A máquina de Conte que arrefeceu uma Premier League a escaldar

- Advertisement -

Cabeçalho Liga Inglesa

O verão – leia-se mercado de transferências – na Premier League foi quente, mas o Chelsea de Antonio Conte tratou logo de esfriar o resto da temporada. Mourinho e Guardiola chegaram a Manchester na época mais quente do ano para orientar United e City respetivamente, e secaram tudo o que estava à volta – apenas durante algum tempo. O reeditar de uma das rivalidades mais intensas dos últimos anos ofuscou a chegada de Conte aos blues, mas o italiano tratou logo de se fazer ouvir.

Depois de uma temporada que tinha ferido, e muito, o conjunto de Londres, Hazard e companhia demoraram algumas semanas a assimilar os processos do seu novo treinador, mas depois assistiu-se a um vendaval que não é comum.

Entre fins de Setembro e Dezembro a equipa somou 13 (!) vitórias consecutivas, e deixou a concorrência para trás. Assente num 1x3x4x3 – em Inglaterra foi uma tática inovadora –, Azpilicueta, Cahill e David Luiz formaram um trio defensivo dos mais fiáveis na Europa. No meio, Kanté e Matic comandaram um meio-campo que teve, a espaços, a magia de Fàbregas e que soube alimentar muito bem Hazard, Diego Costa, Pedrito e também Willian. Marcos Alonso e o renascido Moses davam a profundidade necessária a uma equipa que, a dada altura, pareceu quase imbatível.

É certo que o Chelsea não participou nas competições europeias, o que poderá ter facilitado a gestão que Conte fez dos seus pupilos, mas num ano em que os dois de Manchester tinham todas as atenções, ser campeão com esta limpeza não está ao alcance de muitos.

Abramovich estará, de certeza, satisfeito. Os adeptos, idem. Por cá, todos estarão curiosos para ver o que a máquina de Conte poderá fazer na Liga dos Campeões na próxima época. Certo é, que uma caminhada quase irrepreensível na liga mais competitiva do mundo já ninguém lhe tira.

Foto de Capa: ABC

Rafael Simões
Rafael Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Adepto de bom futebol, adora o jogo desde que se lembra de ser gente. Estudante de Comunicação Social, é capaz de passar horas a fio a devorar futebol, considerando-se um romântico do desporto rei. Recusa-se a discutir arbitragens e simpatiza com o Liverpool, muito por culpa da lenda do clube, Steven Gerrard. Espera um dia ser jornalista desportivo e olha para o futebol como uma arte que embeleza a vida.                                                                                                                                                 O Rafael escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Cláusula de José Mourinho perde efeito: valor do treinador do Benfica passa a ser 15 milhões de euros

A cláusula de rescisão de sete milhões de euros de José Mourinho acabou de perder efeito, passando a custar 15 milhões de euros.

Roberto Martínez e o Mundial 2026: «Podemos prometer trabalho»

Roberto Martínez deu uma entrevista onde falou sobre a presença de Portugal no Mundial 2026 e sobre as possibilidades dos lusos na prova.

Sidny Cabral perto vai deixar o Benfica e já tem destino definido: os valores do negócio

Sidny Cabral está perto de deixar o Benfica, depois de meio ano na Luz. O ala vai assinar pelo Trabzonspor neste mercado.

André Silva está muito perto do FC Porto

O FC Porto tem a contratação de André Silva praticamente fechado. O jogador chegará ao Dragão sem qualquer custo de transferência.

PUB

Mais Artigos Populares

Luis Enrique projeta final da Champions League entre PSG e Arsenal: «Penso que há um favorito, para ser sincero»

Luis Enrique esteve presente na sala de imprensa para fazer a antevisão ao PSG x Arsenal, referente à final da Champions League.

Final da Champions League: Eis os onzes prováveis do PSG x Arsenal

PSG e Arsenal defrontam-se, este sábado, na final da Champions League. Eis os onzes prováveis para a partida na Puskás Arena.

Hora de subir para o trono da Europa | PSG x Arsenal

188 partidas depois, onde surpresas, reviravoltas, golos e defesas reinaram, a atual edição da Champions League prepara-se para chegar ao fim. Em solo húngaro, PSG e Arsenal preparam-se para disputar o tão ambicionado troféu, naquela que é a competição mais mediática do mundo.