , Saúl Ñíguez (Correa´69), Thomas Lemar, Antoine Griezmann, Diego Costa

Gonçalo Miguel Santos
Gonçalo Miguel Santoshttp://www.bolanarede.pt
Ainda era caracterizado com um diminutivo e sentado ao lado do seu pai, já vibrava com o futebol, entusiasmado e de olhos colados na televisão à espera dos golos. O menino cresceu e com o tamanho veio o gosto pela escrita e o seu sentido crítico.                                                                                                                                                 O Gonçalo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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