SC Braga 3-1 Konyaspor: A frieza de um guerreiro numa noite escaldante

- Advertisement -

Cabeçalho Futebol Nacional

Desta vez não havia desculpas. Poderia, eventualmente , falar-se na defesa com o eixo desfalcado, mas o adversário apresentava-se com o mesmo problema e ainda por cima não tem, nem de perto de longe, a qualidade técnica dos bracarenses nem é mais inteligente do ponto de vista táctico. O jogo disputava-se em Portugal, pelo que não se colocava a questão de “ambientes infernais” a favor do adversário. Só no querer, na raça e na entrega os bracarenses podiam ser batidos, pelo que era obrigatório ganhar. Não só pela procura de uma situação favorável tendo em vista a qualificação para os dezasseiavos-de-final da Liga Europa, mas também pela honra e pelo prestígio que o nome Sporting Clube de Braga já acarreta.

Os adeptos, desagradados com os resultados menos conseguidos nas competições europeias, exigiam-no. Entendia-se a falta paciência e, claro está, os assobios com que a equipa foi brindada quando, à passagem do minuto 29, Rangelov inaugurou o marcador depois de aproveitar uma abordagem menos feliz de Rosic. O pior não foi o golo, o pior foi a atitude até aí demonstrada. Mas essa foi prontamente corrigida, com oportunidades em catadupa para os bracarenses. Hassan e Rui Fonte avisaram, Velasquez, num golpe fulminante de cabeça patrocinado pela soberana execução de um pontapé de canto batido por Wilson Eduardo, concretizou.

Estava devolvida a igualdade ao jogo, com a diferença do Braga mostrar-se mais animado. Hassan voltou a falhar o alvo, servido por Baiano, como que culminando o domínio até aí exercido por uma dinâmica ofensiva muito interessante, ‘patrocinada’ pelo bom envolvimento dos laterais e pelas movimentações das duas referências ofensivas dos bracarenses. Entusiasmavam-se os jogadores e as bancadas. Mas apenas de forma momentânea, pois foi logo travado pela expulsão (exagerada) de Mauro, que viu um segundo cartão amarelo ao impedir a progressão de um adversário … no meio-campo turco.

Pensou-se no pior, mas um erro adversário devolveu a esperança. Já nos descontos da primeira parte, um atraso para o guarda-redes trouxe justiça ao jogo. Na cobrança, Ricardo Horta tocou para Wilson Eduardo, e o português atirou em arco para o fundo das redes num golo de belo efeito que devolveu a alegria às hostes arsenalistas, encerrando, da melhor maneira, os primeiros 45 minutos.

Para a segunda parte, Kocaman, treinador dos turcos, apostou as fichas todas na demanda pelo golo. tirou Turan e Hadziahmetovic, e colocou Camdali e Sahiner, dotando o ataque de mais soluções, tentando explorar a vantagem numérica. Foi racional. Os seus jogadores é que não. Entraram na segunda parte com demasiada paixão e agressividade, o que se traduziu num jogo sem ideias, anulado pela organização bracarense… e numa expulsão. Skubic, depois de falta dura sobre Vukcekic, viu o segundo amarelo, tirando a vantagem numérica à sua equipa e a emoção ao jogo, que entrou num marasmo a partir daí.

O Braga soube defender-se, com Vukcevic e Pedro Tiba (substituiu o sacrificado Rui Fonte após a expulsão de Mauro) em excelente consonância no miolo e os alas Wilson Eduardo e Ricardo Horta a fazer trabalho defensivo exímio, conseguindo, até, criar algum perigo – Pedro Santos, a 10 minutos do fim, quase ampliava a vantagem. Reagiu o Konyaspor, mas com demasiado coração e pouca cabeça. Novamente.

Esse desnorte turco seria aproveitado para, já depois da hora, Ricardo Horta aproveitar a subida do guarda-redes num canto a favor do Konyaspor e percorrer o meio-campo adversário até fazer o 3-1 final.

O Braga soube aliar a tal crença e garra necessárias à frieza necessária para virar um jogo que teve tudo para correr mal, mas logo foi emendado quando as circunstâncias eram mais adversas. Assim são os guerreiros. Capazes de operar gloriosas reviravoltas. Na batalha (0-1 para 2-1 depois de se ver com menos homem) e na guerra (com esta vitória, ultrapassou o Gent e está agora numa posição mais favorável rumo ao apuramento).

Fonte da foto de capa: SC Braga

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Jogo das Estrelas: Amigos de Ronaldinho e Deco empatam 9-9 em espetáculo no Restelo

O Restelo recebeu um jogo de exibição entre os «Amigos de Ronaldinho» e os «Amigos de Deco», que terminou empatado 9-9.

Andreia Jacinto despede-se da Real Sociedad após quatro épocas

Andreia Jacinto vai deixar a Real Sociedad ao fim de quatro épocas, e encerra um ciclo em que somou 124 jogos pelo clube basco.

Jogo das Estrelas: Internacional português presente no Estádio do Restelo

Rafael Leão está em Lisboa para assistir ao “Jogo das Estrelas”. Duelo solidário decorre esta sexta-feira no Estádio do Restelo.

Diretora desportiva do Estoril Praia aborda futuro de Ian Cathro: «Ele tem contrato, mas no Estoril até as cadeiras estão à venda»

Helena Costa, diretora-desportiva do Estoril Praia, abordou o futuro de Ian Cahtro no comando técnico do clube canarinho.

PUB

Mais Artigos Populares

Nice goleia Saint-Étienne por 4-1 e garante permanência na Ligue 1

O Nice garantiu esta sexta-feira a permanência na Ligue 1 ao golear o Saint-Étienne por 4-1 no play-off decisivo de manutenção.

Iraque vence particular de preparação, enquanto Bósnia e Herzegovina e África do Sul não saem do nulo

O Iraque venceu a Andorra por 1-0, enquanto África do Sul e Nicarágua, e ainda Bósnia e Macedónia do Norte empataram sem golos.

Duas boas notícias para o Arsenal de Mikel Arteta antes da final da Champions League

Jurrien Timber e Noni Madueke estão aptos e podem ser opção para Mikel Arteta na final da Champions League frente ao PSG.