AS Mónaco 5-1 LOSC Lille: Nova vida para Leonardo Jardim

- Advertisement -

A CRÓNICA: UMA GOLEADA DE MÃO CHEIA

Em França dizia-se que este poderia ser o último jogo de Leonardo Jardim ao serviço do AS Mónaco. Só um triunfo claro e autoritário poderia manter o técnico português no posto… E eis que tal aconteceu! Naquela que foi, provavelmente, a melhor exibição da temporada, o AS Mónaco revelou uma capacidade pouco vista nesta temporada de reagir às adversidades do encontro, soube gerir todos os momentos de jogo e aproveitou todas os erros individuais e coletivos concedidos pela defensiva adversária. Uma equipa solta e confiante perante um LOSC Lille sem ideias e limitado pela saída prematura de Jonathan Ikoné do encontro. Foi o melhor jogo do AS Mónaco nesta temporada e Leonardo Jardim respira fundo no banco de suplentes. Numa altura em que se falava com maior frequência no nome de Laurent Blanc para o comando da equipa francesa, tudo acabou por correr bem e a equipa do Principado pode ter ganho aqui margem de manobra para manter a perseguição do top3 da Ligue 1.

A FIGURA

Ben Yedder é o melhor marcador da Ligue 1
Fonte: AS Mónaco

Wissam Ben Yedder – Sem a habitual companhia de Islam Slimani, o avançado francês pareceu muito confortável como único elemento  na frente de ataque do AS Mónaco. Forte na leitura dos vários momentos de jogo, soube recuar quando era preciso e conseguiu quase sempre segurar a bola em contextos mais complicados. As boas exibições de Gelson Martins, Keita Baldé e Golovin ajudaram também a que Ben Yedder pudesse assumir o estatuto de jogador-estrela neste encontro.

O FORA DE JOGO

Fonte: LOSC Lille

Christophe Galtier – É claro que não é capaz de controlar todos os infortúnios do jogo – nomeadamente as lesões de Ikoné e Yazici -, mas, ao contrário do jogo a meio da semana frente a este mesmo AS Mónaco (vitória do LOSC Lille por 3-0), esteve muito infeliz na abordagem ao encontro. Lançou Loic Rémy demasiado tarde na partida e tira Renato Sanches do jogo, numa altura em que o médio português estava a ser o melhor da equipa do LOSC Lille e aquele que mais procurava encontrar um rumo e criar novas linhas de passe para a turma visitante.

ANÁLISE TÁTICA – AS MÓNACO

A maior surpresa neste AS Mónaco foi mesmo a alteração tática implementada por Leonardo Jardim. Ao deixar Islam Slimani no banco de suplentes, o técnico português optou por montar a sua equipa num 5-2-3, com Rúben Aguilar e Gil Martins a darem profundidade nas laterais, Bakayoko e Golovin como únicos elementos no meio-campo e Gelson e Baldé no apoio a Ben Yedder, na frente de ataque. Todas as alterações acabaram por ter o sucesso desejado, já que quase todos os jogadores pareceram sentir-se confortáveis neste estilo de jogo. O AS Mónaco foi competente, ainda que tenham existido alguns espaços que poderiam ter sido melhor explorados nas costas da linha defensiva de três elementos, composta por Glik, Maripán e Jemerson. Janeiro pode ser a altura ideial para Leonardo Jardim reforçar este setor do terreno…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Lecomte (7)
Jemerson (6)
Glik (7)
Maripán (6)
Rubén Aguilar (8)
Gil Dias (7)
Bakayoko (7)
Golovin (8)
Gelson Martins (8)
Keita Baldé (8)
Ben Yedder (8)

SUBS UTILIZADOS
Jean-Kévin Augustin (6)
Adrien Silva (-)
Islam Slimani (-)

ANÁLISE TÁTICA – LOSC LILLE

A formação comandada por Christophe Galtier não registou mudanças assinaláveis na sua forma de jogar. Alinhou no já habitual esquema de 4-2-3-1, com André e Soumaré no meio-campo, Ikoné como criativo e mais solto de tarefas defensivas, nas costas de Victor Osimhen, e Renato Sanches e Jonathan Bamba nas faixas a darem largura ao ataque do LOSC Lille. A equipa visitante acabou por ter apenas dois momentos mais positivos em todo o encontro e foram ambos no início das duas partes do encontro. Na primeira-parte, o melhor momento do LOSC Lille deu em golo (Osimhen aos 13′), na segunda-parte, o desfecho já não foi o mesmo, ainda que a equipa de Galtier tenha entrado pressionante em busca do golo do empate.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mike Maignan (5)
Zeki Celik (7)
José Fonte (5)
Gabriel Magalhães (6)
Bradaric (6)
Benjamin André (5)
Soumaré (5)
Jonathan Ikoné (7)
Renato Sanches (7)
Jonathan Bamba (6)
Victor Osimhen (7)

SUBS UTILIZADOS
Yusuf Yazici (5)
Loic Rémy (5)
Luiz Araújo (5)

Foto de Capa: AS Mónaco

Mário Cagica Oliveira
Mário Cagica Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
O Mário é o fundador e diretor-geral do Bola na Rede. É também comentador de Desporto na DAZN, SIC e Rádio Observador e professor universitário.

Subscreve!

Artigos Populares

Adana Demirspor afunda-se na Turquia e termina época com -54 pontos e 169 golos sofridos: eis o porquê

Clube turco acaba com um registo profundamente negativo que reflete uma época marcada por castigos e fragilidades competitivas.

Diogo Dalot após a vitória frente ao Liverpool: «Muito feliz pela qualificação para a Champions League»

Em declarações à sua assessoria de imprensa, Diogo Dalot refletiu sobre o triunfo do Manchester United diante do Liverpool.

Jaime Faria perde final do Challenger de Mauthausen após reviravolta

Jaime Faria saiu derrotado este domingo na final do Challenger de Mauthausen, na Áustria, depois de um duelo frente a Roman Safiullin.

Thun faz história e conquista o primeiro título na Suíça ao regressar à elite

O Thun sagrou-se campeão da Suíça pela primeira vez na sua história, num feito alcançado na época de regresso à primeira divisão.

PUB

Mais Artigos Populares

Começo demolidor acaba em desilusão | Famalicão 2-2 Benfica

O fulgor inicial do Benfica foi diluído numa saída de cabeça baixa, com um resultado que não só sabe a pouco, como abre portas a uma luta acesa com o Sporting por um lugar na Champions League.

Gil Vicente empata a zeros contra o Rio Ave e não aproveita tropeço do Famalicão na luta pelo 5º lugar

Não houve golos no empate entre o Rio Ave e o Gil Vicente. Gilistas não conseguiram apanhar o Famalicão na tabela.

Consagração sem travão na Luz | Benfica 3-1 Sporting

O Benfica entrou em campo com o Hexacampeonato já garantido. Não haverá, no final da época, assim tantas exibições memoráveis em que uma equipa com o título no bolso decida não puxar o 'travão de mão'.