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Manchester City FC 2-3 Manchester United FC: Vitória de um orgulho ferido

Diogo Fresco · 4 min

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O derby mais aguardado da semana correspondeu a todo a expectativa em volta dele. O duelo foi intenso, tático, como não poderia deixar de ser. Um jogo com duas partes bem distinguíveis uma da outra.

A jogar em sua casa, mas não devido a esse fator, o City assumiu o jogo de circulação de bola com alguma naturalidade, mas sempre com critério. Por outro lado, o United comprometeu-se a marcar e pressionar com intensidade na segunda saída de bola, principalmente. Curiosa foi a marcação cerrada pretendida por Mourinho a Sterling. Um lance bem elucidativo disto dera-se aos 13 minutos, lance em que após ofensiva visitante, Alexis recua logo em sprint e dirige-se à zona de Sterling, que se debatia já com Ashley Young. Sterling é perigoso e Mourinho manteve-se alerta.

Aos 22’, um dos primeiros lances mais esclarecidos de perigo, que acabou com a recolha de De Gea. Bernardo Silva, em esforço, tentou ainda dar o toque subtil na bola, mas sem sucesso. A superioridade que os citizens denotavam traduziu-se em golo pouco depois. Kompany eleva-se após canto e não dá hipótese nenhuma a um guarda-redes que já nos habitou a belas defesa à queima-roupa. Não foi o caso! Kompany marcou e tudo indicava que iria ser a cereja no topo do bolo, o facto de ter marcado e posteriormente sagrar-se campeão…

Cinco minutos depois, e sem uma resposta de maior por parte dos em busca do prejuízo, o City faz o 2-0. Sem espinhas. Os vermelhos não levavam perigo à área contrária, os azuis não tinham grande pressa e iam amealhando uns golos.

Na segunda parte esperava-se uma resposta do Manchester United, mas ainda se poderia acreditar mais num acumular de golos dos visitados. Mas os red devils mostravam uma outra atitude, a atitude de não ter nada a perder. Sacudir uma inibição ou pressão que a suscitasse. Uns minutos depois de Gundogan ter ficado perto do terceiro, aos 53’, Pogba marca! Reduz para 2-1, mas a forma como chegam ao golo é brilhante. Pogba mostra a Mourinho uma qualidade muito forte, a de chegar com facilidade de entendimento com os seus companheiros à área, trazendo força, elevação e maior finalização.

O Manchester City, através dos seus jogadores médios e de ataque espalhavam boas trocas de bola, com uma classe indesmentível contida na fragância Guardiola. Mas Pogba estava mesmo num dia sim e empata o jogo cinco minutos após! À chegada da hora de jogo, a hora em que normalmente os jogos “começam” ou aquecem ou atingem o seu auge de concentração e disputa, ainda para mais num jogo como este, o resultado consistia num empate. De repente o jogo poderia cair para qualquer um dos lados, era impossível adivinhar o desfecho.

Um “jogaço” típico inglês é da mais alta emoção e suspense. O termo frenético deve ser oriundo de lá, porque cá não temos tido muito. Aos 69’, após cobrança de Alexis, outro central cabeceia para os fundos das redes, mas agora Chris Smalling, que vira o jogo. Inglaterra deve ser o país em que acontecem as mais milagrosas reviravoltas. Equipas capazes de duas faces, que quando apresentam a segunda ainda conseguem compensar a prestação da primeira…

Aos 72’ entrava Kevin de Bruyne, jogador que fez falta naquele meio campo, trabalhado por Guardiola com afinco, e não faz sentido apresentá-lo sem o belga. Contudo, o miolo do City funcionou bem na mesma, mas sem um box-to-box como De Bruyne, o nível é outro.

Em cima dos 90’, Agüero, que tinha entrado para o lugar do português Bernardo Silva, viu o empate ser negado após remate de cabeça! Após cruzamento da esquerda, Agüero tenta ser novamente uma espécie de herói (não como em 2012, óbvio), mas pelo menos bater De Gea e empatar o jogo. Poderia muito bem dar um tempo de compensação de maior qualidade ao espetador…

O derby escaldante acabou com a reviravolta obtida pelos segundos classificados, que assim adiam a já combinada festa do City.

Foto de capa: Premier League

A FIGURA

Fonte: Manchester United FC

Pogba – Num jogo que exige um grande estofo, Pogba correspondeu a tal exigência. Foi extremamente decisivo quer defensiva, quer ofensivamente. Mostrou a Mourinho o que pode (e deve) trazer ao jogo do Man. United e solidificar a sua cotação como centro campista. Espero que se mantenha a jogar desta forma, pois trata-se de um jogador que aprecio.

FORA-DE-JOGO

Fonte: Manchester City FC

Otamendi – O ex-FC Porto não esteve propriamente mal, mas cometeu um erro crasso que valeu um golo adversário. Num jogo em que nenhum interveniente esteve mal, considero que esse erro possa ter contribuído em largo no adiamento do inevitável título.

Artigo revisto por: Jorge Neves

Diogo Fresco

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