Manchester (not so) United

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Cabeçalho Liga Inglesa

Por decisões técnicas ou administrativas, seja no futebol jogado nas 4 linhas ou pela forma como as temporadas são preparadas, o Manchester United tem-nos habituado recentemente a uma forma verdadeiramente esquizofrénica. Capaz do melhor e do pior, de apresentar um futebol combativo e aguerrido, que noutros momentos se converte num esquema totalmente apático, passaram pelo mítico banco de tijoleira do Teatro dos Sonhos, desde o fim da Era Ferguson, David Moyes, Ryan Giggs, Louis Van Gaal e, desde o início da presente temporada, aquele que é, na minha opinião, o melhor treinador português de todos os tempos, José Mourinho.

Mas até os melhores têm fases complicadas, e se os Red Devils estão, desde a saída de Sir Alex, à procura de uma nova identidade, também Mou tem estado arredado da sua melhor forma, incapaz de tornar a provar ao mundo a genialidade que por todos lhe foi reconhecida e que lhe permitiu entrar no grupo exclusivo de treinadores que conquistaram 3 Ligas dos Campeões em 3 clubes distintos. Juntando a esse muitos outros sucessos, o Special/Happy One recebeu um testemunho que lhe estava “destinado” ao herdar o legado de Ferguson enquanto responsável técnico do Man Utd, e a expectativa que se gerou em torno do clube dificilmente poderia ser maior. Depois de uma temporada frustrante em que o United não foi além de uma qualificação europeia para a Liga Europa, terminando em 5º lugar na Premier League em igualdade pontual com o City, que se qualificou para a Liga dos Campeões.

Mourinho tem estado alinhado com a má forma dos 'red devils' Fonte: Manchester United
Mourinho tem estado alinhado com a má forma dos ‘red devils’
Fonte: Manchester United

Com Mourinho chegaram também nomes como Ibrahimovic e Paul Pogba, dois dos jogadores mais carismáticos do futebol do século XXI. Criaram-se assim condições para que o United se reerguesse e tornasse a ser um nome no futebol inglês que capaz de provocar calafrios a qualquer adversário. Porém, fruto de uma irreconhecível inconsistência e solidez no momento defensivo e ausência de ideias e velocidade no jogo ofensivo, o Manchester United não assegura regularidade exibicional a nenhum adepto, simpatizante, ou mero espectador de futebol. Tal como Forrest Gump e a sua caixa de chocolates, só abrindo a caixa, vulgo, só com o apito inicial, se saberá como é que o United se vai apresentar, em que modelo, com que níveis de concentração e com que qualidade exibicional. Se por um lado, não existe o frenético caudal de Alex Ferguson, desapareceu, por outro, a solidez e inteligência que outrora se reconheceu a Mourinho.

Frederico De Távora Pedro
Frederico De Távora Pedrohttp://www.bolanarede.pt
Licenciado em Direito, é a ver e a analisar futebol que se sente como um peixe na água. O Benfica corre-lhe nas veias, e apaixonou-se por futebol no dia em que ainda criança entrou pela primeira vez na Velhinha Luz. O futebol europeu é o que mais o atrai, sendo em Inglaterra que semana a semana segue o seu campeonato de eleição: a Premier League.                                                                                                                                                 O Frederico não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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