Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Wolverhampton FC: Deu trabalho subir com sorte

Pedro Machado · 1 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Dizem que a sorte se procura e encontra no meio do trabalho. Por isso, sim, pode-se falar em sorte se olharmos para a subida do Wolverhampton através de um golo apontado aos 93 minutos num jogo que não foi por si disputado.

Porque fazê-lo implica olhar para o trabalho desenvolvido pela equipa técnica e jogadores ao longo do ano. Implica lembrar o longo e difícil caminho percorrido (42 jogos até agora, no Championship, que é um dos campeonatos mais competitivos do mundo) até aqui, e que contempla uma série de três vitórias consecutivas com que o Wolverhampton abriu o campeonato e a forma se reergueu de uma goleada sofrida em Villa Park (4-1), vencendo cinco dos seis jogos, com exibições convincentes que se seguiram numa demonstração de carácter que lhes deu acesso ao pequeno luxo de poder festejar a subida 18 horas antes de entrar em campo.

A (merecida) festa do Wolverhampton
Fonte: Wolverhampton FC

Nuno Espírito Santo (o treinador), Rúben Neves (fez um golaço no último jogo desta série e fez o tento que decidiu o jogo frente ao rival Cardiff), Diogo Jota (o goleador da equipa), Ivan Cavaleiro (o jogador com mais jogos neste Wolves), Hélder Costa ou Roderick, por exemplo (falando apenas dos portugueses) trabalharam para que, juntos, pudessem celebrar, efusivamente, o golo de Maupay (Brentford). Um cabeceamento que morreu nas redes do Fulham e que ditou a passagem do Wolverhampton à liga onde todos ambicionam jogar.

Sorte? Sim, sorte. Mas com muito trabalho.

Foto de capa: Wolverhampton FC

Pedro Machado

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.