Manchester City FC 2-1 Arsenal FC: Um café ao intervalo

- Advertisement -

Cabeçalho Liga Inglesa

O jogo era aflitivo para ambas as equipas, dada a distância para o líder Chelsea. Havia o risco de se ficar a 9 (Arsenal) ou 10 (Manchester City) do objectivo do primeiro lugar. Seria, por isto, um duelo na perseguição ao prejuízo acumulado das últimas jornadas, porém, o medo de perder não assombrou a identidade das duas equipas assente num futebol positivo em que a prioridade está na circulação de bola e na procura pelo último terço. A opção por ataques móveis, sem referências ofensivas fixas, assim o fazia prever.

O início do jogo, brindado com um golo, começou a justificar essa “profecia” dos esquemas tácticos. Aos 5 minutos, Alexis Sanchez, completamente à vontade, descobriu a desmarcação de Walcott perante o buraco destapado pelo eixo central dos citizens e este, sem meias medidas, inaugurou o marcador.

O City tentou reagir, logo a seguir, num lance desenhado por De Bruyne e concluído por Sterling (o belga arranjou espaço e mediu passe milimétrico para o inglês, na àrea), mas o cabeceamento saiu ao lado da baliza defendida por Cech. Depois disto e até ao intervalo, mais nada. O City continuou a passear a bola no meio-campo contrário, mas esta parecia ter medo de entrar no último terço atacante dos sky-blue. Mérito, também, para a pressão defensiva do Arsenal, especialmente Gabriel, importantíssimo no controlo da profundidade, mas demérito, em proporção maior para a falta de agressividade dos citizens, que, depois de perdida a bola, não pressionavam o portador da bola, sendo obrigados a iniciar o processo de construção junto à própria àrea. Valeu o desacerto do Arsenal na transição ofensiva (tanto passe falhado!) até ao intervalo.

Jogadores do City deram força a Gundogan (de fora até final da época) no início do encontro Fonte: Mirror
Jogadores do City deram força a Gundogan (lesionado até final da época) no início do encontro
Fonte: Mirror

Pep Guardiola, apercebendo-se da sonolência da sua equipa, terá oferecido um café a cada um dos seus jogadores, para que acordassem e disputassem cada lance com o afinco de que a equipa sentia falta. E o efeito fez-se sentir desde logo. Estavam decorridos 4 minutos na segunda parte e, após uma segunda bola ganha por Sterling (lá está), Silva descobriu Sané a fugir nas costas da defesa arsenalista e o alemão, num remate meio destrambelhado, lá colocou a bola no fundo das redes. Estava igualado o jogo.

O City não ficou por aqui. O efeito do tal café continuava a fazer fervilhar o sangue dos seus jogadores, que fizeram desaparecer o Arsenal do jogo. Sané voltou a criar perigo, desta vez servido por De Bruyne. Logo a seguir, Sterling, num disparo à entrada da àrea, atirou a rasar o poste e, depois, foi o belga a tentar a sorte, num disparo que obrigou Cech a aplicar-se.

Três avisos para que o Arsenal se pusesse em sentido. Não pôs. E colocou-se a jeito de uma reviravolta esperada. De Bruyne, depois de párar no peito um lançamento no lado direito do ataque citizen, virou completamente o jogo para o flanco contrário num passe fantástico. Descobriu Sterling, que guiou a bola atè à àrea londrina, onde fuzilou, com sucesso, o inimigo. 2-1 aos 71 minutos e uma sentença no encontro.

O Arsenal, até final, não conseguiu incomodar a equipa da casa e até foi esta quem teve oportunidade de ampliar a vantagem, num lance em que De Bruyne, servido por Navas, viu o poste negar o golo ao seu… joelho.

Contas feitas, os gunners vão na segunda derrota consecutiva, estando cada vez mais longe do primeiro lugar. O Mancheter City mantém a perseguição. Bem-dito café.

Foto de capa: Manchester City F.C.

 

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

José Mourinho, Andreas Schjelderup e Richard Ríos: para onde vai o futuro do Benfica?

José Mourinho, José Mourinho e José Mourinho. Não foi o treinador do Benfica que marcou qualquer um dos três golos com que os encarnados bateram o Estoril Praia na última jornada da Primeira Liga, mas é sobre o Special One que mais se centra a discussão do universo encarnado

Ivan Baptista e Lúcia Alves respondem ao Bola na Rede: «A pressão das alas do FC Porto ia fazia com que o corredor central...

Ivan Baptista e Lúcia Alves analisaram a vitória do Benfica na Taça de Portugal Feminina. Técnico e ala responderam à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Daniel Chaves responde ao Bola na Rede: «O Benfica vive muito da qualidade da sua guarda-redes no primeiro momento de construção»

Daniel Chaves analisou a derrota do FC Porto na final da Taça de Portugal Feminina. Técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Jornada agitada na Liga Turca com resultados surpresa na luta pela manutenção

Jornada recheada de emoções na Liga Turca, com resultados surpresa tanto pela luta do segundo lugar, como na batalha pela manutenção.

PUB

Mais Artigos Populares

Casemiro despede-se do Manchester United com emoção: «Muito obrigado a todos»

Casemiro fez o último jogo pelo Manchester United em Old Trafford. Médio brasileiro vai deixar o clube inglês no final da temporada.

Milhões a entrar na conta: FC Porto vê confirmada venda por 5,5 milhões de euros

Danny Namaso deixou de ser jogador do FC Porto a título definitivo, depois do Auxerre ter alcançado a manutenção na Ligue 1.

Segunda Liga: Bryan Róchez bisa e dá vitória ao Leixões frente ao Lusitânia de Lourosa

O Leixões recebeu e venceu o Lusitânia de Lourosa por 2-1 na 34.ª jornada da Segunda Liga. Bryan Róchez marcou os dois golos da vitória.