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Eu não gostava de me chamar Mauricio Pochettino

Redação BnR · 2 min

Ricardo Rampazzo - Tribuna Vip

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TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Ponto assente. Nada contra o nome em si. Apesar de não gostar muito de Mauricio. Pochettino até dá uma certa pinta. O que eu não gostava mesmo de ser era Mauricio Pochettino, a pessoa. O treinador do PSG. O treinador da equipa que, se perder um único jogo que seja, será trucidado.

Que bom que é para o espetador, para quem gosta de futebol espetáculo, que Messi se tenha transferido para o PSG. Vá lá, é como vermos um jogo de All-star todas as semanas. Ou melhor, duas vezes por semana.

No entanto, dá sempre a ideia de que foi feita alguma batota. Não falo de irregularidades financeiras ou jogos de bastidores. Mas sim de batota porque o PSG tem, neste momento, demasiados bons jogadores. Como quando éramos miúdos e fazíamos batota no FM (mais alguém se lembra disto?).

A probabilidade de o PSG ganhar tudo este ano é grande. Mas a probabilidade de falhar em qualquer competição que seja também existe. No campeonato é difícil (muito complicado o Lille OSC conseguir repetir o feito do ano passado).

A Taça de França e a Taça da Liga Francesa também me parecem, no mínimo, acessíveis (parece brincadeira). Mas a Champions, é sempre difícil. Existe o FC Bayern, existe Guardiola, existe Ronaldo. E que prazer daria a todos estes conseguirem derrotar este super PSG. De qualquer forma, os parisienses serão sempre favoritos.

Ou seja, se vencer, vénias para Messi, Neymar, Mbappé, Sérgio Ramos, Donnarumma, Di María (lateral esquerdo? Brincadeira). Pochettino apenas fez “os mínimos”.

E se perder? Pochettino terá de levar com as culpas, porque não me parece que todos caiam em cima de Messi, Neymar e companhia. Por isso mesmo, eu não gostava de me chamar Mauricio Pochettino. E repito. Nada contra o nome em si.

Artigo de opinião de Ricardo Rampazzo,
narrador ELEVEN

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