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Tragam a emoção de volta

Tomás da Cunha · 2 min

Tragam a emoção de volta

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Dia 13 de Maio de 2012. O City e o United entravam para a última jornada com hipóteses de se sagrarem campeões. A vantagem estava do lado dos citizens, que apenas precisavam de vencer o QPR no Etihad para quebrarem um jejum de 44 anos. Conseguiram-no, mas a verdade é que foi preciso um “milagre”. O jogo acabou por ser, provavelmente, o mais emocionante do século XXI, a par do Liverpool-Milan da final da Liga dos Campeões 04/05. Será que a Premier League deste ano voltará a proporcionar um espectáculo semelhante?

À partida, o jogo com o QPR não tinha um grau de dificuldade elevado. O conjunto orientado por Mancini era claramente favorito e chegou ao intervalo a vencer por 1-0, com golo de Zabaleta. Contudo, os londrinos surpreenderam na segunda parte, dando a cambalhota no marcador por intermédio de Cissé e Mackie. Entretanto, o United ia derrotando o Sunderland por 1-0, resultado que dava provisoriamente o título à equipa de Alex Ferguson. O City ia massacrando um QPR já reduzido a 10 elementos, mas a bola não queria entrar. O desespero instalou-se e, aos 90 minutos, pouca gente acreditava que os citizens pudessem ser campeões. No entanto, Dzeko marcou no minuto seguinte e deu alguma esperança aos adeptos, que, pouco depois, ficaram a saber do triunfo do United. Aos 94’, com os jogadores dos red devils à espera no relvado, Agüero consumou a reviravolta no Etihad.

Esta “máquina do tempo” serve, em primeiro lugar, para expressar o meu desejo de que a Premier League volte a ter um final de campeonato tão emocionante como o da época 2011/2012. Neste momento, com 8 jornadas por disputar, o Chelsea segue na liderança, com 4 pontos de vantagem sobre Liverpool e Arsenal (1 jogo em atraso) e 6 sobre o Manchester City (3 jogos em atraso). Com a derrota no terreno do Aston Villa, os blues deram alguma margem aos citizens, que podem finalmente concentrar as atenções no campeonato. Os reds, muito bem orientados por Brendan Rodgers, têm um calendário acessível e podem aproveitar o facto de receberem as equipas de Pellegrini e Mourinho. Em relação ao Arsenal, que se desloca a Stamford Bridge na próxima jornada, parte em último na luta pelo título. Ainda assim, os gunners têm tudo para vencer a FA Cup, já que os adversários são o Hull City, o Wigan e o Sheffield United.

O regresso ao passado serve também para lamentar a falta de competitividade no futebol actual. Tirando a La Liga, onde ainda há possibilidades de termos uma luta até final (embora o Real tenha uma vantagem importante), todos os outros campeonatos estão decididos há bastante tempo. Na Alemanha, já se sabia à partida que o Bayern venceria a Bundesliga com facilidade; em Itália, apesar do bom início da Roma, a Juventus vai revalidar o título tranquilamente; em França, o investimento do Mónaco ainda não chegou para fazer frente a um PSG cada vez melhor. Não é bom que haja clubes tão dominadores. A emoção faz falta ao futebol. É por isso que, para muitos, a Premier League é a melhor liga do mundo.

Tomás da Cunha

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