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Quatro anos de Klopp

Economia do Golo · 3 min

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Faz hoje quatro anos.

A 8 de Outubro de 2015, o Liverpool confirmou Jürgen Norbert Klopp como o seu treinador principal. Devido a mau um começo de época, a administração do Liverpool decidiu dispensar os serviços de Brendan Rodgers. Estavamos na oitava jornada e o clube no oitavo lugar. Além disso, o Liverpool aparentava não ter rumo. A luta pelo título um ano antes foi apenas uma excepção. O máximo título inglês foge desde 1990, desde então raríssimas vezes esteve na discussão pelo primeiro lugar e o domínio na Europa do final da década de 70 e do início da década de 80, era apenas uma bela e longínqua recordação.

Klopp era o escolhido. Um bom treinador, muito carismático e com personalidade forte e vincada. Mas será o seu “know how” suficiente para acordar o gigante do Mersey? O caminho faz-se caminhando e a primeira época trouxe alguns bons sinais. Final da Taça da Liga e da Liga Europa atingidas, mas de ambas ficou apenas o sabor amargo da derrota.

No entanto, os sinais eram positivos e urgia preparar o futuro, com contratações acertadas. No defeso da época 2016/2017 foram contratados, entre outros, Sadio Mané, Wijnaldum e Joel Matip. A temporada acabou por ser relativamente bem sucedida com a qualificação para a Champions League. Com a época terminada era o momento de contratar cirurgicamente para 2017/2018. Mo Salah e Oxlade- Chamberlain foram as contratações mais sonantes, a quem se juntou um tal de Andrew Robertson do Hull City por 9 milhões de euros. Afinal, quem contrata um defesa esquerdo a uma equipa que acaba de ser despromovida?

Salah e Mané são os principais goleadores do Liverpool de Klopp
Fonte: Liverpool FC

Para o tão necessitado eixo defensivo não chegou ninguém. Foi preciso esperar até Janeiro para que Virgil van Dijk chegasse a Anfield, com o rótulo de defesa mais caro da história. Nesse mesmo defeso Philippe Coutinho rumou a Camp Nou por uma verba a rondar os 145 milhões de euros. A época acabou em lágrimas. Uma dolorosa derrota na final da Champions League e o quarto lugar na Premier League ditaram mais uma época sem títulos para o Liverpool. Mas Klopp não desistiu. Acreditando que estava no rumo certo, continuou a sua estrada.

Para 2018/2019 voltou a ir ao mercado, a gastar dinheiro e a reforçar-se bem, nomeadamente a baliza com a contratação milionária de Alisson Becker à AS Roma, por 62 milhões de euros. O investimento forte do Liverpool já causava desconforto nos rivais, nomeadamente em José Mourinho que não se coibiu de criticar o rival, mas certamente já esquecido no que tinha gasto em Pogba, Lukaku, Matic, Fred, Lindelof ou Eric Bailly.

O método e filosofia de Klopp levaram o Liverpool a uma temporada extraordinária. Vitória na Liga dos Campeões e o segundo lugar na Premier League com uns inacreditáveis 97 pontos, menos um que o campeão Manchester City. Seguro da qualidade dos seus jogadores, Klopp contratou apenas o guarda redes Adrian para esta temporada, a custo zero. E para já, há apenas motivos para sorrir devido à liderança no campeonato, com 8 pontos de avanço sobre o Manchester City.

O caminho até ao final ainda é muito longo, mas os sinais são positivos. Quatro anos depois Klopp pode estar orgulhoso do seu trabalho. Contratou bem, com critério, desenvolveu muito bem as suas ideias e o seu modelo de jogo. A sua filosofia é positiva e muito atractiva, o Liverpool joga um excelente futebol e, hoje em dia, é uma equipa na verdadeira acepção da palavra.

Artigo de opinião de Miguel Batista

Foto de Capa: Liverpool FC

Revisto por: Jorge Neves

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