Valencia CF 1-1 FC Barcelona: Mina no caminho do líder

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Era o primeiro jogo no Mestalla desde que Nuno Espírito Santo deixou de ser o treinador do Valência e, por isso, os 55.000 adeptos puderam deixar de lado os cânticos que pediam a saída do português e focar-se apenas em apoiar a sua equipa. De resto, era isso que anunciava a faixa exibida pela claque ché antes da partida: Unidos como sempre, desde 1919 ao vosso lado.

Sabia-se que todo o apoio era pouco para tentar travar um Barcelona que tem vindo a atropelar todas as equipas com que se tem cruzado ultimamente e que se apresentava com o seu onze de gala frente a um Valência com muitas ausências por lesão e por castigo. O cenário era particularmente preocupante na lateral direita, onde as ausências do castigado João Cancelo e do lesionado Barragán levaram a que Rúben Vezo fosse adaptado ao lugar para enfrentar um Neymar que, jogo após jogo, vai demonstrando a justiça da sua eleição para o top 3 da Bola de Ouro.

Gary Neville, o homem escolhido para suceder a Nuno como treinador, assistia ao jogo da bancada e, tendo sido lateral direito, terá dado graças a Deus por se ter retirado antes que Neymar lhe aparecesse pela frente. É que, lá em baixo, Vezo maldizia a sua sorte a cada vez que via Neymar arrancar e ir-se embora com a maior das facilidades, algo que aconteceu muitas vezes, sobretudo na primeira parte. Só nesse período, os catalães tiveram uma mão cheia de oportunidades, quase sempre pelo lado esquerdo do seu ataque, mas iam pecando na finalização. Curiosamente, o golo de Suárez surgiu já no segundo tempo, numa altura em que o Barcelona nem parecia tão perigoso (se é que isso é possível quando Messi, Suárez e Neymar estão em campo). Suárez tabelou com Messi e acabou por fazer o golo partindo em posição de fora de jogo.

Santi Mina festeja o golo marcado ao Barcelona  Fonte: Valencia CF
Santi Mina festeja o golo marcado ao Barcelona
Fonte: Valencia CF

Apesar das várias oportunidades que o Barcelona criou, o Valência ia deixando uma boa imagem. Naturalmente moralizados pela chegada de um novo treinador, os valencianos mostravam-se unidos, conseguindo pressionar o Barça nalguns momentos e tentando algumas saídas rápidas, ainda que sem criar ocasiões de golo. Foi só a cinco minutos do fim que Paco Alcácer recebeu um passe longo, segurou e deixou para Santi Mina rematar sem hipóteses para Claudio Bravo, recompensando o esforço de toda a equipa e penalizando a falta de pontaria culé.

Os últimos cinco minutos foram emocionantes, com lances de perigo nas duas balizas, mas o resultado já não sofreria alterações até ao apito final, altura em que foi possível ver Gary Neville, lá na tribuna, a levantar-se para aplaudir os seus jogadores, gesto repetido por todos os adeptos presentes no Mestalla. Unidos como sempre, dizia a faixa mostrada no início da partida. Não sei se será bem assim. Sei que, unidos como neste jogo, o Valência tem condições para melhorar bastante a sua atual posição no campeonato.

P.S. – Enquanto os jogadores do Valência eram aplaudidos pelos adeptos, os do Barcelona saíam de forma rápida e inglória. Nem aí Rúben Vezo conseguiu parar Neymar.

 

A Figura:

Atitude do Valência – A atravessar uma fase difícil e com muitas baixas, deixaram uma imagem bastante diferente da dos últimos jogos, fazendo por merecer a felicidade que chegaria perto do final.

O Fora-de-Jogo:

Desperdício do Barcelona – Concretizando metade das ocasiões claras que criaram, os catalães teriam vencido confortavelmente. Assim, deixaram dois pontos no Mestalla.

Foto de Capa: Valência CF

 

Eduardo Botelho
Eduardo Botelhohttp://www.bolanarede.pt
Se os passes de letra existissem literalmente, o Eduardo talvez tivesse dado jogador de futebol. Assim, limita-se às reviengas literárias. A viver em Barcelona, tem vista privilegiada para a melhor liga do mundo.                                                                                                                                                 O Eduardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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