Juventus 2-1 AS Monaco: Ciao Cardiff!

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Turim recebeu esta terça-feira a segunda mão das meia-final da Liga dos Campeões entre a equipa local, a Juventus, e o AS Mónaco. A primeira mão da eliminatória correu bem melhor à equipa agora visitada, uma vez que conseguiu sair de França com um resultado bastante positivo – 0-2, e que fazia prever para esta segunda mão a confirmação da sua passagem à final da liga milionária, frente à equipa sensação desta edição da Champions comandada por Leonardo Jardim.

Ainda antes de iniciar o jogo deve-se dar destaque à inclusão dos portugueses Bernardo Silva e João Moutinho na equipa inicial do Mónaco que se apresentou de início num 4-4-2 bastante diferente do 3-5-2 da Juventus, com o setor defensivo entregue ao BBC bianconeri – Barzagli, Bonnuci e Chiellini, e que já pôde contar com o médio alemão Khedira, que relegou Marchisio para o banco.

Foi o Mónaco quem primeiro demonstrou verdadeiras intenções de chegar ao golo. Em desvantagem por dois golos, os comandados de Jardim criaram nos primeiros minutos jogadas de perigo perto da baliza de Buffon, e chegaram a enviar, apesar de ter sido assinalada posição irregular a Mbappé, uma bola ao poste dessa mesma baliza.

Ainda antes dos 15 minutos de jogo Khedira, ausente do jogo da primeira mão, foi, por lesão, obrigado a ser substituído por Marchisio. Foi esta a primeira contrariedade para a equipa italiana.

O Mónaco continuou a ser a equipa mais atacante do encontro, mas, apesar disso, era a Juventus que ia criando as oportunidades mais flagrantes de golo, aproveitando os espaços que se criavam na defensiva dos monegascos. As duas mais evidentes foram as de Higuaín e Mandzukic, que, ambos isolados, viram o golo ser negado, primeiro por Glik e depois por Subasic. Subasic que já nada pôde fazer quando, aos 33 minutos, Mandzukic, após nova defesa do guardião polaco (?) atirou, na recarga, a contar para a equipa da Juventus, que cada vez ia vendo mais abertas as portas da final de Cardiff.

Dani Alves marcou o segundo golo da Juve Fonte:  krgv.com
Dani Alves marcou o segundo golo da Juve
Fonte: krgv.com

 

A partir do golo o Mónaco foi progressivamente apagando-se do jogo e afastando-se do rumo que tinha traçado para este jogo, e permitiu à Juventus criar mais oportunidades de golo. Uma dessas oportunidades deu origem a um canto cuja bola, depois de ser batida, foi afastada para fora da área, onde encontrou Dani Alves que, sem deixar a bola sequer tocar no solo, acertou da melhor forma na bola que seguiu diretamente para o fundo das redes, atirando por terra todas as aspirações do Mónaco em chegar à final da Liga dos Campeões. Foi um golo verdadeiramente notável do jogador que já tinha assistido Mandzukic no primeiro golo da partida e que fazia por merecer essa recompensa.

Para bem dos franceses, o intervalo não tardou em chegar, e com um agregado de 4-0 a favor da equipa de Allegri. A primeira parte foi, até ao primeiro golo da Juventus, uma das mais bem disputadas e equilibradas desta edição da competição, entre uma das melhores equipas a nível ofensivo e uma das melhores a nível defensivo, e entre duas das equipas que praticam o melhor futebol da Europa. Depois disso foi uma completa demonstração de bom futebol por parte dos transalpinos, que não deram qualquer chance ao Mónaco de voltar a entrar no jogo, pela maneira como os seus jogadores e iam movimentando em campo, anulando qualquer tentativa de saída a jogar dos monegascos e encontrando espaços nas costas dos defesas adversários. Certamente, até ao intervalo, este estava a ser um dos melhores jogos da Juventus desta época.

A segunda parte foi, em relação à primeira, bastante pobre. Já com a eliminatória decidida compreende-se que o ritmo tenha baixado, até porque ambas as equipas terão em breve jornadas decisivas nos seus campeonatos para alcançar o título. No entanto, o Mónaco ainda foi a tempo de dar um ar da sua graça neste jogo e fez o que ainda ninguém tinha feito a esta Juventus nas fases a eliminar da Liga dos Campeões – marcar um golo. Após um cruzamento para perto da linha de golo, Mbappé encostou para o fundo das redes e ainda chegou a dar uma réstia de esperança aos adeptos, que rapidamente se foi desvanecendo. Tirando esse golo e umas poucas oportunidades de golo, e ignorando as picardias existente entre Higuaín e Glik (é preferível…), esta segunda parte pouco interesse teve e fica por isso para a história a grande primeira parte deste jogo e a maneira como a Juventus anulou uma das melhores equipas da competição com o seu futebol técnica e taticamente bastante apurado.

Quanto ao Mónaco, ficará para a eternidade a excelente campanha que realizou nesta época na Liga dos Campeões e como chegou à meia-final da competição eliminando equipas como o Manchester City e o Borussia Dortmund, comandada pelo treinador português Leonardo Jardim. Desta campanha fica também a afirmação de jovens talentos como Mbappé, Bakayoko, Lemar ou Bernardo Silva no futebol europeu, bem como a reafirmação de Falcao.

Resta agora à Juventus conseguir em Cardiff conquistar o título que lhe foge desde 1996 e que lhe escapou pela última vez em 2015. Lá qualidade para isso tem, e demonstra frieza tática e mental para o conseguir.

Allegri construiu esta época uma das melhores equipas da história da Vecchia Signora. Chegou a altura do seu verdadeiro teste. Estará à altura? Pelo que tenho visto parece-me que sim. Veremos… A terceira conquista europeia pode estar bem perto.

 Foto de Capa: Juventus

Nuno Couto
Nuno Coutohttp://www.bolanarede.pt
Nascido no seio de uma família portista, o Nuno não podia deixar de seguir o legado e faz questão de ser um membro ativo na ação de apoiar o seu clube, sendo presença habitual no Estádio do Dragão, inserido na claque Super Dragões. Para ele, o futebol é quase uma terapia, visto que quando está a assistir a algum jogo se esquece de todos as preocupações. Foi futebolista federado, mas acabou por entender que o seu papel era fora das quatro linhas, e também para seguir os estudos em Novas Tecnologias da Comunicação.                                                                                                                                                 O Nuno escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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