BnR Super Sunday: Quem escolheu a Premier League não se arrependeu

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A Premier League jogou pelo seguro e deixou para Domingo dois clássicos do futebol inglês, com tudo o que gira à volta deles, para fazer face à forte concorrência que tinha das outras ligas europeias (alemã, espanhola e francesa apresentaram fortes argumentos).

Como boa organização que é, jogou na antecipação e colocou o derby de Merseyside para primeiro plano. A paixão que contém qualquer jogo que envolva Everton e Liverpool é contagiante e desta vez não foi excepção, com os jogadores, mesmo os menos identificados com a mística deste confronto, a encarnarem os espíritos das antigas picardias que fizeram deste o jogo com mais expulsões em Inglaterra e disputaram a partida com uma intensidade tremenda.

O espectáculo não perdeu por isso, ao contrário do que seria de esperar. E os jogadores, ao entregarem a alma em cada lance, cada disputa de bola, tornaram o derby da cidade dos Beatles numa partida entretida de se ver. O resultado terminou com uma igualdade a uma bola, que se aceita, num jogo cuja primeira parte pertenceu ao Liverpool e a segunda ao Everton. A equipa de Brendan Rodgers entrou muito bem na partida, com um volume ofensivo interessantíssimo e que causou calafrios em Goodison Park. O Everton foi tentando resistir ao domínio, mas só conseguiu até perto do final da primeira parte, quando Ings cabeceou para o golo inaugural, respondendo da melhor forma ao canto de Milner. Os reds não souberam lidar com a vantagem e, logo a seguir, cederam o empate. Lukaku, aproveitando um ressalto na área causado por um cruzamento tenso de Deulofeu, devolveu a igualdade ao marcador.

Isto fez com que o Everton voltasse de cara lavada do intervalo, encostando o Liverpool às cordas. Aliás, a dada altura, os reds já se tinham dado por satisfeitos pela partilha de pontos e o desfecho acabou por não ser negativo para o Liverpool. Um resultado que se aceita pelo domínio repartido em cada parte do encontro. A surpresa veio mais tarde: Brendan Rodgers não resistiu aos maus resultados e acabou por ser despedido do histórico inglês.

Alexis, a figura da tarde Fonte: Facebook do Arsenal
Alexis, a figura da tarde
Fonte: Facebook do Arsenal

No outro cabeça-de-cartaz da tarde, o clássico Arsenal-Manchester United, ambos partiam para este encontro com a noção de que podiam continuar a ganhar pontos à concorrência (Chelsea, sobretudo) e/ou manter o trono (no caso do United). Era uma oportunidade que não se pode desperdiçar, mas só um podia aproveitar… no caso, o Arsenal, que entrou com tudo para cima do rival, acumulando oportunidades de perigo logo nos primeiros instantes do encontro e inaugurando o marcador à passagem da meia dúzia de minutos, aumentando-o passados menos de 60 segundos. O 2-0 aos 7 minutos abalou o United para o resto do primeiro tempo, não se revelando qualquer situação de perigo a favor dos red devils, com excepção de um lance de Martial na área. Em contraponto, o Arsenal dilatou a vantagem e ainda esteve perto de alcançar uma goleada histórica logo nos primeiros 45 minutos, com a dinâmica do meio-campo/ataque a funcionar em pleno, com Cazorla a comandar as operações e a lançar os endiabrados Alexis, Özil (de regresso, finalmente, à melhor forma), Ramsey e Walcott.

À partida para o segundo tempo, Van Gaal fez duas alterações e a equipa estabilizou, porém, o Arsenal há muito se apoderara do encontro e soube mantê-lo no bolso, revelando-se impermeável a nível defensivo e, ainda assim, expedito quando atacava, embora o fizesse apenas quando não tinha qualquer risco. Ainda assim, esteve mais perto do 4-0 que o United do 3-1.

O Liverpool continua sem perder no Goodison Park, desde há cinco anos a esta parte, e o Arsenal volta a intrometer-se entre os grandes, subindo à co-vice-liderança, juntamente com o rival desta tarde. Jogos históricos, com boas implicações na competitividade da Premier League, e que animaram uma tarde futebolística com muita concorrência. Quem escolheu o campeonato inglês, não terá ficado arrependido.

A Figura da tarde:

Alexis Sanchez – O chileno foi uma das chaves de acesso à fúria arsenalista, dinamizando o ataque e contagiando-o rumo à invasão ao meio-campo contrário. Não parou um segundo e soube ser objectivo com a bola nos pés, merecendo, por isso (e, claro, por dois grandes golos, um deles de calcanhar), o prémio de homem de jogo e, claro, de figura da tarde desportiva inglesa.

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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