Club Atlético de Madrid 0-1 FC Barcelona: Messi apareceu, correu, brilhou e gelou o Wanda Metropolitano

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Noite de chuva em Madrid, mas com um duelo bem quentinho entre Atlético e Barcelona em perspetiva. Algo que passou da teoria à prática. Num jogo extremamente disputado, os catalães triunfaram por uma bola a zero, com um belo golo de Messi já na reta final do encontro.

Entrou melhor a formação da casa, mais pressionante, mais perspicaz e logo com uma bola no poste, com meia dúzia de minutos decorridos. Num lance de insistência, um cruzamento inofensivo de Hermoso quase que resultava num auto-golo de Junior Firpo, não fosse o poste a travar o desvio acidental do defesa.

Sucederam-se várias oportunidades junto da baliza de Ter Stergen. A subida dos centrais colchoneros à área era sinónimo de perigo para o guardião alemão. Primeiro, foi Felipe a cabecear por cima, de seguida foi a vez de Hermoso aparecer desmarcado junto à pequena área e obrigar o guarda-redes adversário a uma intervenção…milagrosa.

Numa primeira meia hora de jogo com vários cartões amarelos (2 para cada lado), o Barcelona ia sentido dificuldades na construção de jogo, perante um Atlético muito subido no terreno. De tal modo que só a partir do minuto 26’ é que o conjunto liderado por Valverde começou a visar a baliza adversária, com dois remates muito perigosos de Rakitic e Suárez – o primeiro à figura, o segundo a centímetros do poste.

E se é verdade que Morata, na sequência de um canto, obrigou Ter Stegen a mais uma espantosa defesa, também do outro lado – igualmente num canto – Piqué ameaçou a baliza de Oblak, com um cabeceamento à trave. Em suma, um primeiro tempo com mais Atlético, mas com um Barcelona sempre perigoso nas poucas vezes que chegou à baliza contrária.

Duelo entre Morata e Piqué dentro da grande área
Fonte: Atlético Madrid

No segundo tempo, deu-se uma inversão dos papéis. Os culés redefiniram os seus processos de transição e apareceram com outra cara no regresso dos balneários. Griezmann – de regresso ao reduto do Atlético – foi o primeiro a ameaçar, sendo que a formação de Simeone respondeu logo de seguida com um contra-ataque concluído por Koke, mas sem qualquer efeito prático.

Foi preciso esperar pela uma hora de jogo para Messi deixar o primeiro cheirinho no Metropolitano, com um remate à figura de Oblak a defender a dois tempos. Pouco depois, na sequência de dois contra-ataques – aparentemente vertiginosos – Suárez e Griezmann tiveram nos pés duas oportunidades de ouro para inaugurar o marcador.

O jogo ia subindo de ritmo, com uma espécie de “bola cá, bola lá”, com várias oportunidades de parte a parte, mas onde ficavam a faltar os golos. Na resposta às oportunidades dos catalães, só Morata – de calcanhar – conseguiu ameaçar a baliza adversária.

À medida que o jogo se aproximava do fim, a formação de Simeone subiu as linhas e foi apanhada em contra-golpe. Messo conduziu e, após combinação com Suárez, concluiu, gelando o Wanda Metropolitano. Estava feito o primeiro e único golo do jogo ao minuto 85’. O conjunto de Madrid ainda tentou reagir nos descontos com dois lances junto da baliza contrária, mas o resultado não mais se alterou.

Se é verdade que o Atlético foi mais equipa no primeiro tempo, também não é menos verdade que o Barcelona apresentou outra imagem na segunda parte e, com isso, chegou ao golo da vitória já bem perto do fim.

Com este triunfo, o Barcelona volta a colocar-se ao lado do Real Madrid na liderança do campeonato, com 31 pontos, ao passo que o Atlético é sexto, com 25 pontos – com a agravante de ter mais um jogo do que os seus dois rivais diretos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Atlético de Madrid: Oblak, Trippier, Felipe, Hermoso, Saúl, Correa (Lemar, 73’), Herrera (Lodi, 87’), Thomas, Koke, João Félix (Vitolo, 66’) e Morata.

Barcelona: Ter Stegen, Sergi Roberto, Piqué (Umtiti, 83’), Lenglet, Junior Firpo, De Jong, Arthur (Vidal, 73’), Rakitic, Messi, Griezmann e Suárez.

Miguel Simões
Miguel Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Já com uma licenciatura em Comunicação Social na bagagem, o Miguel é aluno do mestrado em Jornalismo e Comunicação, na Universidade de Coimbra. Apaixonado por futebol desde tenra idade, procura conciliar o melhor dos dois mundos: a escrita e o desporto.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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