FH Hafnarfjordur 1–2 SC Braga: Golos fora dão vantagem segura para a fase de grupos

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Cabeçalho Futebol NacionalFoi melhor o resultado do que a exibição, mas o certo é que, apesar de a vantagem curta em termos numéricos, o Sporting Clube de Braga deu hoje um passo importante rumo à fase de grupos da Liga Europa, vencendo por 2-1 no campo do FH Hafnarfjordur, na Islândia. Os dois golos marcados como visitante são, de resto, a parte mais positiva (talvez a única) que a equipa portuguesa traz do território nórdico, dado que passou por alguns sustos perante tão modesto adversário.

A partida até começou como esperado: o SC Braga tomou a iniciativa e tornou-se dono da bola, evidenciando desde cedo as diferenças entre a capacidade dos dois emblemas. Instalada no meio-campo do FH, a equipa portuguesa criou as primeiras oportunidades do encontro: primeiro foi Xadas, um dos melhores em campo, a atirar para as mãos do guardião dos islandeses; depois foi Jefferson, a acertar com estrondo na trave da baliza adversária, através de um livre direto; e por fim foi Ricardo Horta, de pólvora seca, a rematar para defesa fácil de Nielsen.

Tudo parecia estar a seguir o rumo normal dos acontecimentos, mas a partir daqui o sentido do jogo alterou-se drasticamente: o Hafnarfjordur – que até aí só tinha assustado num canto, num quase auto-golo de Esgaio – começou a crescer, aproveitando uma fase do jogo em que o Braga recuperava da intensidade imposta no início da partida. Primeiro Crawford e depois Gudnasson, montavam o cenário para o momento seguinte: Lennon conduziu o ataque pela direita, virou o flanco num passe longo para Bjornsson e o islandês, aproveitando a descida lenta de Esgaio, variou para o meio, marcando um golo de belo efeito à entrada da área. Vantagem para a equipa da casa ao intervalo.

Paulinho fez o golo do empate, abrindo caminho à reviravolta. Fonte: SC Braga
Paulinho fez o golo do empate, abrindo caminho à reviravolta.
Fonte: SC Braga

Dado o rumo dos acontecimentos do primeiro-tempo, era com alguma imprevisibilidade que se esperava pela segunda parte, mas aí regressou tudo à normalidade. O Braga pegou no jogo e acelerou o ritmo, expondo as fragilidades do adversário. Os remates de Ricardo Horta e de Hassan deixaram no ar o cheiro a golo português, que acabou por aparecer mesmo, numa mão cheia de minutos depois: Paulinho, chegado do Gil Vicente, empatava o marcador com um trabalho individual fantástico. Levou tudo à frente pela direita e rematou cruzado, quase sem ângulo, para a baliza de Nielsen.

O FH não reagiu ao golo bracarense, e os “Guerreiros” aproveitaram. Stojiljković, que havia entrado há apenas 19 minutos por lesão na cabeça de Hassan, recebe um passe de morte de Fransérgio, concluindo o contra-ataque com um remate cruzado que só parou no fundo das redes do Hafnarfjordur. 2-1 para o SC Braga.

O que restou do jogo foi comandado pelo cérebro dos portugueses e o coração dos islandeses: o Braga baixou as linhas, o FH agradeceu e reforçou o ataque, mas o guarda-redes Mateus não permitiu o golo do empate a Steven Lennon.

O Sporting de Braga traz então uma boa vantagem para Portugal, obrigando o FH a ganhar 2-0 para anular a vantagem portuguesa, missão muito complicada para os islandeses e bastante acessível para os minhotos. Valeu a boa segunda parte dos bracarenses, que expôs as fragilidades da equipa da casa quando se acelerava o ritmo de jogo. A segunda mão está marcada para dia 24, às 19h45, no Municipal de Braga.

André Maia
André Maiahttp://www.bolanarede.pt
Durante os seus primeiros seis anos de vida, o André não ligava a futebol. Até que no dia 24 de junho de 2004, quando viu o Ricardo a defender um penálti sem luvas, se apaixonou pelo jogo. Amante da história de futebol e sempre com factos na ponta da língua, tem Cristiano Ronaldo e Rui Patrício como os seus maiores ídolos.                                                                                                                                                 O André escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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