Última horaJá está definida a final da Taça Sul-Americana
Publicidade

Leicester City FC 2-1 Manchester City FC: Ricardo Pereira faz de Pai Natal

Frederico Seruya · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O Boxing day em Inglaterra é o dia em que os adeptos de futebol recebem o melhor presente possível: Premier League o dia todo. No King Power Stadium, o Manchester City FC apresentou-se de orgulho ferido após a surpreendente derrota caseira na jornada passada, frente ao Crystal Palace. Já o Leicester City FC chegava a este jogo com a moral em alta, depois da vitória sobre o Chelsea FC em Stamford Bridge, na jornada anterior.

Os citizens entraram bem e a dominar, com o seu futebol de posse e apoiado, atacando com muitos elementos. O Leicester City FC apresentou-se com a lição bem estudada, entregando a iniciativa de jogo ao adversário e espreitando o contra-ataque sempre que possível. A equipa da casa defendia com muitos elementos e de forma compacta, o que dificultava a ação da equipa visitante no último terço do terreno.

Mas uma equipa que tem Agüero, Bernardo Silva, De Bruyne, Sané, entre outros, “arrisca-se” sempre a marcar. E foi o que aconteceu à passagem do quarto de hora, quando Agüero recebeu na zona central do ataque e descobriu uma linha de passe para Bernardo Silva. O jogador português dominou a bola dentro da área e colocou-a com classe no canto inferior direito da baliza, fazendo o primeiro golo do jogo.

Bernardo Silva fez o primeiro golo do jogo
Fonte: Premier League

O City colocava-se cedo em vantagem, mas a alegria dos visitantes durou pouco. Nem cinco minutos volvidos, o Leicester chegou ao empate. Centro teleguiado de Vardy do lado esquerdo do ataque, Delph não acompanhou a subida do extremo contrário e Albrighton apareceu sozinho na área a cabecear sem hipóteses para o empate.

Com o golo de Albrighton, Guardiola pediu mais à sua equipa e os citizens foram em busca da vantagem. Sempre com muita posse de bola, os pupilos de Guardiola estiveram perto de marcar aos 35’, quando Sané ofereceu o golo a Agüero, mas o avançado argentino, à entrada da pequena área, rematou por cima. No seguimento da jogada, Schmeichel falhou a reposição de bola e foi Maddison a cortar um golo certo, após passe de Sané já dentro da área.

Albrighton empatou para o Leicester
Fonte: Premier League

Apesar do domínio do City, o Leicester explorava a velocidade dos homens da frente no contra-ataque. A equipa de Claude Puel mostrou que estudou bem as debilidades do adversário aos 40’, numa jogada tirada a papel químico do lance do primeiro golo: Albrighton centrou largo a partir da esquerda, com a bola a sobrevoar o segundo poste, onde estava Choudhury, mas o médio do Leicester rematou mal e perdeu uma boa oportunidade de pôr a sua equipa na frente do marcador.

Até ao final da primeira parte, Vardy ainda esteve perto de marcar, mas, isolado na cara de Ederson, permitiu a mancha do brasileiro. As equipas foram empatadas para o intervalo, um resultado que se aceitava pelo que se passou nos primeiros 45 minutos.

Na segunda parte, a toada do jogo continuou igual à da primeira. O City com mais, muito mais, bola e o Leicester sempre à espreita de uma oportunidade para um contra-ataque que pudesse dar golo.

Apesar de ter mais posse de bola (na casa dos 70%), os comandados de Pep Guardiola sentiram dificuldades em encontrar soluções para furar a muralha defensiva do Leicester. O jogo pelo ar não é uma hipótese neste City, muito por força das caraterísticas dos seus avançados, que privilegiam o jogo pelo chão, mais técnico e habilidoso.

Nem com a entrada de David Silva o City conseguiu desbloquear a defensiva do Leicester. A equipa da cidade de Manchester chegava com facilidade ao último terço do terreno, mas depois faltava sempre o “clique”, o pormenor de inspiração, muito por culpa das exibições desinspiradas de De Bruyne e Sterling.

Os minutos foram passando e isso acabou por ser um balão de oxigénio para o Leicester, que ia acreditando cada vez mais que era possível trazer pontos deste difícil jogo. A crença da equipa da casa foi recompensada à entrada dos últimos dez minutos de jogo. Um canto que parecia inofensivo tornou-se numa oportunidade de ouro para Ricardo Pereira, que aproveitou uma recarga à entrada da área para desferir um pontapé indefensável que só parou no fundo das redes do City.

Seguramente um dos momentos altos deste Boxing Day, com o King Power Stadium a entrar em erupção com o golo do internacional português. Um golo que pode parecer injusto face ao domínio do Manchester City, mas que premeia a crença, a eficácia e a capacidade de luta da equipa de Claude Puel, que nunca deixou de acreditar que era possível oferecer o melhor presente possível aos seus adeptos.

A vitória do Leicester afunda a equipa de Guardiola, que consentiu a segunda derrota consecutiva em jogos do campeonato e desce agora para o terceiro lugar da classificação. O Leicester volta a vencer um dos “gigantes” da Premier League e ocupa o sétimo lugar à condição.

Onzes iniciais:

Leicester City FC: Schemeichel, Chilwell, Wes Morgan, Ricardo Pereira, Maguire, Mendy, Ndidi, Choudhury (Gray, 63’), Maddison (Simpson, 77’), Albrighton e Jamie Vardy (Okazaki, 88’).

Manchester City FC: Ederson, Danilo, John Stones, Laporte, Fabian Delph, Gündogan, Kevin De Bruyne (David Silva, 70’), Bernardo Silva (Mahrez, 82’), Sterling, Sané e Agüero.

A FIGURA

Fonte: Leicester City FC

Ricardo Pereira – Excelente exibição do internacional português, coroada com um golaço que deu a vitória ao Leicester sobre o atual campeão inglês. Para além do golo, Ricardo Pereira mostrou-se sólido a defender e com muita disponibilidade para integrar o movimento atacante da equipa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Manchester City FC

Pep Guardiola – A sua equipa atravessa uma má fase e parece “bloqueada” no último terço do terreno. O futebol do City é à imagem do seu treinador, com muita posse de bola e muito apoiado, mas tem faltado capacidade para decidir melhor nos espaços mais avançados. A juntar a isso, o treinador espanhol parece não conseguir extrair o melhor de jogadores como Sterling e De Bruyne, que estão longe da forma atingida na época anterior.

Foto de Capa: Premier League

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Frederico Seruya

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Europa League

Resistir e Sonhar | Ferencváros x Torreense

Depois dos baldes de água fria frente a Tondela e sobretudo Sunderland, o Torreense vê nova oportunidade de espantar a Europa a ser providenciada por um dos mais rodados adversários que lhe calhou em sorteio. O histórico Ferencváros participa em fases de grupos ou liga europeias consecutivamente desde 2020 e ganhou a liga húngara sete vezes seguidas, até se deixar surpreender a época passada pelo Györ – ora, como grande dominador daquele futebol, restava apenas ao Ferencváros dar uma de Bayern, absorvendo o talento que se atreveu a meter em causa a hegemonia. E assim substituiu o lendário Robbie Keane por Balász Borbély, o eslovaco de 47 que cometeu a proeza (regressando assim a casa, ele que já tinha treinado juniores e equipa secundária do Ferencváros entre 2019 e 2022).  Antecipava-se, por isso, conto de fadas. Que Borbély conseguisse imprimir o registo dominador de outrora em contexto nacional e manter o sucesso recente fora-de-portas, conciliando harmoniosamente os índices competitivos. Enquanto se tem conseguido cumprir com a segunda expectativa (veja-se o percurso dos húngaros, que ultrapassaram todas as rondas de qualificação), as coisas não vão de feição na Liga, com cinco empates em nove jornadas. «Nem tudo correu como planeado nesta temporada», explicou assim na antevisão ao encontro desta quinta-feira. «Os resultados na Liga Europa são bons, mas não acho que exista uma grande diferença na forma como jogamos para as duas competições».

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.