- Advertisement -

Cabeçalho Liga Inglesa

O futebol é o momento. Essa é uma verdade universal cada vez mais enraizada no futebol. Mas tem mesmo que ser assim, caro leitor? Não há histórias – ou futebóis – que deviam perdurar para sempre? Ou pelo menos prolongarem-se por mais um bocado? Para mim, que sou um romântico do jogo assumido, o futebol não é o momento. Para mim, o futebol é Claudio Ranieri. Sim, o atual treinador campeão inglês.

Ranieri foi despedido. A notícia caiu como uma bomba no mundo do futebol. Mas exemplifica bem a nova realidade deste jogo que nos apaixona tanto e ao mesmo tempo nos desilude de uma maneira igualmente proporcional.

A época não se afigurava fácil. Depois de superarem todas as expectativas e alcançarem um dos maiores feitos de sempre da história do futebol, os homens de Leicester, comandados pelo treinador italiano, não conseguiram manter a senda de vitórias que os levou ao céu da Premier League e os resultados vieram por aí baixo. Sacrificado? Claudio Ranieri.

A equipa ocupa o 17.º lugar da liga inglesa, o último lugar acima da linha de água e foi eliminada recentemente pelo modesto Millwall na Taça de Inglaterra. Mas ninguém pensou que os dirigentes do campeão inglês tivessem a coragem de despedir Ranieri. Aconteceu. E nem a razoável campanha, até agora, na Champions, salvou o italiano.

Apesar de ter contratado vários reforços, a equipa nunca conseguiu ultrapassar a saída de Kanté. Vardy também não tem conseguido apresentar o rendimento que o levou a ser um dos melhores avançados de Inglaterra, Mahrez tem sido um sombra do que fez o ano passado. E a equipa sofre. E o treinador é despedido.

A questão é: O que Ranieri conquistou, fez, alcançou, não é merecedor de algo mais? A situação era assim tão irreversível?

São muitas questões por responder. Algumas delas serão respondidas nos próximas tempos. Uma coisa é certa: o futebol é o momento. Mas o Leicester é Claudio Ranieri. E no fim o Leicester devia prevalecer sobre o futebol.

O Homem merecia mais.

Da nossa parte, só há uma coisa a dizer – grazie, Claudio. Fizeste-nos acreditar mais um bocadinho na magia do futebol.

Rafael Simões
Rafael Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Adepto de bom futebol, adora o jogo desde que se lembra de ser gente. Estudante de Comunicação Social, é capaz de passar horas a fio a devorar futebol, considerando-se um romântico do desporto rei. Recusa-se a discutir arbitragens e simpatiza com o Liverpool, muito por culpa da lenda do clube, Steven Gerrard. Espera um dia ser jornalista desportivo e olha para o futebol como uma arte que embeleza a vida.                                                                                                                                                 O Rafael escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Kalvin Phillips volta a ser emprestado ao Sheffield United

Kalvin Philips foi novamente emprestado ao Sheffield United. O médio-defensivo chega do Manchester City até ao final da época.

Everton e Crystal Palace trocam os extremos

O Everton troca Dwight Mcneil por Brennan Johnson do Crystal Palace. Ambos os jogadores assinaram um contrato válido durante quatro épocas.

Divin Mubama emprestado ao Southampton

Divin Mubama foi anunciado no Southampton. O ponta-lança chega por empréstimo do Manchester City até ao final da temporada.

Cádiz troca de treinador a quatro dias do começo da época

Albert Celades substitui Imanol Idiakez no comando técnico do Cádiz. O treinador deixa o clube espanhol a quatro dias do começo da temporada.

PUB

Mais Artigos Populares

Al Yarmouk vence e mantém o segundo lugar da Zain First Division

O Al Yarmouk, orientado por José Mota, vence o Burgan e mantém o segundo lugar na luta pela promoção ao principal escalão do Kuwait.

Manor Solomon reforça West Ham de Nuno Espírito Santo

O West Ham anunciou Manor Solomon como reforço. O internacional israelita deixou o Tottenham depois de três empréstimos.

Internacional portuguesa assina pelo Deportivo de A Coruña por 50 mil euros

Inês Pereira troca o Everton pelo Deportivo de A Coruña com um contrato válido até 2029. O negócio rendeu 50 mil euros para as inglesas.