Supertaça Espanhola’15: Barcelona 1–1 Athletic Bilbau: A missão foi mesmo impossível…

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Depois da derrota por 4-0 na sexta feira passada em Bilbau, a missão do FC Barcelona era muito difícil e isso confirmou-se com o desenrolar dos minutos, esta noite, em Camp Nou.

Luis Enrique fez alinhar a equipa normal do Barça, apenas com duas exceções: Jordi Alba e Neymar, lesionados, foram substituídos no onze inicial por Mathieu e Pedro Rodríguez. Os “culés” entraram em alta rotação, tentando empurrar os bascos para dentro da sua área. Contudo, Ernesto Valverde montou uma equipa muito agressiva a meio campo, com Gurpegi, Javier Eraso e até Beñat a fecharem no meio, à frente da dupla de centrais formada por Laporte e Etxeita. Susaeta e De Marcos funcionaram na primeira parte como “segundos laterais”, ficando apenas Aduriz na frente, sempre muito combativo a segurar a bola quando esta lá chegava em boas condições.

O jogo decorreu maioritariamente no meio campo do Athletic, com o Barcelona a tentar de tudo para chegar ao golo. Vimos mudanças de flanco, incursões pelas alas, futebol apoiado à entrada da área, mas Gorka Iraizoz não teve muito trabalho na primeira parte. Após uma primeira ameaça de Piqué, com um remate ao ferro da baliza basca, o golo apenas chegou no final da primeira metade, no melhor momento do encontro. Ivan Rakitic cruzou e Suárez tem uma assistência primorosa com o peito, para Messi finalizar na cara de Iraizoz.

Piqué esteve perto de marcar no início mas foi para o banho mais cedo. Fonte: Facebook oficial da Real Federación Española de Fútbol
Piqué esteve perto de marcar no início mas foi para o banho mais cedo.
Fonte: Facebook oficial da Real Federación Española de Fútbol

Esperava-se que o Barcelona viesse revitalizado para a segunda parte, mas o que se viu foi o Athletic Bilbau a chegar perto da baliza do Barcelona. A equipa de Valverde conseguiu estender-se mais em campo, com Eraso e Aduriz a darem trabalho a Claudio Bravo, que foi hoje o titular, em detrimento de Ter Stegen. Aos 56 minutos, Gerard Piqué foi expulso, aparentemente por palavras, e as derradeiras esperanças do Barcelona ficaram ainda mais esfumadas. O jogo ficou praticamente sentenciado a cerca de um quarto de hora do seu término. Aduriz ficou isolado na cara de Bravo, o guardião chileno ainda defendeu a primeira tentativa mas foi impotente para evitar o golo, o quarto do jogador nesta Supertaça Espanhola.

Até ao fim, o jogo foi um longo bocejo, com as equipas à espera do apito final do árbitro. Fazendo as contas, o Barcelona fica impossibilitado de repetir o feito alcançado na era de Pep Guardiola, onde ganhou o “Sexteto”, e a festa foi do Athletic, um clube que granjeia carinho, respeito e admiração por todo o mundo. Os “Leões de San Mamés” vergaram o Barcelona em casa e hoje seguraram bem a vantagem na Catalunha. Uma palavra final para a festa basca em Camp Nou, num clima de grande respeito dos adeptos do Barcelona. Oxalá fosse sempre assim…

A Figura :

Aritz Aduriz – O avançado basco foi o melhor jogador da Supertaça com um “hat-trick” na primeira mão e o golo que sentenciou a eliminatória nesta segunda feira. Além dos golos, Aduriz notabilizou-se pelo seu inexcedível trabalho na luta com os centrais catalães e foi o homem que decidiu a Supertaça.

O Fora de Jogo:

 Gerard Piqué – O central começou bem o jogo, tendo atirado uma bola ao ferro da baliza de Iraizoz e sendo um dos elementos mais inconformados com a situação do Barcelona na eliminatória. Contudo, se a situação já estava difícil, a expulsão de Piqué deitou tudo a perder.

Foto de capa: Facebook oficial da Real Federación Española de Fútbol

Diogo Janeiro Oliveira
Diogo Janeiro Oliveira
Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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