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FK Dínamo Kiev 3-1 CS Marítimo: Prevaleceu a lei do mais forte

Vasco Moreira · 3 min

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Cabeçalho Futebol NacionalApós as poupanças para o campeonato, Daniel Ramos decidiu fazer apenas uma alteração em relação à 1ª mão, com a entrada de Gildo para o lugar de Piqueti, também fruto da boa exibição do extremo frente ao Boavista.

Logo aos 3’ Charles foi obrigado a uma saída corajosa, ainda que pouco ortodoxa, com uma palmada que deixou a bola à mercê de Mbokani, que por pouco não inaugurou o marcador. Depois deste lance o Marítimo conseguiu acalmar o jogo e apenas aos 18’ o Dínamo voltou a incomodar com um remate fraco de Yarmolenko. Ebér Bessa caía mais na esquerda para impedir a construção dos ucranianos por esse lado e atrasar ao máximo a chegada da bola ao extremo direito e estrela da equipa.

Aos 22’ Mbokani descobre Yarmolenko dentro da grande área com um excelente passe e este rematou de primeira para o fundo das redes, felizmente para os portugueses o lance seria invalidado por fora-de-jogo. Aos 28’ nova ameaça, novamente Mbokani, desta feita a rematar à entrada da pequena área, mas Charles consegue uma parada incrível, numa bola que ainda sofreu um desvio em Pablo.

A equipa da casa ia crescendo e continuava à procura do físico do seu avançado e perto da meia-hora, depois de mais um desse cruzamentos, Zainadine tem um corte defeituoso que isola Garmash e este marcou o primeiro da partida. Apenas três minutos depois Morozyuk – que já tinha sido o autor de cruzamento que deu origem ao 1-0 – aumentou a vantagem através de um livre direto cheio de efeito em que o guardião do Marítimo não pareceu muito bem posicionado.

Ao intervalo entraram Jean Cléber e Ibson, para os lugares de Éber Bessa e Gildo. O Marítimo procurava agora pressionar mais alto, ainda assim o primeiro lance de perigo foi do adversário com um remate às malhas laterais.

Morozyuk eram o homem das bolas paradas e aos 50’ marcou mais um livre direitinho para Mbokani, valeu nova boa intervenção de Charles. Na resposta Luís Martins rematou muito por cima, na execução de um livre direto e depois foi Ibson a rematar para defesa fácil de Maxim Koval. Ibson entrou bem e voltou a ensaiar o remate alguns minutos depois, este bem mais perigoso.

Yarmolenko decidiu aparecer aos 60’, altura em que bailou sobre Ricardo Valente e centrou para o ex-Benfica Derlis fechar praticamente as contas da eliminatória com o 3-0, num excelente cabeceamento.

Só depois da hora de jogo e já com três golos de desvantagem os madeirenses conseguiram um verdadeiro lance de perigo, num remate de Everton à barra. Era o aviso para o golo que apareceu logo de seguida (67’), através de Sen que correspondeu da melhor forma a um livre de Luís Martins. Marcou, mas nem teve tempo para festejar, tendo sido logo substituído por Lundberg, numa tentativa de Daniel Ramos de aumentar a presença ofensiva da sua equipa.

Ibson voltou a fazer das dele aos 78’, depois de uma boa recuperação de Bebeto, cruzou atrasado para Everton que esteve perto de voltar a reduzir. Nesta altura pareciam também vários problemas físicos no emblema nacional. A frescura física dos ucranianos fazia-se notar e Mbokani a ter mais um bom remate, mas Charles a voltar a ganhar o duelo.

O Marítimo entrou bem, conseguiu afastar o perigo e defender bem durante os primeiros minutos, mas o erro de Zainadine e o livre logo de seguida deitaram tudo a perder. Acabou por vencer o mais forte, com toda a justiça, para a história fica o empate nos barreiros perante uma equipa com um orçamento e individualidade de um nível completamente diferente dos madeirenses, que deixaram uma boa imagem.

Foto de Capa: FK Dínamo Kiev

A FIGURA

Fonte: FK Dínamo Kiev
Fonte: FK Dínamo Kiev

Morozyuk – O homem dos livres esteve nos dois primeiros golos e foi, portanto, decisivo para o desfecho do encontro. Morozyuk realizou ainda uma exibição competente do lado defensivo. Mbokani também merece uma nota pelas muitas dificuldades que causou com o seu físico imponente.

O FORA DE JOGO

Fonte: CS Marítimo
Fonte: CS Marítimo

Zainadine – Começou o jogo a ser assistido duas vezes e nem realizou uma exibição assim tão fraca, mas deitou tudo a perder com a sua péssima intervenção ao cruzamento de Morozyuk. O lance infeliz do moçambicano acabou por ser decisivo, principalmente por acontecer numa altura em que o Marítimo estava a defender bem e a conseguir manter o Dínamo afastado da sua área.

Vasco Moreira

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