Chelsea FC 0-0 (3-4 a.p) Manchester City FC: Onde ficaram os golos?

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O estádio de Wembley perfilou-se como manda a tradição em Inglaterra para receber mais um jogo de todas as decisões de uma competição inglesa.

Manchester City FC e Chelsea FC lado a lado com momentos de forma bem distintos. Maurizio Sarri com a corda bem apertada ao pescoço e perto de “romper” no Chelsea.

O Manchester City de Pep Guardiola vinha numa boa sequência de vitórias e encarava este jogo já com a boa noticia da perca de pontos do Liverpool FC no campeonato inglês.

As duas equipas entraram bastante tímidas, como seria de esperar numa final, mais importante do que marcar é não sofrer golos.  Ainda assim, era o Manchester City o dono e senhor da bola.

A grande figura desta primeira parte seria o ex-FC Porto, Nicolás Otamendi. Esteve nos dois lances mais flagrantes existentes na primeira metade do jogo. Primeiro, aos 43 minutos esteve perto de colocar o Manchester City em vantagem com um remate já em esforço para uma boa defesa do guardião Kepa. No minuto seguinte, Otamendi quase que colocava a bola na outra baliza. Sim, na própria baliza!

O Chelsea que mostrava pouco esforço ofensivo até então, Otamendi parecia querer dar uma ajuda os comandados de Sarri.

A segunda parte arrancou como tinha terminado a primeira. Um jogo morno, muito táctico e fechado. Seria Sergio Agüero a “desbloquear” esta situação ao abanar as redes do Chelsea FC aos 56 minutos. No entanto, o golo seria anulado por suposto fora de jogo, depois confirmado pelo VAR, disponível nesta final. Após as repetições, o lance continua a deixar dúvidas. Tudo de volta à estaca zero.

Por esta altura do jogo certamente que muitos dos amantes do futebol inglês já tinham mudado de canal.

Só voltaríamos a ver algum perigo perto das balizas por volta do minuto 66 quando Kanté com tudo para inaugurar o marcador, após um excelente trabalho de Hazard, a rematar por cima.

Seria outra vez dos pés do astro belga que sairia a próxima ocasião de perigo do jogo. 75 minutos de jogos e Hazard com uma excelente jogada pelo meio a colocar Pedro em excelente posição para marcar, mas o espanhol a não conseguir aproveitar o trabalho de Hazard e perdeu a bola após um corte.

O jogo iria acelerar um pouco perto do final, com Hazard outra vez em destaque a aparecer isolado frente a Ederson, mas o lance foi interrompido pelo árbitro. Mais um lance sinalizado como fora de jogo que deixa muitas dúvidas após ver as repetições. Hazard teria tudo para marcar.

Nada feito nos 90 minutos. Tempo para mais meia-hora de jogo, mas com as expectativas bem em baixo após 90 minutos de tão fraca qualidade.

Bernardo Silva seria considerado o homem do jogo para a organização
Fonte: Carabao Cup

E não havia mesmo mais nada a fazer, as equipas pareciam aguardar pacientemente pelos penalties e foi sempre o Manchester City a equipa que demonstrou querer menos os penalties, mas não em quantidade suficiente para fazer alguma diferença no jogo.

Quando o mais interessante de todo o prolongamento é a “birra” de Kepa Arrizabalaga em não sair de campo, está tudo dito sobre a qualidade do mesmo.

As equipas queriam penalties e seriam os penalties a decidir esta competição. O Chelsea FC parecia partir com uma certa desvantagem por toda a desconcentração que a situação envolta de Kepa gerou.

E as coisas não poderiam ter começado pior para os londrinos quando Jorginho falha o primeiro penalty. O Chelsea ainda pareceu estar em condições psicológicas de recuperar quando Sané também falhou o seu, mas este titulo já não fugiria ao Manchester City de Guardiola que renovou assim a Taça da Liga Inglesa.

Dia estranho em Inglaterra. Depois de um empate a 0 entre Manchester United e Liverpool, o City e o Chelsea a darem-nos outro jogo sem golos.

 ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Chelsea FC: Kepa; Azpilicueta, David Luiz, Rudiger e Emerson; Jorginho, Kanté e Barkley (Loftus-Cheek ’89); Willian ( Higuain ’95) , Hazard e Pedro (Hudson-Odoi ’79)

Manchester City FC: Ederson; Zinchenko, Laporte ( Kompany ’46), Otamendi, Walker; Fernandinho ( Danilo ’91), David Silva ( Gündoğan ’79), De Bruyne ( Leroy Sané ’86), Bernardo, Sterling, Aguero

Rui Pedro Cipriano
Rui Pedro Ciprianohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado no interior, na Covilhã, é estudante de Ciências da Comunicação, na Universidade da Beira Interior. É apaixonado pelo futebol, principalmente pelas ligas mais desconhecidas, onde ainda perdura a sua essência e paixão.                                                                                                                                                 O Rui escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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