Publicidade

Wolverhampton Wanderers FC 2-3 Tottenham Hotspur FC: Cheirou a recuperação no Molineux

João Brandão · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Foi num horário atípico de Premier League que Wolves e Spurs se encontraram no Molinoux, em jogo da décima primeira jornada. Na equipa de Nuno Espírito Santo, destaque para os cinco portugueses no onze inicial, mas desta vez com Ivan Cavaleiro no lugar do indisponível Diogo Jota. Já nos forasteiros, nota para a estreia a titular de Foyth no centro da defesa, sentando Sanchéz.

O jogo começou da pior maneira, com Dembele a ser obrigado a sair devido a uma lesão com alguma gravidade. As duas equipas estudavam-se mutuamente e os dois avançados afinavam a pontaria: primeiro Jimenez atirou por cima, depois foi a vez de Kane testar Patrício.

Aos 27 minutos surgiria o primeiro golo, fruto de uma boa tabela entre Lamela e Son, com o argentino a receber de peito e rematar pelo meio das pernas de Rui Patrício. Apenas três minutos depois o Tottenham voltaria a marcar, desta feita por Lucas Moura, que apareceu solto a cabecear depois de um cruzamento bombeado de Trippier.

Em apenas três minutos, os Wolves sofreram dois golos, sendo que no anterior jogo em casa, frente ao Watford, tinham sofrido dois golos… num minuto. Algo a rever por parte de Nuno Espírito Santo.

Até ao intervalo os da casa procuraram reduzir a vantagem, tendo visto um golo mal ser anulado a Jimenez, por suposto fora de jogo de Doherty. Se existisse vídeo-árbitro em Inglaterra, o resultado seria outro ao intervalo.

Jimenez, ao aperceber-se de que o seu golo tinha sido anulado
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

O segundo tempo começou com um autêntico sufoco dos Wolves, com um toque bem português. Aos 47’, Hélder Costa arrancou e assistiu Jimenez para uma boa defesa de Lloris. No minuto seguinte, o português rematou rasteiro para mais uma intervenção do guardião francês. Aos 50’, Lloris brilhou ainda mais depois de um remate de ressaca de Ruben Neves.

A alcateia de Nuno Espírito Santo já merecia o golo, mas, como diz o ditado, “quem não marca sofre”. Pouco depois da hora de jogo, o inevitável Harry Kane fuzilou Patrício à segunda tentativa. Os mesmos protagonistas encontrara-se cinco minutos mais tarde, mas desta vez o português negou o golo com uma monstruosa intervenção.

Quando o Wolverhampton parecia estar a render-se, eis que Foyth comete grande penalidade sobre Jimenez e Ruben Neves, chamado à conversão, não falhou. 1-3 no marcador, mais de vinte minutos para jogar e o Molinoux acreditava.

Hélder Costa poderia ter reduzido, mas na cara de Lloris atirou para fora. No entanto, a dez minutos do fim, Foyth fez de novo penalti e Jimenez aproximou as duas equipas.

Até final, os lobos tentaram consumar a recuperação, mas sem sucesso. Os Spurs voltaram, assim, aos triunfos, num jogo que podia ter sido bem mais tranquilo se tivessem sabido gerir a vantagem. A eficácia no primeiro tempo tranquilizou a equipa, que adormeceu com o terceiro golo. Já o Wolverhampton, depois de um bom arranque, soma a terceira derrota consecutiva. Ainda assim, nota para a boa reação ao terceiro golo sofrido, nunca baixando os braços e quase conseguindo levar pontos. De destacar também as boas escolhas de Nuno Espírito Santo, ao lançar Bonatini e Gibbs-White que vieram mexer com o jogo.

Onzes Iniciais:

Wolverhampton Wanderers FC: Rui Patrício, Bennett, Coady, Boly, Doherty, Moutinho (Gibbs-White 62’), Neves, Jonny, Hélder Costa (Traoré 84’), Jimenez, Ivan Cavaleiro (Bonatini 62’).

Tottenham Hotspur FC: Lloris, Trippier Foyth, Alderweireld, Davies, Winks, Dembelé (Son 6’) (Eriksen 59’), Sissoko, Lamela, Lucas (Sanchez 79’), Kane.

A FIGURA

Fonte: Tottenham Hotspur FC

Erik Lamela – O argentino tem estado endiabrado neste início de época, levando oito golos marcados nos últimos 12 jogos. Hoje, uma vez mais, esteve em destaque ao marcar o primeiro golo da partida, onde, depois de uma boa tabela com Son, recebeu de peito, conduziu a bola e bateu Patrício e também ao assistir Harry Kane para o terceiro golo da sua equipa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Tottenham Hotspur FC

Juan Foyth – Se Lamela esteve em dois golos da sua equipa, Foyth esteve nos dois golos… do adversário. Em estreia na Premier League, o central argentino cometeu duas grandes penalidades que lançaram o adversário para um assalto final à sua baliza que, para sua felicidade, não se traduziram em perda de pontos. Nota negativa também para Sissoko, que abusou do físico e confundiu o relvado com uma pista de atletismo.

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

João Brandão

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.