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FC Barcelona 3-0 Chelsea FC: O triunfo da eficácia sobre a tentativa

Gonçalo Miguel Santos · 3 min

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No último jogo dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, Barcelona e Chelsea FC defrontaram-se esta noite em Camp Nou, após empate na primeira mão, em Londres, por 1-1.

Em busca da última vaga disponível na próxima fase da competição, ambos os técnicos procederam a alterações nos seus XI’s iniciais em comparação com a partida de há duas semanas, para a equipa da casa a novidade foi a entrada de Dembelé para o lugar de Paulinho, já na equipa londrina, a mudança passou pela saída de Pedrito e entrada de Olivier Giroud.

2 minutos e oito segundos de jogo chegaram para Lionel Messi inaugurar o marcador, que ao receber um passe de Luis Suarez rematou de ângulo apertado por entre as pernas de Courtois e lançou a sua equipa para a vitória. Era, portanto, o inicio de jogo ideal para a equipa da Catalunha e por oposição, o pior arranque que os blues poderiam sonhar. Apesar da desvantagem, a equipa de Antonio Conte reagiu bem e não perdeu a sua personalidade nem os seus princípios e conseguiu mesmo criar jogadas de envolvimento interessantes, contudo, sem nunca criar qualquer perigo junto da baliza de Ter Stegen. O Barcelona com toda a sua inteligência e astúcia soube aproveitar o facto de ter chegado cedo à liderança e assim que teve a mínima chance de aproveitar um “atrevimento” do adversário fê-lo, e de forma letal. Aos 20 minutos de jogo, num lance em que eram notórios os espaços existentes entre os setores da equipa do Chelsea, Messi beneficiou de um erro de Fabregas e após fintar dois adversários, entregou a bola a Dembelé que com tempo e espaço disparou colocado e aumentou a vantagem para 2-0.

Passados os primeiros 45 minutos do encontro, pairava a ideia de eliminatória resolvida dado a incapacidade do Chelsea para criar perigo e a sua impotência perante as investidas do poderosíssimo ataque catalão.

O segundo tempo contempla uma história curta de se contar, um Barcelona sempre fiel ao seu estilo de jogo, manteve os índices de posse de bola e acima de tudo nunca deixou de controlar a partida, atacava somente pela certa e não se deixava importunar pelas consequentes tentativas de fazer golo por parte do Chelsea. O jogo embarcou numa toada pouco atrativa, tendo havido apenas dois motivos de notícia. Primeiramente, à passagem do minuto 63 quando Messi numa jogada individual recorrendo a uma mudança de velocidade deliciosa surge na cara do golo e, à semelhança do primeiro golo, atirou entre as pernas do guarda-redes. Por último e já em período de compensação Rudiger atira a bola ao ferro, naquele que foi um lance onde ficou patente que o Chelsea foi um pouco infeliz nesta eliminatória visto que dispôs de várias oportunidades de golo.

Como em tudo na vida, “do quase não reza a história” e para se ganhar no futebol é necessário único e exclusivamente marcar mais golos que o adversário, as oportunidades têm pouco valor…

Foi por isso o triunfo da eficácia sobre a tentativa, o Chelsea terminou com mais remates, mas estes eram invariavelmente bloqueados pela defensiva catalã. O Barcelona que quase não falhou, foi letal na hora da finalização e segue com toda a justiça para a próxima fase da competição.

Foto de capa: FC Barcelona

A FIGURA:

Fonte: FC Barcelona

Leo Messi – Mais um recorde… 100 golos na Liga dos Campeões numa noite em que é mais uma vez peça chave ao sucesso do Barcelona, esteve envolvido nos três golos, dois golos e uma assistência. Mesmo tratando-se de Messi não se pode pedir muito mais, simplesmente magnífico e satisfatório para quem tem o privilégio de ver jogar um dos melhores futebolistas de todo o sempre.

FORA-DE-JOGO:

Fonte: Chelsea FC

Olivier Giroud – Incidiu nele a única alteração no XI inicial em relação ao jogo da primeira mão e não fez valer a aposta que Antonio Conte fez em si. Certo que a missão não era fácil, perante um adversário como o Barcelona torna-se extremamente difícil ter bola e participar ativamente no jogo, mas contra factos não há argumentos, o internacional francês não teve uma noite feliz porque foram mais os momentos em que esteve ausente do que aqueles em que contribuiu no movimento ofensivo do Chelsea.

Gonçalo Miguel Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos