Van Dijk, um holandês que já brilha nos reds

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O mercado anda doido. Na época de 2016-17, o internacional francês Paul Pogba protagonizou a transferência mais cara de sempre da história do futebol. Com um valor de 105 milhões de euros o Manchester United contratou o medio centro-campista francês aos italianos da Juventus. Depois disso, e já na presente temporada, o brasileiro Neymar Jr. transferiu-se do FC Barcelona para os franceses do Paris-Saint Germain numa transferência orçada nos 222 milhões de euros, deixando a transferência de Pogba para segundo plano no ranking das transferências mais caras do Planeta.

Mas as transferências milionárias não param de acontecer no Mundo do Futebol. No que aos centrais diz respeito, a transferência do holandês Virgil Van Dijk do Southampton para o Liverpool no início deste mês de janeiro de 2018 foi a mais cara de sempre: o equivalente a 85 milhões de euros. Sim, ouviu bem! 85 milhões de euros por um defesa central. Nunca nenhum clube desembolsou tanto dinheiro por um jogador dessa posição. Muitos artigos analisam as qualidades do holandês e a mais-valia que este poderá trazer para a equipa dos Reds. Mas importa fazer desde já a questão: na balança entre o ter e o haver, que é como quem diz, entre o vir para Liverpool ou ficar na modesta cidade de Southampton, será que a transferência valeu mesmo a pena?

Do ponto de vista do The Black Cats, um clube que atualmente joga no segundo escalão do campeonato inglês, receber do pé para a mão um valor tão elevado, foi como ganhar o euromilhões. Numa palavra: irrecusável. Do ponto de vista dos Reds, o holandês já rende (e de que maneira) nesta equipa comandada pelo alemão Jurgen Klopp: marcou o golo das vitória no último jogo do Liverpool frente aos rivais do Everton, garantindo a passagem da sua equipa para a próxima fase da Taça de Inglaterra. O jogador está em êxtase perante tal facto: “«Que noite. Foi merecido e foi espectacular estar aqui. O golo é muito especial para mim e para a minha família. Jogar em Anfield pelo Liverpool é o sonho de qualquer jogador. Marcar fez com que a minha estreia fosse ainda mais especial»” (Declarações do jogador, recuperadas pelo jornal A Bola, site www.abola.pt).

Além disso, a exibição do holandês permitiu perceber o grau de amadurecimento do jogador: em pleno Anfield Road, com os cascóis vermelhos dos Reds a preencherem (e de que maneira!) as bancadas do mítico estádio do Liverpool, Virgil Van Dijk atuou como se já jogasse nesta equipa há anos. Jogou sem nervosismo, sempre muito célere e agressivo no ataque aos avançados do Everton. Além disso, foi também exímio na manobra ofensiva da equipa, sendo ele a primeira roldana da engrenagem ofensiva do Liverpool.

Não admira que, com uma exibição destas e com o golo decisivo marcado, o holandês esteja no paraíso. A imprensa internacional anda doida com isso: não poupa elogios à mais recente contratação do Liverpool, tendo por base a excelente exibição do holandês e o golo marcado que apurou os Reds para a próxima fase da Taça de Inglaterra. Recai, por isso, sobre o jogador a pressão para as exibições de gala. Os fervorosos adeptos dos Reds não tolerariam se assim não fosse. Mas recai também, ainda que de forma menos percetível, a pressão sobre Klopp, pois foi o alemão que mostrou interesse na contratação do jogador. Klopp terá que se assegurar que a contratação de Van Djik ao Southampton não foi um flop. Ainda para mais “Klopp” e “flop” são palavras que rimam lindamente. Vaticinarão, essas palavras, para os lados de Liverpool, mais alguma coisa além da sua natural aproximação sonora?

Em resumo, para que tudo fique bem pelos lados de Anfield Road, o melhor será mesmo que Van Dijk continue na senda exibicional que protagonizou na sua estreia em Liverpool. Será bom para ele, para os adeptos, para Klopp e, claro, para o Liverpool.

Foto de capa: Liverpool FC

Simão Mata
Simão Matahttp://www.bolanarede.pt
O Simão é psicólogo de profissão mas isso para aqui não importa nada. O que interessa é que vibra com as vitórias do Sporting Clube de Portugal e sofre perante as derrotas do seu clube. É um Sportinguista do Norte, mais concretamente da Maia, terra que o viu nascer e na qual habita. Considera que os clubes desportivos não estão nos estádios nem nos pavilhões, mas no palpitar frenético do coração dos adeptos e sócios.                                                                                                                                                 O Simão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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