Liga Inglesa: Tottenham 0–0 Liverpool – Klopp começa a pôr mãos à obra!

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O Liverpool empatou hoje 0-0 no mítico White Hart Lane, frente ao Tottenham. No jogo que marcou a estreia de Jürgen Klopp como técnico dos “reds”, o empate foi até um mal menor para o Liverpool, que se apresentou muito desfalcado.

Sem poder contar com elementos importantes na equipa, como Jordan Henderson, Benteke, Lovren ou Daniel Sturridge, Klopp montou uma equipa numa espécie de 4-3-3, com Lucas Leiva, Milner e Emre Can no meio  campo, e Lallana e Coutinho a tentarem apoiar Divock Origi, que foi a referência ofensiva da equipa. Na defesa, Alberto Moreno voltou a ser lateral esquerdo, depois de Brendan Rodgers ter preferido Joe Gomez no início da época.

O Liverpool até entrou bem no jogo, pressionante, sem deixar que o Tottenham entrasse nos últimos 40 metros com a bola devidamente controlada. À passagem dos 10 minutos, ocorreu aquela que viria a ser a melhor oportunidade dos “reds” ao longo de todo o jogo. Após um canto de James Milner, Origi cabeceou à barra da baliza de Lloris. Depois, o Tottenham foi subindo no terreno e pôs a nu uma das maiores fragilidades do Liverpool: a falta de uma referência, um portento físico, à frente do seu setor defensivo. Tendo em conta que estamos a falar do campeonato inglês e que Skrtel e Sakho são limitados tecnicamente, é necessário que o pivot defensivo seja, ao mesmo tempo, um jogador forte a nível físico e um elemento que saiba transportar e construir jogo ofensivo. Ora bem, é isso que o Liverpool não tem nesta altura. Lucas Leiva é um bom jogador, mas não é nenhum “tanque” e já vai deixando alguma coisa a desejar a nível construtivo. Como Milner e Emre Can também nunca se conseguiram destacar, o jogo do Liverpool “emperrou” constantemente no meio campo.

A equipa tinha garra e pressionava os “Spurs”, mas, quando ganhava a bola, não havia grandes ideias e assim não houve maneira de obrigar Hugo Lloris a ter muito trabalho. Quem teve esse trabalho foi Simon Mignolet. Tenho de tirar o meu chapéu ao guarda redes que tanto critiquei quando chegou a Anfield Road. O belga esteve impecável na tarde de hoje e começou a dar espetáculo na primeira parte. Primeiro perante uma trivela de Clinton Njie, depois perante Harry Kane. Em ambas as situações, Mignolet fechou a baliza com muita qualidade. Voltou a repetir o feito aos 84 minutos, com mais uma enorme defesa a negar as intenções de Kane.

: Mignolet disse “presente” no primeiro jogo de Klopp ao comando do Liverpool Fonte: Facebook oficial do Liverpool FC
: Mignolet disse “presente” no primeiro jogo de Klopp ao comando do Liverpool
Fonte: Facebook oficial do Liverpool FC

Como tinha muitas baixas, Klopp tinha vários jogadores menos utilizados no banco, entre eles o jovem português João Carlos. O médio formado no Sporting foi convocado pelo técnico alemão, mas acabou por não sair do banco de suplentes durante todo o encontro. Esperemos que João Carlos vá tendo mais minutos esta época, começando a cimentar o seu lugar na Premier League. Já Jürgen Klopp vai ter muito trabalho para colocar o Liverpool novamente na alta roda do futebol inglês, mas pelo menos a equipa mostra uma atitude mais positiva perante o jogo, tentando apagar a monotonia que se tinha instalado no consulado de Brendan Rodgers.

A Figura:

Simon Mignolet –  O guardião belga foi o jogador mais decisivo da partida, com três excelentes defesas a evitar golos do adversário. Mignolet atravessa uma ótima fase, sendo uma das principais figuras da sua equipa, e após ter substituído Thibaut Courtois na seleção do seu país, enqaunto este está lesionado.

O Fora-de-Jogo:

Harry Kane – O avançado inglês não conseguiu ainda chegar ao nível apresentado na época anterior, e hoje teve duas oportunidades. Se na segunda o maior mérito é de Mignolet, na primeira é mais demérito de Kane. O avançado inglês tinha de ter feito muito melhor: estava praticamente isolado mas apenas rematou à figura. Se o Tottenham quer fazer figura esta temporada, precisa de ter o seu ponta de lança na melhor forma…

Diogo Janeiro Oliveira
Diogo Janeiro Oliveira
Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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