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Os Gunners, de Arsène Wenger, têm vindo a fazer manchete nos jornais desportivos ingleses; estão em primeiro, praticam um futebol atraente e, finalmente, eficaz. Digo finalmente porque, desde que me conheço, simpatizo com o clube e há muito tempo que não via o Arsenal a jogar bem… e a ganhar.

Por norma, a equipa de Wenger joga bem mas chega ao final do ano e não vence nada. Não vencem nada desde 2005, e para uma equipa que chegou a ter nos seus quadros jogadores como Ljungberg, Henry, Pires, ou mesmo Fabregas, não pode ficar tanto tempo sem vencer um troféu que seja. Há anos que defendo que o tempo de Wenger no Arsenal já devia ter chegado a um fim; para mim, e penso que para qualquer adepto de futebol (de uma equipa de topo), um ano sem ganhar é muito. Nove anos sem ganhar, então, nem há palavras que consigam descrever a frustração.

No entanto, este ano, parece que até os próprios adeptos da equipa londrina acreditam que este poderá ser “O Ano” (um pouco à semelhança dos nossos amigos sportinguistas). A chegada de Özil veio revolucionar o meio campo e desbloquear o futebol ao primeiro toque que Wenger tanto queria introduzir; as vitórias seguiram-se e, até ao momento, só perderam contra o Aston Villa e contra as duas equipas de Manchester.

A questão que paira no ar é se este todo poderoso Arsenal consegue ou não aguentar a parada até ao final do ano. Se recordarmos a última década de futebol do clube, a tendência é morrer na praia, chegar a finais e perdê-las, e em março andar a fazer contas de matemática para ver se consegue atingir a Champions na época seguinte. Pode ser que não, que este ano seja diferente. Contudo, se não for caso disso, o francês deveria ser posto fora mais depressa do que conseguisse dizer “Croissant”, porque se não ganham nada este ano, além de aumentarem para 10 os anos consecutivos sem vencer, fazem-no após alterarem a política de contratações da equipa (esbanjaram balúrdios no verão passado). Infelizmente, os títulos não se ganham sem ter de equacionar as outras equipas da prova, e a prova rainha do futebol inglês não é nada fácil de conquistar. Com pelo menos seis candidatos ao título, os Gunners têm de fazer uma segunda metade de época tão ou mais brilhante do que a primeira para conseguirem atingir o tão esperado campeonato.

Pedro Teles
Pedro Teleshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é uma personagem incontornável no universo benfiquista, principalmente quando se encontra no interior do Estádio da Luz. Os adeptos de cadeiras vizinhas já chegam ao ponto de exclamar "já não te posso ouvir" em jogos mais intensos. A nível de futsal, torce pelos Independentes de Sines.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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