Manchester United FC 2-1 Liverpool FC: Pragmatismo tremeu mas venceu

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Era um jogo que dispensava apresentações, o maior clássico do futebol inglês que mexe sempre com as emoções dos adeptos e dos amantes do desporto rei.

De um lado José Mourinho, experiente e pragmático. Do outro, o exuberante Jurgen Klopp, ambas as equipas um espelho dos seus treinadores. Mas onde mais interessa dentro de das quatro linhas jogaram estrelas como Sanchez, Lukaku, e De Gea contra o famoso ataque Mané, Firmino e a estrela egípcia Mohamed Salah.

Os dois pontos de desvantagem do parte do Liverpool em relação ao segundo classificado Manchester United obrigavam os Reds a lutarem obrigatoriamente pelos três pontos. Do lado do United apesar da baixa de peso da última hora com a lesão de Pogba, a equipa acabaria por entrar de uma forma compacta como já vem sendo habitual.

O jogo começou bastante dividido e disputado, essencialmente a meio campo, até que surge o menino Marcus Rashford servido por Romelu Lukaku, fez o que quis do defesa do Liverpool Alexander Arnold, marcando o primeiro golo da partida aos 14 minutos.

Após o golo a partida ganhou outro ritmo com o Liverpool à procura do empate, no entanto, a equipa de Mourinho foi conseguindo manter o controlo do jogo com a dupla McTominay e Matic a fecharem por completo todo o processo ofensivo da equipa do Liverpool.

Com a bola a não chegar aos homens da frente devido à falta de criatividade do meio campo, o Liverpool poucas oportunidades teve para causar perigo.

Em mais um lance ganho no jogo aéreo a Lovren, Lukaku começou aí a jogada que deu origem ao segundo golo, mais uma vez de Marcus Rashford, que após um ressalto dentro área com classe remata para a baliza de Karius, aumentando a vantagem do United na para 2-0.

A qualidade defensiva e o rigor tático do meio campo do United resumiram um pouco o que foi a primeira parte, domínio do jogo por parte da equipa da casa, principalmente nos momentos em que não tiveram bola. Ao nível ofensivo a sociedade Mata/Sanchez no apoio constante à ala esquerda onde esteve Rashford causou sempre grandes dificuldades à defensiva do Liverpool, que nunca conseguiu dar conta das constantes movimentações e triangulações por parte dos avançados dos Red Devils.

Liverpool entrou forte e mais dominante com vontade de disputar a partida. Com mais agressividade, mas ainda com alguma falta de criatividade na construção.

Por volta da hora de jogo  entra Adam Lallana, e minutos depois, Eric Bailly faz autogolo num lance caricato. É o momento de viragem da partida, com o 2-1 o Liverpool acredita que é possível e vai atrás do empate.

Mourinho leu bem a partida e viu um United cada vez mais apertado e fez entrar o soldado Fellaini para fechar o meio-campo. Apesar disso, a entrada de Lallana e o recuo de Mané para zonas centrais continuaram a confundir o meio-campo dos Red Devils, que foi sendo encostado às cordas.

Aos 80 minutos Klopp arriscou tudo, retirando os dois laterais para dar o lugar a Wijnaldum e Solanke. O jogo partiu e as oportunidades foram surgindo para ambas as equipas. Com uns minutos finais alucinantes, como já é habito nos jogos da Premier League, o United com alguma sorte à mistura acabou por conseguir segurar a vantagem, vencendo a partida por 2-1.

A vitória foi construída na primeira parte com o selo do jovem internacional inglês Marcus Rashford, que deu justiça a um jogo totalmente controlado pelo Manchester United até à hora de jogo, altura em que Klopp introduziu na equipa uma injeção de criatividade vinda dos pés de Lallana, coincidindo com o autogolo de Bailly.

A partir daí foi um jogo impróprio para cardíacos, com oportunidades tanto para o Liverpool empatar como para o United matar o jogo.

De destacar o rigor tático de McTominay ao longo dos 90 minutos e a insistência de Sadio Mané, que foi o mais inconformado e o que mais tentou dar algo mais ao ataque do Liverpool.

Gonçalo Pereira
Gonçalo Pereirahttp://www.bolanarede.pt
Ligado profissionalmente às IT mas um apaixonado pelo desporto rei, desde pequeno que vive e respira futebol. Benfiquista de coração que não perde a oportunidade de fazer uma "peladinha" com os amigos.                                                                                                                                                 O Gonçalo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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