Publicidade

Liga Inglesa: Tottenham 0–0 Liverpool – Klopp começa a pôr mãos à obra!

Diogo Janeiro Oliveira · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab premier league liga inglesa

O Liverpool empatou hoje 0-0 no mítico White Hart Lane, frente ao Tottenham. No jogo que marcou a estreia de Jürgen Klopp como técnico dos “reds”, o empate foi até um mal menor para o Liverpool, que se apresentou muito desfalcado.

Sem poder contar com elementos importantes na equipa, como Jordan Henderson, Benteke, Lovren ou Daniel Sturridge, Klopp montou uma equipa numa espécie de 4-3-3, com Lucas Leiva, Milner e Emre Can no meio  campo, e Lallana e Coutinho a tentarem apoiar Divock Origi, que foi a referência ofensiva da equipa. Na defesa, Alberto Moreno voltou a ser lateral esquerdo, depois de Brendan Rodgers ter preferido Joe Gomez no início da época.

O Liverpool até entrou bem no jogo, pressionante, sem deixar que o Tottenham entrasse nos últimos 40 metros com a bola devidamente controlada. À passagem dos 10 minutos, ocorreu aquela que viria a ser a melhor oportunidade dos “reds” ao longo de todo o jogo. Após um canto de James Milner, Origi cabeceou à barra da baliza de Lloris. Depois, o Tottenham foi subindo no terreno e pôs a nu uma das maiores fragilidades do Liverpool: a falta de uma referência, um portento físico, à frente do seu setor defensivo. Tendo em conta que estamos a falar do campeonato inglês e que Skrtel e Sakho são limitados tecnicamente, é necessário que o pivot defensivo seja, ao mesmo tempo, um jogador forte a nível físico e um elemento que saiba transportar e construir jogo ofensivo. Ora bem, é isso que o Liverpool não tem nesta altura. Lucas Leiva é um bom jogador, mas não é nenhum “tanque” e já vai deixando alguma coisa a desejar a nível construtivo. Como Milner e Emre Can também nunca se conseguiram destacar, o jogo do Liverpool “emperrou” constantemente no meio campo.

A equipa tinha garra e pressionava os “Spurs”, mas, quando ganhava a bola, não havia grandes ideias e assim não houve maneira de obrigar Hugo Lloris a ter muito trabalho. Quem teve esse trabalho foi Simon Mignolet. Tenho de tirar o meu chapéu ao guarda redes que tanto critiquei quando chegou a Anfield Road. O belga esteve impecável na tarde de hoje e começou a dar espetáculo na primeira parte. Primeiro perante uma trivela de Clinton Njie, depois perante Harry Kane. Em ambas as situações, Mignolet fechou a baliza com muita qualidade. Voltou a repetir o feito aos 84 minutos, com mais uma enorme defesa a negar as intenções de Kane.

: Mignolet disse “presente” no primeiro jogo de Klopp ao comando do Liverpool Fonte: Facebook oficial do Liverpool FC
: Mignolet disse “presente” no primeiro jogo de Klopp ao comando do Liverpool
Fonte: Facebook oficial do Liverpool FC

Como tinha muitas baixas, Klopp tinha vários jogadores menos utilizados no banco, entre eles o jovem português João Carlos. O médio formado no Sporting foi convocado pelo técnico alemão, mas acabou por não sair do banco de suplentes durante todo o encontro. Esperemos que João Carlos vá tendo mais minutos esta época, começando a cimentar o seu lugar na Premier League. Já Jürgen Klopp vai ter muito trabalho para colocar o Liverpool novamente na alta roda do futebol inglês, mas pelo menos a equipa mostra uma atitude mais positiva perante o jogo, tentando apagar a monotonia que se tinha instalado no consulado de Brendan Rodgers.

A Figura:

Simon Mignolet –  O guardião belga foi o jogador mais decisivo da partida, com três excelentes defesas a evitar golos do adversário. Mignolet atravessa uma ótima fase, sendo uma das principais figuras da sua equipa, e após ter substituído Thibaut Courtois na seleção do seu país, enqaunto este está lesionado.

O Fora-de-Jogo:

Harry Kane – O avançado inglês não conseguiu ainda chegar ao nível apresentado na época anterior, e hoje teve duas oportunidades. Se na segunda o maior mérito é de Mignolet, na primeira é mais demérito de Kane. O avançado inglês tinha de ter feito muito melhor: estava praticamente isolado mas apenas rematou à figura. Se o Tottenham quer fazer figura esta temporada, precisa de ter o seu ponta de lança na melhor forma…

Diogo Janeiro Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.