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FH Hafnarfjordur 1–2 SC Braga: Golos fora dão vantagem segura para a fase de grupos

André Maia · 3 min

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Cabeçalho Futebol NacionalFoi melhor o resultado do que a exibição, mas o certo é que, apesar de a vantagem curta em termos numéricos, o Sporting Clube de Braga deu hoje um passo importante rumo à fase de grupos da Liga Europa, vencendo por 2-1 no campo do FH Hafnarfjordur, na Islândia. Os dois golos marcados como visitante são, de resto, a parte mais positiva (talvez a única) que a equipa portuguesa traz do território nórdico, dado que passou por alguns sustos perante tão modesto adversário.

A partida até começou como esperado: o SC Braga tomou a iniciativa e tornou-se dono da bola, evidenciando desde cedo as diferenças entre a capacidade dos dois emblemas. Instalada no meio-campo do FH, a equipa portuguesa criou as primeiras oportunidades do encontro: primeiro foi Xadas, um dos melhores em campo, a atirar para as mãos do guardião dos islandeses; depois foi Jefferson, a acertar com estrondo na trave da baliza adversária, através de um livre direto; e por fim foi Ricardo Horta, de pólvora seca, a rematar para defesa fácil de Nielsen.

Tudo parecia estar a seguir o rumo normal dos acontecimentos, mas a partir daqui o sentido do jogo alterou-se drasticamente: o Hafnarfjordur – que até aí só tinha assustado num canto, num quase auto-golo de Esgaio – começou a crescer, aproveitando uma fase do jogo em que o Braga recuperava da intensidade imposta no início da partida. Primeiro Crawford e depois Gudnasson, montavam o cenário para o momento seguinte: Lennon conduziu o ataque pela direita, virou o flanco num passe longo para Bjornsson e o islandês, aproveitando a descida lenta de Esgaio, variou para o meio, marcando um golo de belo efeito à entrada da área. Vantagem para a equipa da casa ao intervalo.

Paulinho fez o golo do empate, abrindo caminho à reviravolta. Fonte: SC Braga
Paulinho fez o golo do empate, abrindo caminho à reviravolta.
Fonte: SC Braga

Dado o rumo dos acontecimentos do primeiro-tempo, era com alguma imprevisibilidade que se esperava pela segunda parte, mas aí regressou tudo à normalidade. O Braga pegou no jogo e acelerou o ritmo, expondo as fragilidades do adversário. Os remates de Ricardo Horta e de Hassan deixaram no ar o cheiro a golo português, que acabou por aparecer mesmo, numa mão cheia de minutos depois: Paulinho, chegado do Gil Vicente, empatava o marcador com um trabalho individual fantástico. Levou tudo à frente pela direita e rematou cruzado, quase sem ângulo, para a baliza de Nielsen.

O FH não reagiu ao golo bracarense, e os “Guerreiros” aproveitaram. Stojiljković, que havia entrado há apenas 19 minutos por lesão na cabeça de Hassan, recebe um passe de morte de Fransérgio, concluindo o contra-ataque com um remate cruzado que só parou no fundo das redes do Hafnarfjordur. 2-1 para o SC Braga.

O que restou do jogo foi comandado pelo cérebro dos portugueses e o coração dos islandeses: o Braga baixou as linhas, o FH agradeceu e reforçou o ataque, mas o guarda-redes Mateus não permitiu o golo do empate a Steven Lennon.

O Sporting de Braga traz então uma boa vantagem para Portugal, obrigando o FH a ganhar 2-0 para anular a vantagem portuguesa, missão muito complicada para os islandeses e bastante acessível para os minhotos. Valeu a boa segunda parte dos bracarenses, que expôs as fragilidades da equipa da casa quando se acelerava o ritmo de jogo. A segunda mão está marcada para dia 24, às 19h45, no Municipal de Braga.

A FIGURA:

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

Xadas – Está a mostrar que pode ser uma das revelações da nova temporada. Sempre ativo no jogo, de bola no pé e com iniciativa ofensiva, o número 10 bracarense foi o jogador mais dinâmico da armada portuguesa no primeiro tempo, tendo sido o jogador mais importante na construção de jogo do SC Braga, sempre apoiado pela contenção de Fransérgio atrás de si. Um jogador para ter debaixo de olho.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: SC Braga

Falta de intensidade do SC Braga – Jogos menos felizes podem acontecer, mas apesar do resultado ser bom em termos de eliminatória – devido aos golos fora –, fica na retina a falta de intensidade da equipa minhota, que parecia não querer acelerar em certos momentos da partida. Quando a equipa portuguesa aumentava a velocidade ficava bem patente a fragilidade do adversário islandês, bem mais modesto que o SC Braga. À semelhança do Sporting, mais uma equipa portuguesa que passa com sinal positivo, mas curto, dado o adversário mais fraco teoricamente.

Foto de Capa: SC Braga

André Maia

Redação Bola na Rede · ver artigos