Valência CF 2-0 FC Barcelona: Posse de bola não é tudo…

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A CRÓNICA: PORMENORES POR AFINAR

Ao terceiro jogo de Quique Setién no comando técnico do FC Barcelona, o primeiro deslize. Na deslocação ao Mestalla, uma derrota blaugrana por 2-0 abre agora a possibilidade do Real Madrid CF isolar-se na liderança. Num primeiro tempo em que o Barcelona teve cerca de 70% de posse de bola, foi o Valência a dispor de uma mão cheia de oportunidades.

A primeira de todas até foi a mais flagrante, com Ter Stegen a defender um penálti de Gómez. A troca de bola segura dos culés não resultava em perigo e a equipa da casa só não foi para o intervalo a vencer por causa do guardião alemão, que soube como travar os remates perigosos da dupla de avançados e ainda de Coquelin. Bola de um lado, oportunidades do outro.

Esperava-se uma reação dos catalães na segunda parte, contudo, logo a abrir, foi a equipa de Celades a chegar ao golo de forma merecida: remate de Gómez contou com um desvio em Jordi Alba. Inevitavelmente, o Barcelona passou a arriscar mais e também a genialidade de Messi começou a aparecer (só ele rematava!).

Numa altura em que o golo do empate poderia estar prestes a aparecer, eis que Gómez apareceu para ampliar a vantagem e recolocar o Valência CF em zona europeia.

A FIGURA

Fonte: Valencia CF

Maxi Gómez – Não se pode dizer que o jogo tenha começado da melhor forma para o uruguaio (com o penálti defendido por ter Stegen), contudo o avançado de 23 anos não só foi o autor dos dois remates que deram o triunfo ao Valência, como ainda deu mais dores de cabeça ao guardião adversário. Já vão nove no campeonato espanhol…

 

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Barcelona

Primeira parte do FC Barcelona – É certo que foi na segunda parte que o Barcelona sofreu dois golos, mas os primeiros 45 minutos revelaram ser nulos no capítulo ofensivo, sem oportunidades flagrantes (apenas um remate de Messi de livre direto). Além das dificuldades evidentes em chegar à área contrária, a formação de Setién apoderou-se da bola, mas chegou mesmo a sofrer nos momentos em que se encontrava sem ela, de tal modo que o Valência dispôs de várias ocasiões para marcar, todas elas negadas pelo guardião alemão.

 

ANÁLISE TÁTICA – VALÊNCIA CF

A equipa de Celades apresentou-se no habitual 4-4-2. Face à ausência de Parejo (expulso na derrota diante do Mallorca por 4-1), Kondogbia foi chamado ao “onze”. O Valência defendeu de forma compacta, tentando sempre roubar a bola com uma excelente pressão ofensiva ao portador da bola, algo que também revelou algumas fragilidades nas transições do adversário. Apesar de os golos só terem aparecido no segundo tempo, destaque para a excelente primeira parte do Valência, com muito critério nas saídas para o ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Doménech (7)

Gayà (6)

Gabriel Paulista (7)

Garay (7)

Wass (6)

Soler (7)

Kondogbia (7)

Coquelin (7)

Ferrán Torres (6)

Maximiliano Gómez (8)

Kévin Gameiro (6)

SUBS UTILIZADOS

Rodrigo (5)

Jaume Costa (5)

Sobrino (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Taticamente falando, eis que surge um novo Barça. À semelhança dos dois jogos anteriores, a formação de Quique Setién apostou num 3-1-4-2 a sair a jogar, que rapidamente se transformava num 4-3-3 nos processos defensivos. Apesar de o indicador de posse de bola ter-se mantindo sempre elevado, o Barcelona sentiu algumas dificuldades em chegar à baliza contrária, nomeadamente no primeiro tempo. Na segunda parte houve melhorias nesse capítulo, mas o adversário acabou por chegar aos golos da vantagem com a eficácia que não teve no primeiro tempo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ter Stegen (7)

Umtiti (6)

Piqué (5)

Sergi Roberto (6)

Frenkie de Jong (6)

Sergio Busquets (6)

Jordi Alba (6)

Arthur (5)

Ansu Fati (6)

Messi (7)

Griezmann (5)

SUBS UTILIZADOS

Vidal (6)

Rakitic (-)

Collado (-)

 

Foto de Capa: Valência CF

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Miguel Simões
Miguel Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Já com uma licenciatura em Comunicação Social na bagagem, o Miguel é aluno do mestrado em Jornalismo e Comunicação, na Universidade de Coimbra. Apaixonado por futebol desde tenra idade, procura conciliar o melhor dos dois mundos: a escrita e o desporto.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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