¿Qué pasó, El Niño?

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cab la liga espanha
Fernando Torres está finalmente de volta ao Vicente Caldéron. Nada melhor do que voltar aos braços de quem nos ajudou a dar os primeiros passos para tentar trazer à tona o melhor de nós. E a questão que se eleva é: para onde foi o melhor Torres? A sua ligação com o golo nunca foi doentia, mas tinham tal afecto que raramente ficavam longe. O Atlético de Madrid foi a casa que o viu nascer. Criou, deixou crescer e, quando atingiu a maturidade necessária, deixou voar. Foi adepto, goleador e capitão. Inglaterra esperava por ele, Anfield Road sonhava com alguém por quem cantar. Apresentou-se ao mais alto nível e rapidamente chegou ao topo do mundo. A jóia da coroa acabou por ser o bronze na corrida pelos dois troféus individuais mais importantes, em 2008.

Torres ao lado do capitão Fonte: Nigel Wilson (Flickr)
Torres ao lado do capitão
Fonte: Nigel Wilson (Flickr)

A contratação de Fernando Torres por parte do Chelsea foi o ponto crucial na curva descendente que tomou conta da carreira do espanhol. O apagão que tratou de escurecer um talento ímpar é algo digno de estudo. O jogador continuou a ser um trabalhador incansável, mas juntou a isso uma quantidade fatal de falhanços escandalosos. Os momentos embaraçosos tornaram-se virais e os golos não chegavam para calar os críticos. José Mourinho era o treinador com craveira e capacidade para alterar um caminho que se encontrava incerto. Tal não aconteceu, e o craque espanhol acabou por seguir para Itália, sem glória. O futebol italiano poderia ser de alguma maneira revitalizante, mas voltou a sair pela porta pequena. Espanha era o próximo destino.

Esta história só encontra semelhante num filme de 1996 chamado Space Jam. Um dos protagonistas é Michael Jordan e o trama da história passa pela recuperação do talento dele, e de outros jogadores, que tinha sido roubado por extraterrestres. O final deste filme é feliz, mas a história do jogador espanhol parece destinada a um futuro cinzento. Onde pára o furacão que decidiu a final do Euro 2008? Terá o jogador capacidade para voltar a ser relevante no futebol actual?

Foto de capa: Facebook de Fernando Torres

Alexandre Ribeiro
Alexandre Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
Nasceu com a bola nos pés mas rapidamente percebeu que fora de campo o proveito poderia ser maior. Desde cedo que se deixou fascinar pela força, beleza e capacidade de renovação que o futebol pode ter.                                                                                                                                                 O Alexandre não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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