Wolverhampton Wanderers FC 2-3 Tottenham Hotspur FC: Cheirou a recuperação no Molineux

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Foi num horário atípico de Premier League que Wolves e Spurs se encontraram no Molinoux, em jogo da décima primeira jornada. Na equipa de Nuno Espírito Santo, destaque para os cinco portugueses no onze inicial, mas desta vez com Ivan Cavaleiro no lugar do indisponível Diogo Jota. Já nos forasteiros, nota para a estreia a titular de Foyth no centro da defesa, sentando Sanchéz.

O jogo começou da pior maneira, com Dembele a ser obrigado a sair devido a uma lesão com alguma gravidade. As duas equipas estudavam-se mutuamente e os dois avançados afinavam a pontaria: primeiro Jimenez atirou por cima, depois foi a vez de Kane testar Patrício.

Aos 27 minutos surgiria o primeiro golo, fruto de uma boa tabela entre Lamela e Son, com o argentino a receber de peito e rematar pelo meio das pernas de Rui Patrício. Apenas três minutos depois o Tottenham voltaria a marcar, desta feita por Lucas Moura, que apareceu solto a cabecear depois de um cruzamento bombeado de Trippier.

Em apenas três minutos, os Wolves sofreram dois golos, sendo que no anterior jogo em casa, frente ao Watford, tinham sofrido dois golos… num minuto. Algo a rever por parte de Nuno Espírito Santo.

Até ao intervalo os da casa procuraram reduzir a vantagem, tendo visto um golo mal ser anulado a Jimenez, por suposto fora de jogo de Doherty. Se existisse vídeo-árbitro em Inglaterra, o resultado seria outro ao intervalo.

Jimenez, ao aperceber-se de que o seu golo tinha sido anulado
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

O segundo tempo começou com um autêntico sufoco dos Wolves, com um toque bem português. Aos 47’, Hélder Costa arrancou e assistiu Jimenez para uma boa defesa de Lloris. No minuto seguinte, o português rematou rasteiro para mais uma intervenção do guardião francês. Aos 50’, Lloris brilhou ainda mais depois de um remate de ressaca de Ruben Neves.

A alcateia de Nuno Espírito Santo já merecia o golo, mas, como diz o ditado, “quem não marca sofre”. Pouco depois da hora de jogo, o inevitável Harry Kane fuzilou Patrício à segunda tentativa. Os mesmos protagonistas encontrara-se cinco minutos mais tarde, mas desta vez o português negou o golo com uma monstruosa intervenção.

Quando o Wolverhampton parecia estar a render-se, eis que Foyth comete grande penalidade sobre Jimenez e Ruben Neves, chamado à conversão, não falhou. 1-3 no marcador, mais de vinte minutos para jogar e o Molinoux acreditava.

Hélder Costa poderia ter reduzido, mas na cara de Lloris atirou para fora. No entanto, a dez minutos do fim, Foyth fez de novo penalti e Jimenez aproximou as duas equipas.

Até final, os lobos tentaram consumar a recuperação, mas sem sucesso. Os Spurs voltaram, assim, aos triunfos, num jogo que podia ter sido bem mais tranquilo se tivessem sabido gerir a vantagem. A eficácia no primeiro tempo tranquilizou a equipa, que adormeceu com o terceiro golo. Já o Wolverhampton, depois de um bom arranque, soma a terceira derrota consecutiva. Ainda assim, nota para a boa reação ao terceiro golo sofrido, nunca baixando os braços e quase conseguindo levar pontos. De destacar também as boas escolhas de Nuno Espírito Santo, ao lançar Bonatini e Gibbs-White que vieram mexer com o jogo.

Onzes Iniciais:

Wolverhampton Wanderers FC: Rui Patrício, Bennett, Coady, Boly, Doherty, Moutinho (Gibbs-White 62’), Neves, Jonny, Hélder Costa (Traoré 84’), Jimenez, Ivan Cavaleiro (Bonatini 62’).

Tottenham Hotspur FC: Lloris, Trippier Foyth, Alderweireld, Davies, Winks, Dembelé (Son 6’) (Eriksen 59’), Sissoko, Lamela, Lucas (Sanchez 79’), Kane.

João Brandão
João Brandãohttp://www.bolanarede.pt
Desde cedo o avô lhe colocou o bichinho do futebol e não mais parou de crescer, expandindo-se para outras modalidades. Atento e perfecionista, gosta de analisar ao pormenor cada aspeto do jogo. Considera que o melhor que a vida nos pode dar é um bom jogo de futebol, para ver com um bom grupo de amigos.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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