C. Atlético Madrid 1-2 FC Barcelona: Felicidade blaugrana no carnaval do Calderón

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Era o jogo grande da jornada da Liga Espanhola, e que ganhou redobrada importância depois da derrota do líder Real Madrid a meio da semana. De um lado, o Atlético de Madrid a atravessar a melhor fase da época, do outro o Barcelona de Luis Enrique, que tem sido muito contestado na Catalunha. A vitória sorriu aos visitantes, mas com alguma sorte à mistura.

Luís Enrique tentou inovar, mas a equipa demorou a assimilar o desenho do seu treinador. Com Jeremy Mathieu no onze, o Barça jogava no seu clássico 4-3-3, que a atacar se transformava num 3-3-4, com Sergi Roberto a juntar-se no miolo do terreno a Busuets e Iniesta, e Rafinha a jogar bem aberto no lado direito, deixando o centro do ataque entregue à magia de Messi e ao killer instinct de Suaréz.

Só que não resultou da melhor maneira. Sergi Roberto, a jogar como interior direito, praticamente não aparecia no momento ofensivo da equipa e isso prejudicava o momento com bola do Barça. A equipa era obrigada, dada a falta de laterais na primeira fase de construção, a jogar rapidamente com Neymar e Rafinha que, posteriormente, tinham dificuldade para circular a bola, dado o imenso povoamento do meio-campo do terreno do jogo.

E o Atleti aproveitou, e bem, para empurrar  – a espaços foi quase um sufocamento – a equipa da Catalunha para o seu meio-campo defensivo, principalmente na primeira meia-hora.

Quase sempre através do corredor esquerdo do ataque, os colchoneros montaram um verdadeiro cerco à baliza de Ter Stegen no primeiro terço da partida, mas o alemão negou todas as intenções de Griezmann e companhia.

O duelo entre colchoneros e culés foi muito intenso Fonte: FC Barcelona
O duelo entre colchoneros e culés foi muito intenso
Fonte: FC Barcelona

O Barça aguentou a primeira meia-hora e conseguiu aliviar um pouco a pressão. Já depois de o árbitro ter anulado um golo a Luis Suarez devido a uma suposta falta do uruguaio sobre Oblak, foi a vez de Messi, num pontapé de livre marcado de forma exímia, testar os reflexos do guardião esloveno.

O Atlético voltou a entrar mais forte no segundo tempo, mas foi o campeão espanhol a estar mais perto de inaugurar o marcador. Suarez surgiu isolado perante Oblak, mas falhou o alvo.

A equipa de Simeone não conseguiu traduzir a sua boa entrada em golos e o Barça voltou a conseguir acalmar o jogo, desta feita ainda mais cedo. Aos 64’, a coincidir com a melhor fase dos blaugrana no encontro, Rafinha inaugurou o marcador. Num lance muito confuso dentro da área de Oblak, a bola ressaltou para o médio brasileiro que desviou para a baliza.

No entanto, não durou muito a vantagem dos comandados de Luis Enrique. Num lance de bola parada, Koke cruzou para a área, e Godín, no meio dos centrais do Barça, cabeceou para o fundo das redes, colocando alguma justiça no marcador.

Quando se pensava que os homens da casa se iam galvanizar e ir para cima do adversário, foi o Barcelona que ficou ligeiramente por cima do jogo, conseguindo ter mais bola, sem, no entanto, levar real perigo à baliza do Atleti.

Porém, já perto do fim, e em mais um lance com alguma felicidade, Messi surgiu sozinho no coração da área e bateu Oblak. Um golo que castiga a equipa do Atlético – merecia mais, essencialmente, pela grande primeira meia-hora que fez – e que relança o Barça no campeonato, depois de ter visto o Real perder três pontos a meio da semana contra o Valência.

Foto de Capa: FC Barcelona

Rafael Simões
Rafael Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Adepto de bom futebol, adora o jogo desde que se lembra de ser gente. Estudante de Comunicação Social, é capaz de passar horas a fio a devorar futebol, considerando-se um romântico do desporto rei. Recusa-se a discutir arbitragens e simpatiza com o Liverpool, muito por culpa da lenda do clube, Steven Gerrard. Espera um dia ser jornalista desportivo e olha para o futebol como uma arte que embeleza a vida.                                                                                                                                                 O Rafael escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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