Club Atlético de Madrid 1-0 FC Barcelona: E vão 9 de avanço para os Colchoneros

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A CRÓNICA: DIEGO SIMEONE ENSAIA LIÇÃO TÁTICA A RONALD KOEMAN 

Estava criada muita expectativa para um sempre “quente” Club Atlético de Madrid – FC Barcelona, principalmente porque o Atlético iniciava a partida em sua casa como a melhor defesa do campeonato (apenas dois golos sofridos em sete jogos). Já o FC Barcelona precisava claramente de um abanão e de uma vitória moralizadora que permitisse à equipa sair de uma espécie de “zona cinzenta”, onde tem habitado desde o início da época.

Infelizmente, o jogo ficou também marcado por algumas ausências, com especial destaque para Luís Suarez e Lucas Torreira, ambos infetados pelo novo coronavírus.

Primeira parte muito equilibrada, com as equipas a anularem-se mutuamente e sem grandes oportunidades. No entanto, um erro de abordagem do guarda redes alemão Ter Stegen permitiu ao belga Ferreira Carrasco fazer o único golo da partida, já em tempo de compensação.

Na segunda parte, o jogo mudou a sua face e o Atlético de Madrid foi superior na maior parte do tempo, com períodos de futebol bastante agradável, surpreendendo até pela capacidade de posse de bola e de controlo de jogo que evidenciou no meio campo adversário durante largos minutos do segundo período.

Destaque negativo para a quantidades de jogadores do Barcelona que saíram ou acabaram o jogo lesionados. Gerard Pique abandonou a partida, aos 62 minutos, com uma lesão no joelho que parece ser grave e que pode, eventualmente, afastar o central por largos meses.

Vitória merecida da equipa da casa, com Diego Simeone a “matar o borrego” e a vencer o FC Barcelona em sua casa. A equipa da capital espanhola voltou a vencer o Barça em casa, 10 anos depois.

O Atlético esteve taticamente irrepreensível, anulou totalmente os Catalães e Diego Simeone superiorizou-se em todos os aspetos a Ronald Koeman.

O Club Atlético de Madrid está bem e recomenda-se e deixou o Culés a 9 pontos de distância.

A FIGURA


Ferreira Carrasco – Começou mal o jogo, já que ficou incumbido nos primeiros minutos de condicionar Dembele, algo em que falhou redondamente. Apesar de ser já uma posição que está habituado a desempenhar na seleção belga, a verdade é que teve dificuldades a jogar como falso lateral esquerdo.

Entretanto, Simeone ajustou taticamente a equipa e deu mais liberdade ao belga que voltou para extremo. A partir desse momento, o jogador abriu o livro.

Além do golo decisivo e que valeu os três pontos, teve pormenores técnicos de enorme qualidade.

O FORA DE JOGO


Messi – Na verdade, podia ter escolhido Coutinho ou Griezmann, dado que qualquer um dos avançados do FC Barcelona foi uma perfeita nulidade. Mas já sabemos que Messi é Messi e, obviamente, espera-se sempre mais do astro argentino.

Passou completamente ao lado do jogo. Não marcou golos, não assistiu e não criou sequer oportunidades de perigo, perante um Atlético que foi taticamente irrepreensível.

Messi continua a demonstrar pouca vontade de continuar a representar o emblema Blaugrana.

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID 

Os colchoneros iniciaram a partida com uma aposta arrojada de 3x5x2, com Hermoso a jogar no centro e com Savic, Gimenez e Carrasco a fazer o papel de falso lateral esquerdo. No entanto, o belga iniciou o jogo com imensas dificuldades para travar Dembele e Simeone rapidamente regressou ao seu clássico 4x4x2, a privilegiar a velocidade e transições, revelando também uma muito interessante capacidade para ter a bola e fazer o Barcelona correr atrás da posse da mesma.

Destaque no 11 inicial para a ausência de Suarez, com Correa e Félix a assumirem as posições dianteiras no terreno. O português esteve a bom nível, mas nota-se que as suas características saem mais favorecidas quando joga com um “9” puro ao seu lado.

Taticamente irrepreensíveis, defenderam de forma hercúlea, souberam ter posse de bola quando foi necessário e foram eficazes no ataque. A equipa da casa quis mais, correu mais, lutou mais, jogou mais…o que é que se pode pedir mais?

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (7)

Trippier (6)

Savic (6)

Gimenez (6)

Hermoso (6)

Saul Niguez (6)

Koke (7)

Llorente (7)

Ferreira Carrasco (7)

Angel Correia (6)

João Felix (7)

SUBS UTILIZADOS

Diego Costa (3)

Thomas Lemar (-)

Kondogbia (-)

Felipe (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

A equipa catalã jogou no seu habitual 4x2x3x1, com Sergino Dest, Coutinho e Trincão no banco de suplentes.

A equipa continua um pouco perdida em busca de um sistema e de rotinas ideais, num plantel marcado pela pouca intensidade e vontade. O treinador holandês tem muito trabalho pela frente.

Destaque para a forma como o Club Atlético de Madrid conseguiu anular quase todos os ataques do FC Barcelona, que, mesmo com Dembele, Messi e Griezmann na frente de ataque, foram incapazes de criar grandes oportunidades de golo.

A derrota ajustou-se ao que produziram.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ter Stegen (6)

Sergi Roberto (5)

Pique (6)

Lenglet (6)

Jordi Alba (5)

Pjanic (6)

De Jong (6)

Dembele (6)

Messi (5)

Pedri (4)

Griezmann (4)

SUBS UTILIZADOS

Coutinho (5)

Sergino Dest (4)

Trincao (-)

Braithwaite (-)

Artigo revisto por Mariana Plácido

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