Qué pasa, Barça?

- Advertisement -

Cabeçalho Liga Espanhola

A partir do momento em que aquilo que dávamos por garantido começa a escassar, entramos numa nova realidade, quase catastrófica, de procura incessante por aquilo que julgávamos nunca vir a perder. O nosso cérebro parece dar o dobro do real valor àquilo que perdemos.

Daí a desorientação e, às vezes, por inerência, a auto-estima. Demos a rapariga perfeita por garantida, achámos que ela nos perdoaria um momento de fraqueza… mas quando ela disse que estaria lá sempre, não incluia faltas de respeito. Depois disto, de a perdermos, posando a cabeça sobre os braços cruzados nos joelhos numa escadaria qualquer, vemos tudo desabar, sentimo-nos imundos e incapazes de ser amados, requisitados outra vez.

O talento é como essa rapariga perfeita, que nos dá um propósito para viver, que nos relembra do quão bons podemos ser, ao qual podemos recorrer, sempre. Mas esse sempre, lá está, não inclui faltas de respeito. E o talento tem um jeito engraçado de se (não) expressar quando mais dele precisamos.

Que o digam os principais jogadores daquela que era, para muitos, a campeã europeia antecipada, senhores de pés mágicos, encantadores de plateias que tinham (e têm, sejamos justos) a capacidade de, individualmente, decidir um jogo. Que o digam Messi, Neymar, Suarez, Rakitic e Iniesta… que o diga o Barcelona.

A vida começou a correr demasiado bem, o talento fluia naturalmente, sem muito esforço, sem muito trabalho, e as coisas apareciam. Quase nem era preciso correr e tudo estava encaminhado para que esta fosse mais uma época só de conquistas. Afinal, às 16h00 de 20 de Março de 2016, os oitavos-de-final da Liga dos Campeões tinham sido ultrapassados com relativa facilidade, a presença na Taça do Rei estava garantida, a distância para o 2º classificado era de 12 pontos e a equipa encontrava-se a vencer, no El Madrigal, ante o Villareal, na deslocação mais difícil (em termos teóricos e olhando apenas para a classificação do campeonato) por dois golos de diferença. Tudo bem encaminhado, tudo demasiado fácil.

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Marítimo em vantagem frente ao Albergaria no play-off de acesso à Primeira Liga Feminina

O Marítimo venceu o Clube de Albergaria por 1-0 na primeira mão do play-off. O Gil Vicente e o Rio Ave empataram 1-1 na outra eliminatória.

Atenção: Conhecidos os 11s oficiais do Sporting x Torreense para a final da Taça de Portugal

O Sporting e o Torreense enfrentam-se este domingo na final da Taça de Portugal. Fica com os onzes iniciais das equipas.

Parma bate Sassuolo e fecha a temporada na Serie A com vitória após três derrotas consecutivas

O Parma recebeu e venceu o Sassuolo por 1-0, na última jornada da Serie A. Mateo Pellegrino fez o único golo do encontro.

Samu Costa perto de deixar o Mallorca após descida de divisão

Samu Costa poderá sair do Maiorca após a descida de divisão da equipa. O jogador aguarda decisões sobre o futuro.

PUB

Mais Artigos Populares

Luís Castro após conseguir manter o Levante na La Liga: «É uma das equipas que ficará no meu coração»

Luís Castro reagiu ao final da época do Levante. O treinador elogiou a postura do Bétis e criticou o calendário da La Liga.

Mais um recorde batido: Max Dowman é o mais jovem de sempre a ser titular na Premier League

Max Dowman bateu mais um recorde. O médio do Arsenal tornou-se no jogador mais jovem de sempre a ser titular num encontro da Premier League.

Helton Leite recorda exigência de Jorge Jesus no Benfica e elogia Roger Schmidt: «Estavam todos desconfiados»

Helton Leite lembrou a passagem pelo Benfica. O brasileiro destacou a elevada exigência de Jorge Jesus e o impacto de Roger Schmidt.