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Grazie, Claudio!

Rafael Simões · 2 min

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Cabeçalho Liga Inglesa

O futebol é o momento. Essa é uma verdade universal cada vez mais enraizada no futebol. Mas tem mesmo que ser assim, caro leitor? Não há histórias – ou futebóis – que deviam perdurar para sempre? Ou pelo menos prolongarem-se por mais um bocado? Para mim, que sou um romântico do jogo assumido, o futebol não é o momento. Para mim, o futebol é Claudio Ranieri. Sim, o atual treinador campeão inglês.

Ranieri foi despedido. A notícia caiu como uma bomba no mundo do futebol. Mas exemplifica bem a nova realidade deste jogo que nos apaixona tanto e ao mesmo tempo nos desilude de uma maneira igualmente proporcional.

A época não se afigurava fácil. Depois de superarem todas as expectativas e alcançarem um dos maiores feitos de sempre da história do futebol, os homens de Leicester, comandados pelo treinador italiano, não conseguiram manter a senda de vitórias que os levou ao céu da Premier League e os resultados vieram por aí baixo. Sacrificado? Claudio Ranieri.

A equipa ocupa o 17.º lugar da liga inglesa, o último lugar acima da linha de água e foi eliminada recentemente pelo modesto Millwall na Taça de Inglaterra. Mas ninguém pensou que os dirigentes do campeão inglês tivessem a coragem de despedir Ranieri. Aconteceu. E nem a razoável campanha, até agora, na Champions, salvou o italiano.

Apesar de ter contratado vários reforços, a equipa nunca conseguiu ultrapassar a saída de Kanté. Vardy também não tem conseguido apresentar o rendimento que o levou a ser um dos melhores avançados de Inglaterra, Mahrez tem sido um sombra do que fez o ano passado. E a equipa sofre. E o treinador é despedido.

A questão é: O que Ranieri conquistou, fez, alcançou, não é merecedor de algo mais? A situação era assim tão irreversível?

São muitas questões por responder. Algumas delas serão respondidas nos próximas tempos. Uma coisa é certa: o futebol é o momento. Mas o Leicester é Claudio Ranieri. E no fim o Leicester devia prevalecer sobre o futebol.

O Homem merecia mais.

Da nossa parte, só há uma coisa a dizer – grazie, Claudio. Fizeste-nos acreditar mais um bocadinho na magia do futebol.

Rafael Simões

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