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Juventus FC 3-0 Club Atlético de Madrid: A história fala por si, Cristiano

João Fernandes · 3 min

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C-r-i-s-t-i-a-n-o R-o-n-a-l-d-o. Estava escrito! Após a derrota por 2-0 no Wanda Metropolitano, a Juventus derrotou o Atlético de Madrid por 3-0 no Juventus Stadium, numa exibição de encher a vista da equipa de Massimiliano Allegri. Bernardeschi brilhou, mas Ronaldo voltou a ser decisivo, a provar, mais uma vez, que é o melhor jogador de sempre da Liga dos Campeões e que a nível psicológico não há, nem nunca houve, ninguém igual.

No encontro da noite em que se depositavam maiores expetativas, a Juve entrou atrevida e a mostrar que queria chegar ao primeiro o mais rápido possível. Os adeptos bianconeri nas bancadas puxavam incansavelmente pela equipa de Turim.

E o golo chegou mesmo, aos quatro minutos de jogo, mas foi prontamente anulado pelo árbitro Björn Kuipers: canto de Bernardeschi, confusão na área do Atleti e Chiellini atirou para o fundo da baliza; após a consulta do VAR, o juiz holandês entendeu que Ronaldo fez falta sobre Oblak e invalidou o lance.

A Juventus não dava margem de manobra ao Atlético, com uma saída de bola muito positiva e com Pjanić a comandar as operações a meio-campo. A urgência dos italianos de se colocarem em vantagem era notória, o que se traduzia num supremacia clara em campo. Já os homens de Simeone procuravam defender com as suas linhas muito recuadas e sem exercerem qualquer tipo de pressão sobre o portador da bola.

Aos 27 minutos, quando dava a ideia de que os colchoneros começavam a entrar na partida, a Velha Senhora fez finalmente o 1-0: Bernardeschi centrou bem o esférico e, no coração da área, Ronaldo ganhou nas alturas a Juanfran e cabeceou sem hipóteses de defesa para Oblak. O português fazia assim o seu 23º golo frente ao Atlético, em 33 jogos.

Cinco minutos após inaugurar o marcador, a Juve esteve muito próxima de ampliar o resultado, mas o livre de Bernardeschi saiu alguns centímetros por cima do travessão. O italiano ex-ACF Fiorentina revelava-se o elemento mais esclarecido do conjunto de Allegri na primeira parte.

Bernardeschi foi um dos elementos “mais” da Juventus durante os 90 minutos
Fonte: Juventus FC

Em cima do intervalo, ainda houve tempo para os cabeceamentos de Chiellini e Morata à baliza, mas o defesa da Juventus e o avançado do Atlético de Madrid não foram certeiros nas suas ações.

No recomeço da partida, a Velha Senhora empatou a eliminatória, como não poderia deixar de ser, pelo suspeito do costume: cruzamento perfeito de Cancelo e, novamente do terceiro andar, Ronaldo cabeceou para o fundo das redes de Oblak. A contagem aumentava para 24 golos de CR7 aos espanhóis.

Mandžukić e Moise Kean (que entrou pelo croata) ainda tentaram a sua sorte, mas a noite estava reservada para o “Rei da Champions”.

Ronaldo teve mais uma noite de outro mundo na Liga dos Campeões
Fonte: Juventus FC

Aos 86 minutos, Kuipers assinalou falta de Correa na área do Atlético e coube a Ronaldo a conversão da grande penalidade. O pesadelo dos colchoneros permanece: Ronaldo fez o hat-trick, chegou aos 25 golos frente ao Atleti e garantiu a passagem da turma de Turim aos quartos de final da liga milionária.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Juventus FC: Szczęsny, Cancelo, Bonucci, Chiellini, Spinazzola (Dybala, 67’); Pjanić, Can, Matuidi; Bernardeschi, Ronaldo, Mandžukić (Kean, 80’).

Atlético de Madrid: Oblak, Arias (Vitolo, 77’), Godín, Giménez, Juanfran; Koke, Rodrigo, Saúl, Lemar (Correa, 57’); Griezmann, Morata.

A FIGURA

Fonte: UEFA

Cristiano Ronaldo – Nada a acrescentar. Acordou, olhou-se ao espelho, teve um dia normal como todos os outros e juntou-se a uns amigos para uma “peladinha” em Turim. Marcou três golos, calou os críticos (que nem sabem bem o que criticam) e explicou mais uma vez ao Mundo que os manuais de História, um dia, terão o seu nome escrito a letras gordas.

O FORA DE JOGO

Fonte: Atlético de Madrid

Diego Simeone – Voltou a falhar na hora decisiva. Se é verdade que o Atlético de Madrid, desde que o argentino assumiu o comando técnico dos colchoneros, é uma equipa adulta e temível, não é menos verdade que têm sido muitas as vezes que o insucesso persegue o Atleti. A Juventus dominou a partida durante 90 minutos e conseguiu virar uma eliminatória que o Atlético tinha a obrigação de não perder.

 

Foto de capa: Juventus FC

João Fernandes

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