Paris Saint-Germain FC 1-2 Manchester City FC: “Citizens” fizeram-se Reis no Parque dos Príncipes

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A CRÓNICA: ERROS DEFENSIVOS E APATIA DO PARIS SAINT-GERMAIN FC DITAM RESULTADO

A noite caía em Paris e o Parque dos Príncipes vestia-se a rigor (ainda que sem adeptos) para receber os primeiros 90 minutos da decisão que levará Paris Saint-Germain FC ou Manchester City FC à final da Liga dos Campeões.

Meias-finais e Marquinhos não rima, mas parece. Um ano depois de marcar no Estádio da Luz, subiu às alturas e, ao primeiro poste, colocou o Paris Saint-Germain FC em vantagem no marcador, à passagem do primeiro quarto de hora. Os 15 minutos inicias até tinham sido calmos, com as duas equipas a respeitarem-se mutuamente.

Emocionalmente instável e muito pouco à vontade no primeiro tempo, o Manchester City FC nunca conseguiu espelhar o futebol que já se viu esta temporada. Até então inofensivos, os Citizens apareceram no jogo ainda antes do final da primeira parte. Keylor Navas quase deitou tudo a perder, numa jogada que podia ter sido bem mais danosa para os parisienses.

O PSG usava e abusava da criatividade e velocidade de execução dos seus elementos mais avançados. Neymar, Di María e Verratti juntavam-se a Mbappé e faziam o que bem entendiam da defesa contrária. Brincavam, autenticamente.

A segunda parte trouxe um Manchester City FC renovado e de cara lavada e muito pouco disposto para ‘brincadeiras’. Pep Guardiola, sem mexer na equipa, mexeu as peças, e foi suficiente para alterar o rumo dos acontecimentos.

Kevin de Bruyne queria cruzar para golo, mas marcou. Erro de leitura de Keylor Navas e o belga acabou por empatar a partida, quase sem querer. Pouco depois, e como que num ápice, novo golo. Riyad Mahrez bateu um livre de forma exímia e aproveitou o abrir da barreira para consumar a reviravolta. Até final, Idrissa Gana Gueye foi expulso após uma entrada verdadeiramente assassina sobre Gündoğan.

O jogo terminou com 1-2 no marcador e os ingleses partem em vantagem para a segunda mão. Depois de uma primeira parte desastrosa e desinspirada, os segundos 45 minutos foram completamente antagónicos e a reviravolta acaba por assentar como uma luva aos Citizens e, principalmente, a Pep Guardiola.

 

A FIGURA

Pep Guardiola – A primeira parte foi dominada pelo Paris Saint-Germain FC e Pep foi para o balneário a saber disso. Os Citizens entraram na segunda parte completamente renovados. A surpresa? Pep Guardiola não trocou as “peças do puzzle”, mas mexeu-as. E isso foi suficiente. Foden e Kevin de Bruyne começaram a mostrar serviço e a diferença foi abismal. Controlo total e só deu Manchester City FC. Reviravolta no marcador e vantagem para a segunda mão. A final da “Liga Milionária” está aí “ao virar da esquina”.

O FORA DE JOGO

Displicência do Paris Saint-Germain FC – O conjunto parisiense até entrou bem no jogo e a primeira parte prometia novo “show” das coqueluches da companhia. A verdade é que a segunda parte foi um completo contraste da primeira e a equipa orientada por Pochettino acabou por sair derrotada. Erros de Keylor Navas e, mais tarde, da barreira, aquando da cobrança de um livre, ditaram aquela que terá sido uma derrota bastante desmoralizante para os vice-campeões europeus.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

Mauricio Pochettino apostou no esquema que costuma trazer a melhor versão dos parisienses, o habitual 4-2-3-1. A defender, o Paris Saint-Germain FC organizou-se, ocasionalmente, em 4-4-2.

Os centrais Kimpembe e Marquinhos na construção tinham a companhia de Leandro Paredes, que baixava para organizar jogo. Quando a bola rodava, Paredes subia e juntava-se a Idrissa Gana Guye, o outro médio mais recuado. Florenzi foi, sem surpresa, titular e Mitchel Bakker jogou pela esquerda. Mais defensivo e menos incisivo na frente para camuflar as menores tarefas defensivas de Neymar, claramente balanceado para a frente.

E era na frente onde residia a maior parte do talento parisiense. Neymar jogava, no papel, pela esquerda, e Verrati posicionava-se ao meio. Di María ficaria encarregue da ala direita. Mas como o papel e a teoria não jogam, a verdade é que estes três jogadores andaram sempre bastante juntos e em espaços curtos, ficava muito difícil de lhes tirar a bola. Mesmo com pressão contrária pareciam não ter qualquer tipo de dificuldade em avançar no terreno. A estes três ainda se juntava Kylian Mbappé, destinado a tarefas mais ofensivas, tal como Neymar. Quem não gosta de ver esta frente de ataque a jogar, certamente não gostará de futebol, que tratado!

Em alguns momentos defensivos, Marco Verratti e Ángel Di María costumavam recuar e formar uma linha de quatro médios, passando a equipa a apresentar um 4-4-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Keylor Navas (4)

Alessandro Florenzi (6)

Marquinhos (7)

Presnel Kimpembe (6)

Mitchel Bakker (5)

Idrissa Gueye (4)

Leandro Paredes (7)

Marco Verratti (6)

Neymar (7)

Ángel Di María (7)

Kylian Mbappé (6)

SUBS UTILIZADOS

Danilo (6)

Ander Herrera (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Pep Guardiola apresenta uma disposição tática muito à sua imagem: diferenciada. O 4-3-3 visto esta noite, certamente poderia ter outros números, que também estariam certos.

A aposta por uma linha de ataque sem qualquer avançado de referência não é novidade, mas tem sempre algo de misterioso e surpreendente para nos mostrar. Por exemplo, quem jogaria como elemento mais avançado pelo meio, caso houvesse algum.

Os primeiros minutos de jogo até trouxeram um Manchester City a pegar no jogo, mas o tempo passou e os homens da casa assumiram o controlo. No meio-campo surgiam sempre dois médios muito próximos, Gündoğan e Rodri. A aposta em jogadores móveis a aparecer em zona de finalização, trouxe Kevin de Bruyne e Bernardo Silva para o meio, que funcionavam como falsos-nove. Mahrez e Foden eram os extremos e praticamente não se viram durante toda a primeira parte.

Na entrada para o segundo tempo, Phil Foden deixou a ala e passou para o meio, onde Pep Guardiola pretendia que a bola entrasse com outra qualidade. Kevin de Bruyne foi libertado e João Cancelo ganhou outra liberdade para subir pela ala, ao contrário da timidez que revelou nos primeiros 45 minutos.

E se a primeira parte tinha sido apagada para Foden e Kevin de Bruyne, a segunda foi de outra dimensão. Estratosféricos, dominaram o jogo a seu belo prazer e consumaram uma reviravolta que certamente terá deixado o treinador agradado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

Kyle Walker (5)

John Stones (6)

Rúben Dias (7)

João Cancelo (5)

Rodri (6)

Ilkay Gündoğan (6)

Riyad Mahrez (7)

Kevin de Bruyne (8)

Phil Foden (8)

Bernardo Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Oleksandr Zinchenko (6)

Gabriel Henriques Reis
Gabriel Henriques Reishttp://www.bolanarede.pt
Criado no Interior e a estudar Ciências da Comunicação, em Lisboa, no ISCSP. Desde cedo que o futebol foi a sua maior paixão, desde as distritais à elite do desporto-rei. Depois de uma tentativa inglória de ter sucesso com os pés, dentro das quatro linhas, ambiciona agora seguir a vertente de jornalista desportivo.

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