Não há duas sem três, Mourinho

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O treinador português José Mourinho já venceu a Liga dos Campeões por duas vezes na sua carreira, com o FC Porto, em 2004, e no comando técnico do Inter de Milão, no ano de 2010. Mas será que conseguirá esse feito por uma terceira vez, igualando, assim, Bob Paisley e Carlo Ancelotti nesse registo? Será este o ano em que Mourinho, finalmente, vence a Champions com o seu Chelsea?

Certamente que o técnico setubalense quer acrescentar este triunfo ao seu avolumado currículo. Esta é a sexta temporada, não consecutiva, que o português concretiza ao leme dos blues, tendo vencido com este emblema, entre outros, duas Ligas Inglesas e uma Taça de Inglaterra. Falta-lhe, assim, uma conquista europeia com o clube em que afirma sentir-se realmente feliz e em casa.

Retornou a Londres na época passada, na qual ficou no segundo posto da Liga Inglesa. Porém, é um facto conhecido que as equipas treinadas por “Mou” alcançam relativamente melhores resultados no seu segundo ano de trabalho. E tal situação é o que aparenta acontecer neste preciso ano. O Chelsea encontra-se, neste momento, no primeiro lugar da Premier League, com cinco pontos de avanço para o atual rival direto, Manchester City (os citizens têm um jogo a mais). A nível europeu, o clube da capital de Inglaterra pode, claramente, fazer uma “gracinha” aos demais e conquistar o tão ambicionado troféu.

José Mourinho conta, este ano, com um conjunto de jogadores que denotam um excelente entrosamento como equipa dentro das quatro linhas, que jogam de forma combativa, bem ao estilo do Special One, e alia a isto um estrondoso virtuosismo técnico e rapidez de processos que os jogadores da frente imprimem ao jogo dos blues.

Todos os conhecedores do futebol estarão, também, cientes de que as formações treinadas por Mourinho são conhecidas pela sua exatidão e precisão a defender. O Chelsea não foge à regra. O núcleo duro do emblema londrino inclui John Terry, fiel escudeiro do técnico português, Gary Cahill e Branislav Ivanovic, experientes defesas que juntam à capacidade defensiva uma enorme aptidão para fazer balançar as redes da baliza adversária.

Na baliza trava-se uma acérrima e rotativa batalha entre dois dos melhores guarda-redes do momento, Thibaut Courtois e Petr Cech, ambos fornecendo uma tremenda segurança a toda a equipa.

A nível do meio-campo, Matic e Fàbregas formam uma das duplas mais interessantes do momento, tanto no que concerne a equilíbrio defensivo como a construção de jogo, e o poder de explosão do brasileiro Ramires também é de elevada importância face a certos adversários.

Em caráter ofensivo, a qualidade técnica que Willian, Oscar e, especialmente, Eden Hazard (sem dúvida um futuro candidato à Bola de Ouro) oferecem, juntando a capacidade de combate e veia goleadora de Diego Costa, melhor marcador do Chelsea, dota a equipa de um tremendo arsenal atacante. Para além disso, “Mou” conseguiu ainda a tão desejada contratação do colombiano Juan Cuadrado, no mercado de inverno, que vem, assim, dar sangue novo aos blues e ajudar na caminhada, que se adivinha triunfante, dos pupilos do treinador português.

Os blues são um dos principais favoritos à conquista da Champions Fonte: Facebook do Chelsea
Os blues são um dos principais favoritos à conquista da Champions
Fonte: Facebook do Chelsea

Para além de contar com uma formação forte e coesa em todos os setores, a recente conquista da Taça da Liga Inglesa perante os rivais do Tottenham, em Wembley, certamente aumentou os índices de motivação dos jogadores para o que ainda está por vir da presente época. A nível interno não poderia estar a correr de melhor maneira para os azuis de Londres, podendo afirmar-se que têm, por ora, o campeonato na mão e não será fácil deixá-lo escapar.

Todos estes fatores conjugados contribuem para a afirmação do Chelsea como uma das equipas favoritas para a edição deste ano da principal prova europeia de clubes, a Liga dos Campeões. Também o facto de os principais colossos europeus e maioritariamente candidatos à conquista do ceptro, como Real Madrid ou Bayern de Munique, não estarem, atualmente, no seu melhor rendimento, pode abonar para esta situação.

Neste momento, o Chelsea FC segue em vantagem na eliminatória dos oitavos de final da Champions, ao conseguir um empate a uma bola em Paris, face ao PSG, resultado que agrada às hostes londrinas, que encaram, assim, com boa cara o jogo da segunda mão, a realizar a 11 de março em Stamford Bridge. Mourinho pode, assim, tentar definir o desfecho do segundo encontro de forma pragmática, como tanto nos tem habituado, sem cometer erros de maior e aproveitando da melhor maneira aqueles que forem executados pelo conjunto adversário.

Na caminhada para a conquista deste troféu, é claro que vai ter que contar com a “estrelinha” da sorte do seu lado. Mas, também, o que somos nós sem um pouco de sorte? Certo é que José Mourinho é um verdadeiro mestre no que toca a jogos de “mata-mata”, ou “a eliminar”, e nesta época tem as armas necessárias para fazer valer o seu estatuto a nível europeu e levar a Liga dos Campeões para o palmarés blue.

Foto de Capa: Facebook do Chelsea

Fernando Gamito
Fernando Gamitohttp://www.bolanarede.pt
O Fernando Gamito é um estudante de comunicação e apaixonado pelo futebol, seja a praticar ou a discuti-lo fora das “quatro linhas”, o que o faz apostar num futuro no jornalismo. Ler jornais desportivos e jogar Football Manager são outras das suas principais preferências. Em Portugal, o seu coração bate pelo Sport Lisboa e Benfica. Lá fora, torce por Barcelona e Chelsea.                                                                                                                                                 O Fernando escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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