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Cabeçalho Liga Italiana

Descrita como uma liga muito tática e defensiva, a liga italiana tem, nos últimos anos, provado que esses adjetivos não estão completamente certos. Atualmente, a maioria das equipas apresenta um futebol ofensivo, com jogadores atacantes de grande qualidade.

A hexacampeã Juventus é um dos melhores exemplo disso. Com um futebol muito organizado e inteligente, a equipa de Turim está tão à vontade a construir jogadas com um futebol mais pensado, gerindo a posse de bola, como a aproveitar erros do adversário e partir para contra-ataques rápidos. Os jogadores mais ofensivos da equipa dispensam apresentações: os goleadores Dybala, Higuaín e Mandzukic (que actua várias vezes nas alas), os extremos rapidíssimos Cuadrado e Douglas Costa, e ainda o médio Pjanic, o cérebro da equipa, são todos futebolistas de classe mundial, responsáveis por uma dinâmica atacante que, em dia sim, pode derrotar qualquer defesa da Europa. Há que destacar também o apoio que os laterais, normalmente Alex Sandro e Lichtsteiner, dão à equipa no momento ofensivo, o que é elucidativo do quanto o clube do norte de Itália gosta de atacar. E ainda há grandes soluções para as zonas mais adiantadas do terreno no banco, como Marko Pjaca, um médio croata de muita qualidade, e, sobretudo, Bernardeschi, um talento emergente do futebol italiano.

 

No entanto, a equipa que pratica o futebol mais atacante de Itália, e que o eleva a um nível de entretenimento puro, é o Nápoles. A equipa do sul tem, sob o comando de Mauricio Sarri, ignorado constantemente os princípios de pragmatismo e cinicismo do Calcio, em favor dum futebol intenso e vertiginoso. A maior figura dentro do campo, pelo menos em termos de estatuto, é Marek Hamsik, capitão de equipa e médio de grande nível, e que está na equipa há 10 anos. O eslovaco está a dois golos de se tornar o melhor marcador da história do clube, e já é também o segundo jogador de sempre com mais presenças pelo clube, o que mostra bem a sua importância.

Mas quem tem brilhado mais pelos napolitanos tem sido Dries Mertens. O avançado belga transformou-se como jogador desde que começou a atuar como falso 9, e, neste momento, é uma referência incontornável. Mertens é um talento puro, que junta qualidade técnica, velocidade e criatividade a uma grande capacidade goleadora. E ainda existem muitos outros talentos no San Paolo, cada um com características muito próprias: Lorenzo Insigne, um extremo rapidíssimo e com um grande remate de fora de área, que, quando inspirado, consegue resolver um jogo sozinho; Arkadiusz Milik, o polaco contratado para substituír Higuaín, um avançado alto e possante, mas também com qualidade técnica, e que procura agora afirmar-se depois de uma grave lesão no joelho; Callejón, um jogador que desequilibra muito a partir das alas, e que também tem golo; ou ainda Zielinski, um jovem médio polaco de características ofensivas, que não tem parado de evoluir desde que chegou à equipa.

O Nápoles é, provavelmente, a equipa mais ofensiva de Itália Fonte: SSC Napoli
O Nápoles é, provavelmente, a equipa mais ofensiva de Itália
Fonte: SSC Napoli

A Roma, talvez a equipa que mais tem lutado contra a hegemonia da Juventus, também é uma equipa ofensiva, embora mais resguardada taticamente. O grande nome da equipa é Edin Dzeko, avançado bósnio, que parece ter redescoberto a sua melhor forma desde que chegou à capital italiana. Para além dum excelente jogo de cabeça, tem também boa técnica, e capacidade para fazer combinações com os colegas de ataque. Outro jogador ofensivo de qualidade é Diego Perotti. O médio argentino tem grande qualidade de passe e visão de jogo, estando quase sempre envolvido nas jogadas de golo da equipa. Há ainda o italiano El Shaarawy, um extremo rápido e muito forte no 1 para 1, mas que tem tanto de talentoso como de inconstante, e Nainggolan, médio centro belga, que é uma peça importante no jogo ofensivo pelo seu remate de meia distância e pela capacidade de, vindo de trás, aparecer em zonas de finalização.

Guilherme Malheiro
Guilherme Malheiro
É na música e no futebol que encontra a sua inspiração. Quando escreve, gosta de manter escondido o lado de adepto. Também gosta de ténis, snooker e boxe.                                                                                                                                                 O Guilherme não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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